A garota a quem eu molhei me esperava na cobertura
Eu tinha estragado o vestido dela no começo da festa. Não imaginava que aquela mesma desconhecida me encurralaria no parapeito quando quase ninguém mais restava na cobertura.
Eu tinha estragado o vestido dela no começo da festa. Não imaginava que aquela mesma desconhecida me encurralaria no parapeito quando quase ninguém mais restava na cobertura.
Um rapaz que revistava um contêiner me chamou na rua e, quando me disse por quê, eu quis desaparecer. O que eu não imaginei foi como acabaria agradecendo a ele.
Achei que era só um jogo de mensagens fora de hora, até que uma tarde ele fechou a porta do meu escritório, apagou a luz e parou de me pedir permissão.
Me vesti para impressionar, mas ao cruzar a porta daquele escritório entendi que não ia usar o currículo para conseguir o emprego.
O atrito do lençol me acordou e, ao virar a cabeça, encontrei-a dormindo ao meu lado. Eu não lembrava da noite anterior, mas meu corpo lembrava.
Jamais havia visto uma mulher nua até aquela tarde junto à cascata. O que ele não sabia era que esse desejo acabaria o levando de navio ao fim do mundo.
Ela o odiou durante anos, mas ao vê-lo sentado naquele café só sentiu calor entre as pernas e uma vontade que acreditava ter enterrado para sempre.
Pensei que era o mais disciplinado da faculdade. Então ela se escorou na porta da sala vazia e me deixou claro que sabia tudo o que eu escondia.
Há dois anos ninguém me tocava. Minha filha sabia disso e, naquela tarde, apareceu no meu quarto com um fio-dental dois tamanhos menor e uma ideia na cabeça.
Parei a bicicleta, consertei a corrente e segui para o trabalho sem saber que aquela desconhecida me custaria o emprego... e me daria muito mais do que um dia ruim.
Conheci-a num bar decadente e, aos trinta, eu achava que sabia tudo sobre sexo. Essa mulher me mostrou, numa única noite, que eu não sabia nada.
Conheci-o entre quadros que pareciam sussurrar e, duas horas depois, eu estava encostada à porta da casa dele me perguntando como tinha ido tão longe sem dizer uma palavra.
Baixei o olhar para a janela da frente e entendi que naquela noite, entre caminhões estacionados, ninguém ia fechar as cortinas.
Meu coração disparava e minhas pernas estavam tensas. Eu não queria olhar, não queria pensar; só queria que ele continuasse e descobrir, enfim, o que tantas vezes tinha imaginado.
Nunca pensei que um comentário sobre como sua cadela era obediente pudesse acender algo assim entre dois velhos conhecidos no sofá da casa dela.
Cheguei sozinha a um andar recém-mudado, com uma legging colada e um suéter fino. O rapaz da mudança me olhou diferente ao fechar a porta, e eu soube que não ficaria na vontade.
Subiu ao vagão depois da meia-noite, sentou-se à minha frente e começou a me contar coisas que ninguém deveria confessar a um desconhecido na escuridão.
Coloquei o vestido vermelho sem nada por baixo e achei que seria só um jantar de agradecimento. Não fazia ideia de como a noite terminaria.
Levei um copo de shot vazio ao sair da pista. Nem eu entendia por quê, até ficarmos sozinhos no carro dele e eu saber exatamente o que faria com ele.
Toca uma balada velha no rádio e eu deixo de ouvir a letra. Começo a ver outra coisa, uma cena que não devia contar, mas que mesmo assim confesso pra você.