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Relatos Ardientes

Encontrei os brinquedos secretos da minha madrasta

Eu morava com meu pai, minha madrasta Lorena e meus dois meio-irmãos mais novos em um apartamento espaçoso, onde cada um tinha seu próprio canto. Meu pai sempre foi direto nessas coisas: quando cheguei à adolescência, ele me explicou tudo o que eu precisava saber sobre sexo, camisinha e relacionamentos, sem rodeios nem vergonha. Não queria que eu aprendesse por boatos. Graças a ele, eu tinha mais informação que a maioria dos meus colegas. Embora, claro, isso não tenha impedido que um dia eu acabasse descobrindo coisas que não tinha ido procurar.

Meu pai e Lorena tinham uma vida de casal ativa. Isso sempre ficou claro, mesmo que ninguém dissesse em voz alta. Eles chegavam tarde em algumas sextas-feiras, às vezes com umas taças a mais, e mais de uma vez eu tinha ouvido do meu quarto as batidas ritmadas contra a parede do quarto deles, os gemidos abafados de Lorena, o ranger da cama às três da manhã. Isso não me incomodava. Eu achava ótimo que eles transassem assim, com vontade. O que eu não sabia era tudo o que escondiam.

No dia em que descobri, eu estava sozinho em casa. Meus meio-irmãos tinham saído com os amigos, meu pai estava no trabalho e Lorena tinha ido visitar a família do outro lado da cidade. Eu procurava um carregador universal que meu pai guardava em alguma gaveta do quarto dele. Revirei a primeira: cabos enrolados, recibos velhos, moedas soltas. Nada. Abri a segunda, mexi na roupa dobrada e, no fundo, meio coberta por lençóis extras, encontrei uma caixa grande. Em um dos lados havia a silhueta de um homem e uma única palavra em letras pretas: PUMP.

Fiquei olhando para aquilo por um instante. Eu devia ter deixado onde estava. Em vez disso, tirei a caixa.

Era mais pesada do que parecia. Abri devagar, como se esperasse que alguém estivesse me observando, embora a casa estivesse em silêncio. Dentro havia uma bomba de vácuo elétrica, ainda no plástico original, com um frasquinho de lubrificante preso com fita adesiva na lateral. E no fundo, embrulhada em papel de seda, havia algo que eu não esperava: uma vagina de silicone.

Eu a tirei do papel com cuidado. Era mais realista do que eu imaginava. Os lábios de borracha estavam bem formados, grossos, entreabertos, com pregas rosadas e um clitóris marcado na parte de cima. Virei aquilo nas mãos, examinando. Enfiei o polegar na buceta de silicone e senti a resistência, depois as paredes internas apertando de todos os lados, com estrias que roçavam a ponta do dedo como se houvesse um monte de linguinhas lá dentro. Tirei o dedo e ele estava brilhante, quente pela minha própria temperatura. O plástico externo ainda tinha cheiro de novo, sem uso. Esse detalhe me deixou ainda mais duro: ninguém tinha estreado aquilo.

Fiquei parado no quarto do meu pai por um bom tempo, com aquela buceta de borracha na mão e o pau empurrando contra a calça. Eu não tinha plano nenhum. Mas meu corpo tinha.

Fui para o banheiro. Baixei a calça e a cueca de uma vez, o pau já completamente duro, pulsando contra o abdômen. Passei bastante lubrificante na entrada do brinquedo, outro tanto na ponta do pau, e comecei devagar. No começo não cedia direito: o material oferecia resistência, era preciso abrir caminho à força. Quando a glande atravessou os lábios de silicone, senti como eles se fechavam atrás dela como um anel apertado, me chupando para dentro. Desci o brinquedo de uma só vez até o fundo e soltei um suspiro contra os azulejos.

As paredes internas apertavam de todos os lados, cada estria raspando de um jeito diferente a pele da glande. Apoiei a mão livre nos azulejos, fechei os olhos e comecei a foder o brinquedo num ritmo lento, vendo meu pau desaparecer inteiro dentro daqueles lábios de borracha e voltar a sair brilhando de lubrificante. Depois acelerei. Os músculos da bunda se contraíam a cada investida, o som úmido do lubrificante enchia o banheiro, as veias do pau se marcavam contra a silicona apertada. Eu estava fodendo uma buceta falsa e não conseguia parar.

A primeira vez não durou nada. A novidade, a textura, a pressão constante em toda a circunferência: tudo veio rápido demais. Senti a puxada desde os ovos, cerrei os dentes e gozei dentro do brinquedo com três empurrões curtos e profundos, a porra saindo em jatos e ficando presa entre as paredes de silicone. Fiquei um momento com as costas na parede, o pau ainda enterrado até o fundo, pulsando, escorrendo sêmen lá dentro. Recobrei o fôlego, tirei o pau e vi um fio branco cair do brinquedo no chão do banheiro. Lavei a buceta de borracha com cuidado, um por um os vincos, sequei, embrulhei de novo no papel de seda e devolvi exatamente como tinha encontrado. O carregador eu encontrei dez minutos depois na gaveta do hall, onde sempre tinha estado.

