O vikingue do chalé aprendeu a morder o travesseiro
Mordi o travesseiro quando ele pronunciou aquele nome. E então tudo o que eu tinha escondido durante anos começou a se desfazer entre os lençóis, golpe a golpe.
Mordi o travesseiro quando ele pronunciou aquele nome. E então tudo o que eu tinha escondido durante anos começou a se desfazer entre os lençóis, golpe a golpe.
Quando ele mandou eu baixar a calça e me deitar de bruços, percebi pela voz que aquele exame não seria uma consulta de rotina.
Quando coloquei a mão no peito dele e não a tirei, soube que aquela tarde não terminaria como as outras. Ele tinha o dobro da minha idade e cheirava a cerveja gelada.
Eu o cruzava no elevador havia meses, sabendo que era impossível. Numa noite, encontrei um cartaz amarelo com um número e a promessa de uma amarração.
Fechei os olhos no vestiário vazio e deixei a fantasia me levar mais longe do que eu imaginava. Quando os abri, não havia mais volta.
O comboio do príncipe entrou sem aviso entre os guindastes. Ele desceu do segundo carro, tirou os óculos escuros e eu soube que aqueles três meses de silêncio iam se romper naquela mesma noite.
Quando abri a porta ele não vinha sozinho: atrás dele, com aquele sorriso ensaiado de michê, vinha um homem que eu nunca tinha visto no bairro.
Eu disse a Mateo para parar, que minha irmã dormia a três metros dali, mas ele insistiu em silêncio. Não imaginei que ela abriria aquela porta justamente então.
Quando a mão dele pousou na minha cintura e ele sussurrou «oi, bebê», achei que fosse para alguma das minhas amigas. Ao me virar, entendi que aquela noite não terminaria como eu esperava.
Quando saí do banheiro naquela tarde, o vi tirar a mão de dentro da calça. E a TV estava mais baixa do que o normal. Não foi coincidência.
Eu queria pregar uma peça acendendo as velas diante do barracão. Quando empurramos a porta, ninguém riu: meu filho estava contra o móvel e o pai do amigo não parava.
Desci para o banheiro numa noite sem luz, achando que estava sozinho na casa. A lanterna de um celular iluminou a cozinha e entendi por que os dois andavam tão estranhos.
Chegou ao apartamento do homem com a promessa de não se conter. Ainda não sabia o tamanho da rola que iria desvirgá-lo nem até onde ia cair aquela pá.
Cinco primos, um amigo e uma sauna isolada. Aquela despedida ia começar num jacuzzi com duas bocas se revezando na minha rola e terminar ao amanhecer.
Cruzei olhares com ele na lanchonete da área de serviço. Soube que ele ia me seguir até o banheiro, e soube que dali eu não sairia igual a como entrei.
Ele desejava aqueles lábios em silêncio havia anos. Naquela noite, brigando pelo controle do videogame, a boca dele caiu sobre a minha e tudo se quebrou.
Quando ele tirou a camisa para trocar de roupa, eu soube que não ia conseguir me concentrar em nada do que ele dissesse sobre parafusos e prateleiras.
Achei que a escuridão do cinema ia me distrair do fracasso com ela. Não contava com que o mesmo senhor que nos surpreendera meses atrás estivesse lavando as mãos ao meu lado.
Ele mantinha o aplicativo aberto havia meses sem escrever nada. Na noite em que finalmente respondi, havia um hotel discreto e um homem chamado Iván me esperando.
A loja estava vazia às três da tarde. Quando ele baixou a porta e me levou ao provador, eu soube que aquela sesta não seria como nenhuma outra.