A tarde em que parei de ver Catalina como amiga
Eu a conhecia desde os dezessete. Contava tudo a ela. E naquela tarde, enquanto eu subia o zíper do vestido, entendi que também queria beijá-la.
Eu a conhecia desde os dezessete. Contava tudo a ela. E naquela tarde, enquanto eu subia o zíper do vestido, entendi que também queria beijá-la.
Desfiz minha mala sem saber que uma gaveta do armário guardava algo que mudaria o rumo daquele fim de semana na casa da família da minha namorada.
Há anos nos evitávamos em cada jantar de família. Nessa noite de Réveillon, quando todos dormiram, ela largou as taças e me beijou na cozinha sem dizer nada.
Ela só veio me trazer uns papéis. Quando se sentou no sofá e cruzou as pernas, eu soube que o problema seria meu, não dela.
Quando entrou no chuveiro, não disse nada. Só encostou os seios em minhas costas e sussurrou que me deixasse ir. Minha mulher estava a milhares de quilômetros, com outro.
Quando desci as escadas nua, minha cunhada ainda não sabia que tipo de surpresa meu sogro tinha preparado para ela naquela noite.
Naquela tarde, enquanto minha cunhada me contava em detalhes tudo o que meu irmão fazia com ela na cama, senti um calor entre as pernas que não sabia justificar.
Propus que ela dormisse no meu quarto para não ficar sozinha com o medo. Não imaginei o que aconteceria quando ela se deitou na minha cama.
Lorena me disse naquela tarde, com uma calma que me deixou sem palavras, que a irmã dela precisava de companhia e que não se importaria que fosse eu.
Eu vinha olhando para minha cunhada há dois anos como não deveria. Nessa noite na boate, ela me perguntou se eu queria que ela contasse ou mostrasse.
Ficamos sozinhos no hotel com a desculpa dos sapatos. Quando me ajoelhei para calçá-la, tudo mudou. Não deveria ter acontecido, mas nenhum dos dois impediu.
Deixei a sandália cair sem que ninguém visse. Meu pé procurou a perna dele sob a mesa e, quando a encontrei, soube que não havia mais volta.
Tive de dormir no chão do meu próprio quarto. Minha irmã e o marido dela estavam na cama. Esperávamos por esse momento havia meses. Naquela noite, chegou.
Todos dormiam a metros dali quando me encostei na parede fria do quintal. Naquela noite, meu cunhado faria comigo o que nenhum homem tinha conseguido antes.
Quando Valeria perguntou quando a gente começava com aquele sorriso, entendi que a noite não teria volta. E eu já não queria que tivesse.
A câmera da sala foi ligada justo quando ela cruzou as pernas no sofá. Eu só tinha que olhar e esperar a minha vez.
Cheguei um dia antes que minha irmã ao hotel em Cancún. Quase dois dias sozinha com o marido dela: praia de nudismo, provador de lingerie, tequilas. Algo ia acontecer.
Ela abriu a porta de robe mal fechado, salto alto e um sorriso que não era de boas-vindas. O marido não estava, e ela sabia disso quando me mandou entrar.
Quando chegamos à casa do meu sogro, achei que a despedida seria como qualquer outra, até ver minha sogra descendo as escadas com aquele olhar que eu já conhecia.
Eu era namorado da Camila havia dois anos. Nessa noite, a irmã dela, Antonella, fez dezoito anos, e eu entendi que naquela casa nada era proibido.