Eu chupei ele no carro dele na volta da festa
No escuro, a poucos metros do meu portal, o pau dele brilhava sob o único poste da rua. E eu já sabia que ia baixar a cabeça de novo.
No escuro, a poucos metros do meu portal, o pau dele brilhava sob o único poste da rua. E eu já sabia que ia baixar a cabeça de novo.
Eram mais de onze da noite, todos dormiam e a chuva caía forte. Achei que só ia me molhar um pouco no quintal. Não imaginava até onde eu iria naquela noite.
Saí da água tremendo de frio e a vi ajeitando o biquíni ao sol. Nenhum dos dois sabia que aquela manhã mudaria tudo entre nós.
Naquela tarde não planejávamos nada. Mas, quando ele baixou a calça na minha frente, soube que ia provar algo que nunca tinha provado.
Eram vinte fotos e um vídeo guardados em uma pasta com uma única letra. Abri pensando em qualquer coisa, menos no que estava prestes a ver.
Aos 49, minha mãe continuava sendo a mulher que todos olhavam na rua. Eu, por outro lado, aprendi cedo demais o que era me sentir invisível ao lado dela.
Encontrei minha amiga tremendo no banheiro daquela festa. Quando perguntei quem a deixou assim, jamais imaginei que ela dissesse o nome do nosso professor mais temido.
Me vesti com a roupa mais sem graça que tinha para não dar pistas. O que eu não calculei foi que naquele apê eu não ia encontrar só meu ex — e que eu ainda era a mesma de antes.
Aos quarenta e cinco, depois de oito anos sem tocar num homem, Inés achava que já tinha visto de tudo. Até que suas duas amigas mais recatadas chegaram chorando com a verdade.
Quando perguntei o que realmente a excitava, ela se sentou sobre mim e começou a contar uma noite que nunca tinha confessado a ninguém.
Lembro dela na porta da livraria, com o cabelo quase branco e aqueles olhos impossíveis. Demorou dez anos para eu tê-la de novo por perto, e dessa vez eu não ia deixá-la ir.
Quando passei em frente ao banheiro entreaberto e a vi nua de costas, soube que aquela noite na minha casa não ia terminar como duas velhas conhecidas tomando chá.
Quando entrei no carro dela naquela sexta-feira, eu soube que não falaríamos mais sobre meu futuro. Havia outra coisa entre nós, e as duas fingíamos há semanas que não.
Abri o baú sem saber que dentro me esperava o segredo de outra mulher: sua lingerie, seu diário e a prova de que ela também amou quem não devia.
Tive as mãos geladas na sala de embarque, mas não era por causa do frio: em poucas horas eu a veria de novo e não sabia se correria para abraçá-la ou me esconder.
Eu já contava as horas para o meu casamento quando a vi sair da cafeteria. Não a via há anos, mas meu corpo a reconheceu antes de mim.
Eu estava há três meses sem as mãos dela, sem a boca dela, sem as tetas dela sobre as minhas. Nessa noite, servi uma taça de vinho, me despi e decidi que o prazer não precisava esperar o retorno dela.
Escrevo isto sabendo que você vai ler, embora finja que não. E sabendo também a forma exata como seu corpo respondia quando achava que ninguém estava olhando.
Eram quase onze quando ela entrou pela porta com aquele sorriso que eu conhecia bem demais, o mesmo que fazia quando algo proibido acabava de acontecer entre as pernas dela.
Duas taças de vinho, a pergunta inesperada dele e eu contando minha primeira vez com outro homem enquanto ele me ouvia com uma atenção que logo virou outra coisa.
Deixei o carro a um quarteirão para não fazer barulho. As luzes estavam apagadas, mas do fundo da casa vinham risadas que não combinavam com reunião nenhuma.
Eu estava há meses sem abrir aquela pasta oculta no celular. Nessa noite, a insônia e o desejo decidiram por mim.