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Relatos Ardientes

A massagem na cabina 7 que pedi em Lisboa

Na tarde de sexta-feira em Lisboa, o ar cheirava a sal e liberdade. Eu tinha acabado de sair da academia do hotel com o corpo ainda quente, os músculos carregados depois de uma sessão brutal de levantamento terra e barra fixa. Eu usava o cabelo solto pelas costas, as tranças longas já salpicadas de fios prateados que me davam um ar mais de velho guerreiro do que de executivo.

Aos quarenta e cinco, eu ainda media um metro e setenta e oito e mantinha cada quilo de músculo limpo, graças às manhãs nadando em mar aberto com a água ainda fria e às tardes de pesos e combate. Eu dirigia uma multinacional de material esportivo entre Lisboa e Porto, e isso me mantinha em forma, mas me deixava com pouco tempo para me aliviar de verdade. Ultimamente, tudo se resumia a punhetas rápidas na suíte, pensando em corpos fortes, mãos grandes e paus duros, sem importar a cor.

Decidi me dar um capricho antes de subir para o quarto: uma massagem profunda de noventa minutos. Na recepção, me disseram que havia disponibilidade imediata. Perfeito. Um rapaz me acompanhou até a cabina 7 e se apresentou como Souleymane. Vinte, vinte e um no máximo. Maliano, pele escura e brilhante como obsidiana recém-polida, um metro e oitenta e poucos, ombros largos que esticavam a camiseta branca do uniforme.

Tinha bíceps que pareciam talhados, uma calça preta justa que marcava coxas potentes e uma virilha que — porra — dava pra perceber que escondia algo grande ali dentro, por mais que ele tentasse disfarçar com profissionalismo. Rosto bonito, olhos enormes e escuros, sorriso perfeito, lábios carnudos. Ele sustentou meu olhar um segundo a mais do que o necessário quando me cumprimentou.

— Boa tarde, senhor Lars. Eu sou Souleymane. Hoje eu cuido de você. Me siga, por favor.

Sua voz era grave, com aquele sotaque suave e cantado de alguns africanos ocidentais, sexy sem nem tentar. Fui atrás dele pelo corredor de luz âmbar, sentindo cheiro de óleo de argan quente e eucalipto. Observei sua bunda apertada se movendo dentro da calça, as panturrilhas marcadas a cada passo, a forma como as costas alargavam até os ombros. Meu pau deu um puxão dentro da cueca boxer.

Se controla, Lars. É só um massagista.

Mas eu estava há semanas sem tocar ninguém de verdade e esse garoto era exatamente o que me ligava: jovem, forte, com aquela energia crua que dá pra sentir no jeito de se mover, no modo como ocupa o espaço sem nem tentar.

Chegamos à cabina. Porta de madeira clara, interior quente, música suave de tambores distantes e ondas quebrando. A maca larga no centro, lençóis brancos impecáveis, uma toalha grande dobrada de um lado. Cheirava a limpeza e promessa.

— Tire a roupa com calma, senhor. Deixe a roupa nessa cadeira. Vou buscar os óleos quentes e as pedras de basalto. Deite de bruços quando estiver pronto, fique à vontade. A toalha está aí para se cobrir. Volto já.

Assenti. Ele saiu e fechou a porta com suavidade. Fiquei sozinho com a pulsação acelerada no peito e na virilha. Tirei a camiseta suada e deixei à mostra a tatuagem que cobria todo o lado direito do meu corpo: estilo espartano puro, um hoplita com lança e escudo no peito, um leão rugindo sobre os oblíquos, grevas e sandálias descendo pela perna até o tornozelo, tudo em preto intenso com sombreados profundos.

As costas tinham metade direita coberta por um escudo redondo com um lambda gigante e motivos geométricos gregos. O braço direito inteiro era uma cena de batalha nas Termópilas: guerreiros, flechas, sangue estilizado. Eu gostava de como isso contrastava com o lado esquerdo limpo, loiro, peludo, musculoso, mas sem tinta. Era como carregar duas metades: o executivo civilizado e o guerreiro selvagem.

