O que escondia o nerd mais quieto da faculdade
Eu sempre o evitava por ser quieto e estranho. Até que um empurrão no metrô me fez descobrir o que ele escondia sob aquelas roupas enormes, e eu não consegui pensar em mais nada.
Eu sempre o evitava por ser quieto e estranho. Até que um empurrão no metrô me fez descobrir o que ele escondia sob aquelas roupas enormes, e eu não consegui pensar em mais nada.
Me usaram de mula e caí por causa de uma mala que eu nem sabia que levava. Dentro descobri que a única moeda que valia algo era o meu próprio corpo.
Quando ele ficou para praticar algumas posturas, notei o jeito como me olhava. Eu estava há meses sem um parceiro e meu corpo decidiu por mim muito antes da minha cabeça.
A gente se cruzava por acaso havia trinta anos. Naquela tarde chuvosa, na fila da farmácia, ela me olhou de um jeito diferente. E eu também.
Por fora eu era a namorada perfeita, a que apaga a luz e geme baixinho. Nessa madrugada voltei da pista incendiada e decidi que não ia mais fingir.
Subi para ver por que a moça do quarto do fundo estava gritando. Não imaginei que ela fosse soltar a toalha e me pedir para olhar, como se fosse a coisa mais natural do mundo.
Elas chegaram ao rancho procurando um colchão para passar a noite. O que não esperavam era a história que os dois irmãos guardavam havia anos, nem a vontade com que iriam contá-la.
O frio quase a matou na montanha. Quando acordou, estava enrolada numa manta diante do fogo, e o homem que a salvara a olhava como se fosse a única coisa viva a quilômetros.
Passei doze meses carregando refletores e odiando minha vida. Nessa madrugada, ao lado da fonte, uma desconhecida pediu que eu a fotografasse como ninguém jamais ousou.
Há anos ela sovava o pão de olhos baixos, até que numa tarde de verão ficou a sós com o homem que a olhava de um jeito diferente.
Nunca tinha entrado num sex shop, ela me disse. Entramos juntos numa cabine e, entre gemidos na tela, ela me pediu algo que eu jamais imaginei ouvir da sua boca.
Mateo acabava de expulsar a mulher do restaurante quando bateram na porta do escritório. Era a garçonete tatuada, e ela não vinha falar das contas do dia.
Na curva não apareceu um guincho moderno, mas um caminhão enferrujado e um homem enorme que cheirava a campo. E eu soube, antes que abrisse a boca, como ele ia nos cobrar.
Eu lhe ofereci trabalho e um teto, nada mais. Mas naquela primeira noite na casa do rio nenhum dos dois fingiu que aquilo ainda era só um acordo.
O que começou como uma massagem paga num motel de interior virou algo que minha amiga e eu juramos nunca contar a ninguém.
Eu tinha vestido a saia mais curta que tinha, e quando aquele universitário apoiou a mão na minha coxa, soube que a viagem seria muito mais longa do que dizia a passagem.
Eu tinha estragado o vestido dela no começo da festa. Não imaginava que aquela mesma desconhecida me encurralaria no parapeito quando quase ninguém mais restava na cobertura.
Um rapaz que revistava um contêiner me chamou na rua e, quando me disse por quê, eu quis desaparecer. O que eu não imaginei foi como acabaria agradecendo a ele.
Achei que era só um jogo de mensagens fora de hora, até que uma tarde ele fechou a porta do meu escritório, apagou a luz e parou de me pedir permissão.
Me vesti para impressionar, mas ao cruzar a porta daquele escritório entendi que eu não ia usar o currículo para conseguir o trabalho.