Fechei o ano sendo fodido por um desconhecido numa cabine
Às sete da noite de 31 de dezembro eu não queria voltar ao hotel para ficar sozinho. Lembrei do lugar de cabines a três quadras e empurrei a porta sem pensar duas vezes.
Às sete da noite de 31 de dezembro eu não queria voltar ao hotel para ficar sozinho. Lembrei do lugar de cabines a três quadras e empurrei a porta sem pensar duas vezes.
Marcos nunca dizia nada sem sentido. Mas naquela tarde na mata, cada palavra dele era uma linha que me convidava a cruzar sem volta atrás.
Quando a porta se abriu, eu ainda estava com a cueca dele apertada contra o rosto. Ele me olhou com um sorriso que não era de raiva, mas de algo muito pior.
Andrés vinha pedindo há anos mais do que ela podia dar. Nessa noite, Lucía largou a faca na bancada, olhou para o filho e propôs algo que ninguém esqueceria.
Às dez e quarenta e cinco eu já estava descendo as escadas do meu apartamento. Antes de sair, olhei pelo olho mágico, por se acaso visse alguém. O hall estava vazio. Melhor assim.
Aos 21, achei que daria conta de qualquer situação. Mas quando Esteban pôs as mãos nas minhas costas e meu corpo respondeu, já não tinha tanta certeza de nada.
Reconheci-o assim que ele falou: era o mesmo da semana anterior, o que tinha aquela rola descomunal que me deixou sem andar direito por dias.
Anos de amizade e eu olhando para o que nunca deveria ter olhado. Numa noite, tomei uma decisão que mudou tudo entre nós para sempre.
Elena propôs como se fosse um jogo inocente. Quando Roberto encostou os lábios na nuca de Marcos, os quatro souberam que não havia mais volta.
Mudei para uma cidade desconhecida, e o primeiro homem a entrar no meu apartamento também era o mais gostoso. Ele tinha namorada, mas isso não o impediu.
Ele lembra pouco daquela noite. Só da dor ao acordar e da certeza de que algo tinha mudado para sempre dentro dele.
Quando Marcos me falou do cara que se banhava nu na beira do rio, eu não consegui tirar isso da cabeça. Naquela noite, fui vê-lo com meus próprios olhos.
Ele chega, vira-me de costas e abaixa minha calça. Sem dizer nada. Foi assim que tudo começou, e é assim que continua funcionando desde então.
Quando os outros ainda estavam bebendo, eu já tinha Andrés encurralado no beco. Fazia horas que eu não conseguia tirar os olhos dele.
As meninas tinham ido embora, o quarto estava em silêncio e Rodrigo soltou uma brincadeira que nós dois sabíamos que não era só brincadeira.
Havia algo no jeito como ele me olhou da plataforma. Não era um olhar qualquer. Eu soube que, se o seguisse, não voltaria a ser o mesmo.
Eles eram um tio e seu sobrinho, dois brutamontes da academia que vinham me olhando havia semanas. Naquele domingo, algo no ar mudou para sempre.
Ele me pediu fogo e, quando aproximei o isqueiro, os olhos dele me prenderam. Cinco minutos depois, eu já ia para o apartamento dele sem entender no que tinha me metido.
Eu guardava essa curiosidade havia anos. Quando estávamos no escuro e ele estava a um metro, senti que, se eu não pedisse naquela hora, nunca pediria.
Llevábamos meses juntos frente a la pantalla, cada uno en su lado. La tarde que Marcos extendió la mano hacia mí cambió todo entre nosotros para siempre.