***

A segunda vez foi alguns dias depois. Esperei ficar sozinho, fui direto à gaveta e tirei o brinquedo sem hesitar. Mas naquela tarde a curiosidade me levou mais longe. Revirei o resto do quarto sem muito critério, procurando sem saber exatamente o quê. Acabei abrindo o armário do corredor, onde guardavam os lençóis extras e as toalhas adicionais. Na prateleira de baixo, atrás das fronhas dobradas, havia uma necessaire de tecido de Lorena, grande, com zíper.

Abri.

Lá dentro havia camisinha de vários tipos: algumas texturizadas, outras mais finas, duas com sabor morango. Dois anéis penianos, um sólido de borracha preta e outro com um pequeno motor de vibração embutido. Um vibrador de silicone rosa de tamanho médio, com a ponta curva e nervuras marcadas ao longo do corpo. Um frasco grande de lubrificante, já parcialmente usado, a etiqueta pegajosa. E no fundo, outro brinquedo parecido com o que eu tinha encontrado na caixa do meu pai, mas esse tinha dois orifícios: de um lado uma buceta e do outro um cu estreito, cada um com texturas internas diferentes.

Fiquei olhando para a necessaire da minha madrasta por um bom tempo. Imaginá-la usando aquele vibrador, enfiando tudo enquanto meu pai não estava, me deixou duro em segundos. Levei esse segundo brinquedo para o meu quarto.

Deitei na cama com o pau à mostra e o brinquedo nas mãos. A diferença entre os dois orifícios era evidente desde o primeiro instante. A buceta era mais ampla, com uma entrada generosa, lábios de borracha que se abriam com facilidade e uma vagina interna que cedia com o empurrão. O cu era mais estreito, com uma abertura franzida e pequena que exigia mais paciência, um anel de silicone apertado como se de fato estivesse arrebentando um cu virgem. Cuspi na borda, empurrei devagar com a glande contra o segundo buraco e, quando finalmente cedeu, a sensação foi brutal: muito mais pressão por todos os lados, cada movimento amplificado pelo aperto do canal, como se eu estivesse comendo alguém de verdade pelo cu.

Deitei de barriga para cima, segurei o brinquedo com as duas mãos contra a pelve e comecei a fodê-lo de baixo para cima, marcando o ritmo com os quadris. Depois de um tempo, virei-o e me meti na buceta, depois de novo no cu, alternando, comparando, com a respiração cada vez mais curta. Meu pau ficava cheio de lubrificante e saliva, brilhante, e toda vez que saía e voltava a entrar no buraco apertado, um gemido me escapava contra o travesseiro. Quando terminei, gozei em jatos dentro do cu de borracha, sentindo os espasmos me sacudirem da cintura para baixo, e a porra ficou presa ali dentro, morna, misturada ao lubrificante.

Nessa tarde eu me masturbei três vezes. A segunda foi com a buceta; a terceira, com o pau já vermelho e sensível, de novo com o cu estreito. Quando saí do quarto, a casa continuava tão silenciosa quanto antes, como se nada tivesse acontecido.

***

Os anéis foram o próximo experimento. Escolhi primeiro o mais simples, o de borracha preta sólida, e demorei várias tentativas para colocá-lo direito. Era preciso enfiar primeiro os ovos um por um e depois empurrar o pau através dele, tudo na ordem certa. Quando consegui, a diferença foi imediata: a base da rola apertada como por um torniquete, mais pressão, mais calor, o sangue acumulando demais. Meu pau ficou mais grosso que o normal, as veias inchadas e marcadas, a cabeça arroxeada e brilhante. Os ovos também ficaram presos embaixo, apertados contra a base, mais sensíveis ao menor toque.

Comecei a me masturbar devagar, com a mão cheia de lubrificante, e notei logo que conseguia aguentar muito mais que o de costume. O orgasmo se acumulava na base, mas não vinha, como se o anel o retivesse fisicamente. Voltei para a buceta de silicone, desta vez de quatro na cama, apoiando o brinquedo no colchão e fodendo-o com investidas longas. Estiquei o prazer por quase meia hora, parando toda vez que estava para gozar, tirando o pau, respirando, começando de novo, me torturando. Quando finalmente me deixei ir, o orgasmo foi devastador: gozei com uma intensidade que eu nunca tinha experimentado antes, jato atrás de jato, e os espasmos duraram muito mais que o normal. Fiquei ofegante de barriga para cima, suado, com o pau ainda inchado pelo anel, sem vontade de me mexer por um bom tempo.

O anel com vibrador foi outra história. O motor era pequeno e a bateria durava pouco, mas enquanto funcionava a vibração atravessava todo o material e multiplicava cada movimento. Usei junto com o brinquedo de dois orifícios numa tarde chuvosa em que fiquei sozinho até a noite. Com o vibrador na base e o pau afundado até o fundo no cu de borracha, a sensação era tão intensa que eu quase não conseguia me mexer sem gozar. Aguentei o quanto pude, fodendo o brinquedo devagar, sentindo o zumbido subir pela rola até a ponta, até que gozei feito louco, com os dentes cerrados e as mãos agarradas ao colchão. Foi a combinação mais intensa que experimentei em toda aquela época.