Baixei a calça de moletom e a cueca boxer preta justa. Meu pau saltou livre, pesado, grosso e cheio de veias, já meio duro só de antecipação. A glande rosada aparecia, sensível ao ar quente da cabina. Os ovos pendiam baixos, cheios. Olhei por um segundo para mim no espelhinho: olhos cinza-claros como aço fundido, barba aparada loiro-escura com alguns fios brancos, peito largo coberto de pelos que desciam até o umbigo e seguiam até o pau.

Aos quarenta e cinco eu continuava uma porra de um belo homem e eu sabia disso. Eu gostava do meu corpo. Gostava que os outros olhassem.

Deitei de bruços na maca. O lençol estava morno, quase quente. Apoiei o rosto no encaixe acolchoado, os braços relaxados ao lado do corpo. Meu pau ficou preso entre a barriga e o tecido macio, pulsando contra ele, já pingando uma gotinha que começava a molhar o lençol. Não me cobri com a toalha. Eu queria ver o que ele faria quando entrasse: se ia notar, se ia ficar olhando, se ia ficar nervoso ou se ia se excitar.

Ouvi a porta abrir devagar. Passos descalços sobre a madeira. Senti o cheiro do óleo quente antes de ele falar, óleo de amêndoas doces misturado com algo mais escuro, mais masculino.

— Perfeito, senhor Lars. Já estou aqui.

A voz dele soou mais grave do que antes, como se tivesse engolido em seco ao me ver assim, nu e exposto. Senti ele se aproximar da maca. Houve um silêncio longo, muito longo. Com certeza ele estava olhando. Minhas nádegas duras, a curva das costas tatuadas de um lado, as pernas abertas o suficiente para mostrar os ovos esmagados contra o lençol e a base grossa do pau aparecendo por baixo.

Então a toalha caiu. Grande, quentinha, tirada do aquecedor. Ele a colocou com cuidado, com as duas mãos, espalhando devagar sobre a lombar. Começou logo abaixo das escápulas e a desceu com lentidão deliberada. A borda superior ficou no meio das costas; a inferior, porra, a inferior chegou justo abaixo das nádegas, roçando a parte mais baixa da bunda, deixando quase toda a curva à mostra.

Os glúteos ficaram só parcialmente cobertos, a fenda entreaberta visível se ele se inclinasse um pouco, os ovos e a base do pau ainda expostos por baixo, pressionados contra o lençol. A toalha não cobria nada importante. Era mais uma sugestão do que uma cobertura.

Senti a respiração dele mudar. Ficou mais pesada, mais funda. Ele ficou parado por um segundo, as mãos ainda na borda da toalha, os dedos roçando de leve a pele da minha bunda por acidente. Ou não.

— Está… muito musculoso — disse em voz baixa, quase um sussurro —. Muito treino, né?

O sotaque dele se acentuou, a voz rouca de excitação contida.

— Nado em mar aberto, combate, academia… não paro — respondi, com voz grave e provocante, deixando o tom descer —. Gosta do que vê, Souleymane?

Silêncio. Depois, uma risadinha suave, nervosa, mas claramente excitada.

— Muito… Dá pra ver que cuida do corpo. É… impressionante.

As mãos dele finalmente apareceram sobre meus ombros. Óleo quente, muito quente, escorrendo em filetes lentos pelas costas. As palmas eram grandes, calejadas no centro, macias nos dedos. Ele começou a espalhar o óleo com movimentos longos, da nuca até onde começava a toalha. A cada passada os dedos desciam um pouco mais, roçando a borda superior das minhas nádegas, testando a carne dura.

Meu pau endureceu de vez embaixo de mim, inchado, cheio de veias, pulsando contra o lençol morno. Cada vez que ele pressionava a lombar, minha pélvis se movia imperceptivelmente, me esfregando contra o tecido. Prazer lento, torturante, delicioso.

