O dia em que tentamos nos chupar o próprio cu
Começou como uma brincadeira vendo vídeos na cama. Terminou com as duas dobradas sobre o colchão, tentando algo que nunca julgamos possível.
Começou como uma brincadeira vendo vídeos na cama. Terminou com as duas dobradas sobre o colchão, tentando algo que nunca julgamos possível.
Três dias com o mesmo terno, desmoronado na poltrona. Eu era a única mulher da casa agora, e decidi que a vida seguia, mesmo que eu tivesse que começar a despí-lo.
Depilei-me inteira, vesti a calcinha preta e pintei os lábios de vermelho. Faltava uma hora para ele chegar, e eu já tremia sem nem tê-lo visto.
Quando pedi depilação completa, ela arqueou uma sobrancelha e o sorriso dela deixou de ser profissional. A cera e os dedos dela logo se misturaram.
Achei que teria a casa toda para mim por quatro dias. Não contei com o fato de que ele tinha chaves, câmeras e uma curiosidade que nunca me confessara.
Toda semana repetiam o mesmo ritual privado, mas naquela noite, com a prima dormindo do outro lado do corredor, ela descobriu o quanto gostava de obedecer.
Elas se conheciam desde a adolescência e se desejavam em silêncio. Quando ambas se casaram com homens que lhes davam liberdade, deixaram de se esconder.
Pedi a Damián que me acompanhasse e ficasse na sala de espera. O doutor o convidou a entrar. Eu não disse nada. Esse silêncio mudou tudo.
Achei que teria a casa toda para mim. Quando ouvi aquela voz grave atrás de mim, soube que meu segredo tinha acabado de ser descoberto.
Eu fumava desde os dezoito e nada tinha conseguido me fazer parar. Até minha mulher encontrar aquela doutora de saltos impossíveis e sorriso de predadora.
Naquela semana eu tinha me comportado como uma insolente, e ele me advertiu: veríamos se eu continuaria tão arrogante quando o tivesse de frente, de joelhos.
Ela sempre fora quem empunhava a coleira. Naquela noite, acorrentada ao potro, descobriu que até as rainhas acabam ajoelhadas diante de uma ama mais cruel.
Ninguém sabe. Nem mesmo a pessoa com quem durmo todas as noites. Mas, quando fecho os olhos, me vejo diante do espelho, transformado em outra, pronta para ele.
Sempre fui um homem de futebol e conquistas, até que a primeira tanga roçou minha pele depilada e eu entendi que não havia mais volta.
Naquela manhã raspei as pernas, calcei as plataformas brancas e saí do carro sabendo que todo mundo na rua ia me olhar. E olharam mesmo.
Cheguei à porta dele tremendo, sem saber que naquela noite um vestido barato e saltos de plástico mudariam tudo o que eu pensava saber sobre mim.