***

Houve uma tarde que eu não esqueci. Eu estava com o anel, o pau duro como pedra, e no meu quarto com o brinquedo do meu pai nas mãos, quando ouvi a porta do apartamento se abrir. A família inteira chegou de uma vez, antes do esperado. Meu coração disparou. Escondi tudo debaixo do travesseiro com um gesto brusco, subi a calça com a rola ainda inchada apertada contra o tecido e me joguei na cama como se estivesse descansando. Bateram na minha porta.

— Você está bem? — perguntou Lorena do corredor.

— Sim, estava dormindo um pouco — respondi com a voz o mais neutra possível, cerrando os dentes para que não escapasse um suspiro.

Eles foram para a sala. Eu ouvia as vozes misturadas com a televisão, meus meio-irmãos discutindo por alguma coisa sem importância. E eu ali, deitado com o anel ainda apertando a base do pau, a buceta de silicone escondida sob o travesseiro, a rola pulsando dentro da cueca, esperando. Quando calculei que todos estavam ocupados e longe do corredor, baixei a calça outra vez e tirei o brinquedo com cuidado. Coloquei um fone com música baixa e me enfi ei devagar na silicone, mordendo o lábio para não gemer. Fodê-lo em silêncio absoluto enquanto ouvia Lorena falar ao telefone do outro lado da parede, enquanto meu pai ria de alguma coisa da TV, me deixou em chamas. Terminei mordendo o travesseiro, gozando dentro do brinquedo com espasmos curtos e contidos, o corpo inteiro tremendo pelo esforço de não fazer barulho. Ouvir a casa cheia enquanto eu fodía o brinquedo do meu pai sem que ninguém desconfiasse acrescentou algo que eu não soube nomear direito naquele momento, uma mistura de tensão e adrenalina que deixava tudo ainda mais intenso do que o normal.

***

A bomba elétrica eu usei uma única vez. Segui as instruções básicas dentro da caixa: enfiar o pau no cilindro, ajustar a vedação de borracha contra o púbis, ligar no nível mais baixo. A sensação inicial foi estranha, quase desconfortável: a sucção puxando para cima, a rola esticando dentro do tubo, os ovos comprimidos contra a base da vedação. A pressão era constante e, com o tempo, começava a incomodar de verdade. Mas o efeito era visível em tempo real e isso tinha algo de hipnótico: o pau inchava, ficava mais longo e mais grosso, as veias se marcavam como se estivessem prestes a estourar.

Quando tirei do cilindro depois de alguns minutos, ele estava mais grosso que nunca, vermelho, com a pele tensa e uma sensibilidade tão extrema que o simples toque do ar me fez estremecer. Fui direto para o brinquedo de silicone e a diferença foi notável: entrei com dificuldade por causa de como estava inchado e, uma vez lá dentro, cada estria, cada aperto interno era multiplicado. Fodi a buceta de borracha em pé, apoiado na beirada da cama, com investidas curtas e profundas, até gozar com um gemido abafado. A porra saiu com força, mais abundante que nunca.

Não voltei a usar a bomba. O resultado não compensava o desconforto.

***

Essa fase durou vários meses. Virei alguém que calculava as tardes de acordo com quem estava em casa e quem não estava. Aprendi a devolver cada objeto exatamente como o tinha encontrado, a não deixar rastros, a lavar e secar cada brinquedo com cuidado antes de guardar, a limpar até o último resto de sêmen e lubrificante para que nem o cheiro entregasse nada. Nunca soube se meu pai ou Lorena perceberam alguma coisa. Se perceberam, nenhum dos dois disse nada.

Quando comecei a sair com Carla, tudo foi mudando aos poucos. No começo eu ainda usava os brinquedos com a mesma frequência, mas com o tempo comecei a preferir esperar para fodê-la. A primeira vez que Carla me chupou de joelhos no quarto dela, com a língua quente envolvendo a glande e o olhar cravado em mim, entendi que nenhuma silicone ia competir com aquilo. Depois comecei a pegar camisinha da necessaire de Lorena em vez dos brinquedos. Quando Carla e eu começamos a transar de verdade — ela por cima, rebolando devagar, apertando meu pau com uma buceta real, morna, molhada, justa —, parei de abrir aquele armário do corredor de vez. A realidade, com todas as suas imperfeições e seu calor, superava qualquer textura de silicone.

O que aprendi durante aqueles meses não desapareceu. Aprendi a conhecer meu próprio corpo melhor do que aprenderia de qualquer outra forma. Aprendi quais sensações eu buscava, como aguentar mais, como chegar mais forte e, com o tempo, como pedir isso na cama sem vergonha. Não é a história mais gloriosa que eu poderia contar, mas também não é uma da qual eu me arrependa.

Meu pai e Lorena, imagino, continuam com aquela necessaire em algum canto do armário. Ou a terão renovado com os anos. Nunca vou saber, e definitivamente não penso em perguntar.

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