Esse moleque de vinte e um anos já me deixou de pau duro só por me colocar a toalha e tocar minhas costas. Quero que ele desça mais. Quero que tire essa toalha e me toque de verdade.

Ele continuou massageando, agora com mais pressão, os polegares afundados nos músculos dorsais, abrindo caminho para baixo. A toalha se moveu um pouco com os movimentos dele, subindo só um centímetro, deixando mais bunda de fora. Senti o ar fresco roçar a fenda e depois os dedos oleosos roçarem a pele bem ao lado do buraco, sem entrar, só passando de leve, testando.

Ele não disse mais nada. Só respirava forte. Eu também não falei. Só gemi baixinho quando os polegares dele pressionaram os lados das minhas nádegas, abrindo-as um pouco mais sem querer. Ou querendo.

— Vou trabalhar a região lombar — murmurou, e a voz dele tremeu —. Avise se eu estiver pressionando demais.

— Pressione o quanto quiser — eu disse contra o vão da maca —. Não vou reclamar.

As mãos dele demoraram na base das costas, logo acima da toalha, amassando os músculos em círculos lentos. Cada círculo o levava mais perto da borda do tecido. Cada círculo o fazia hesitar um segundo a mais antes de recuar. Senti o calor das palmas atravessando a pele, o óleo escorrendo pelos lados e pingando no lençol.

Então, como se a toalha estivesse atrapalhando, ele a deslizou alguns centímetros para o lado com o dorso da mão. O gesto foi tão natural que poderia passar por acidente, mas nós dois sabíamos que não era. Agora minhas nádegas ficaram quase totalmente expostas, brilhando de óleo sob a luz quente.

— Desculpe, senhor — sussurrou, sem um grama de arrependimento na voz —. Preciso de espaço para trabalhar melhor.

— Use todo o espaço que precisar — respondi.

As mãos dele voaram para meus glúteos. Apertou com firmeza, separando-os só um pouco, amassando-os como se fossem parte do músculo que precisava relaxar. O óleo quente descia em fios pela fenda, escorrendo para baixo, e eu cerrei os dentes para não gemer mais alto. Meu pau pingava sem parar contra o lençol, preso, duro como pedra.

— Tem uma tensão enorme aqui — disse, e o polegar dele percorreu a fenda de cima a baixo, devagar, sem entrar, só deslizando sobre o óleo —. Tem que soltar isso.

Então solte. Solte tudo de mim.

Virei a cabeça só o suficiente para olhá-lo de lado. Ele tinha a testa orvalhada de suor, os lábios entreabertos, os olhos fixos no que as mãos dele estavam fazendo. E na calça preta, marcando contra o tecido justo, uma ereção que já não tinha como esconder. Sorri contra o acolchoado. Eu o tinha exatamente onde queria.

— Souleymane — eu disse, com voz rouca —. A porta. Tem tranca?

Ele ficou completamente imóvel. As mãos pararam de se mover sobre minhas nádegas, mas não se afastaram. Engoliu em seco; eu ouvi perfeitamente no silêncio da cabina.

— Sim, senhor — respondeu por fim, quase sem fôlego —. Tem tranca.

— Tranque — eu disse.

Houve um instante eterno em que nada aconteceu. Só o rumor das ondas gravadas, o gotejar do óleo, nossas duas respirações descompassadas. Depois ouvi os passos descalços cruzando a cabina, o clique seco da tranca entrando no lugar. E eu soube que aqueles noventa minutos não iam se parecer em nada com o que dizia a carta de serviços do spa.

Ele voltou para a maca mais devagar do que antes, como se saboreasse cada passo. Senti os dedos dele pousarem de novo na base da minha coluna, deslizarem a toalha por completo até o chão e me deixarem inteiro à mercê dele, nu, brilhando, aberto.

— Me diga do que precisa, senhor Lars — murmurou colado ao meu ouvido, o hálito quente contra minha nuca —. E eu resolvo.

Sorri na penumbra âmbar. Aquilo tinha acabado de começar.

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