A noite em que perdi minha virgindade com eles
O uniforme de líder de torcida, cinco jogadores e cerveja demais. Naquela noite perdi algo que achava importante e descobri que não era tanto assim.
O uniforme de líder de torcida, cinco jogadores e cerveja demais. Naquela noite perdi algo que achava importante e descobri que não era tanto assim.
Quando Marcos me disse que queria me dividir com outro homem, eu não recusei. Sentia curiosidade, nervosismo e algo que nunca tinha sentido: vontade de verdade.
Quando meu amigo a levou pela cintura para a cozinha, algo se acendeu em mim. Não era ciúme. Era outra coisa, mais sombria, que decidi não apagar.
Diego me olhou naquela noite e me disse sem rodeios: queria me ver com o melhor amigo dele. Não me escandalizou. A curiosidade venceu.
Há semanas nos cruzávamos no corredor sem passar de um cumprimento. Naquela noite no bar, o que Valéria me revelou mudou tudo.
Éramos amigos desde a adolescência, os dois casados, os dois certos de quem éramos. Até que ele me mandou aquele vídeo e algo em mim deixou de ser tão certo.
Daniela havia me dito que se excitava ao proporcionar essas experiências a quem jamais as esperaria. Naquela noite no deserto, um caminhoneiro foi o escolhido.
Quando vi a foto do corpo dele, soube que estava em território desconhecido. Não fechei. Guardei. E essa decisão mudou tudo.
Eu estava parado do outro lado da porta entreaberta, vendo o que nunca deveria ter visto. O que fiz depois mudou para sempre a forma como nos olhávamos.
Quando eu disse que era a minha primeira vez, ele se deteve um instante e me olhou. Não com dúvida, mas com algo parecido demais com satisfação.
Três dias sem conseguir ir ao banheiro, um consultório de luxo e uma médica trans que me cobrou a consulta do seu jeito. O que aconteceu ali não se esquece.
Por fim tinha o corpo dele à minha frente, a centímetros de distância. Meu melhor amigo. Meu homem. E eu disposto a não deixar esse momento escapar por nada neste mundo.
Coloquei a saia mais curta que tinha e fui até a oficina levar um envelope. O dono não estava. Me fizeram subir até o escritório do filho dele.
Empurrei a porta com a respiração presa. Ele dormia de lado, o lençol caído até a cintura. Se eu fosse embora naquele instante, nada teria acontecido. Não fui.
Helena chegou duas horas antes do voo. Eu tinha comprado um perfume para agradecer. Ela tinha outro plano para se despedir.
Cheguei sozinho ao hotel e disse a mim mesmo que aquela semana seria diferente. Não imaginava que a mulher do bar me ensinaria coisas que eu nunca tinha sentido.
Quando vi o brasileiro atravessar a pista na nossa direção, soube que minha companheira de apartamento já não era a garota tímida que tinha chegado a Madrid há um mês.
Quando ela se inclinou na minha frente na leg press, eu soube que aquela segunda às quinze para as sete não seria um treino normal.
Eu tinha o apartamento só para mim, velas acesas e um brinquedo esperando na gaveta. Da primeira vez tinha falhado; desta vez não se repetiria.
Eu queria beijá-la havia vinte anos. Naquela madrugada, entrei no quarto dela achando que enfim seria a minha vez, até ela me baixar a cueca e me arrastar até a sala.