O que começou como um negócio terminou na cama dele
Na primeira vez que o vi naquele jantar, eu soube que aquele homem não era como os outros. Meses depois, era eu quem pedia mais.
Na primeira vez que o vi naquele jantar, eu soube que aquele homem não era como os outros. Meses depois, era eu quem pedia mais.
Não percebi em que tipo de bairro tinha me enfiado até Valeria parar em frente ao hostel. Quando entendi, já era tarde demais — e mesmo assim entrei.
Passamos meses falando dessa fantasia: que alguém nos visse. Naquela noite no motel, transformamos isso num jogo com regras e sem volta.
Eu vinha olhando para minha cunhada há dois anos como não deveria. Nessa noite na boate, ela me perguntou se eu queria que ela contasse ou mostrasse.
As garotas do time tinham saído para conhecer a cidade. Eu estava sozinha no quarto quando bateram à porta. Era ele, com aquele sorriso que me deixava nervosa desde a primeira quarta-feira.
Tinha quarenta e seis anos, esposa, amantes e uma vida perfeitamente organizada. Então o vi sair do banheiro e não consegui desviar os olhos. Esse foi o começo.
Quando ela se aproximou da piscina naquela tarde e me perguntou se eu já tinha estado com uma mulher, eu soube que aquele verão seria diferente.
Chegamos ao hotel como mãe e filho, fingindo ser amantes. No domingo, já não era fingimento.
Ficamos sozinhos no hotel com a desculpa dos sapatos. Quando me ajoelhei para calçá-la, tudo mudou. Não deveria ter acontecido, mas nenhum dos dois impediu.
Nunca tinha entrado num lugar assim. Mas aquelas pernas, aquele sorriso maroto, aquela porta de metal... algo me disse que, dessa vez, eu tinha que seguir.
Demorei dois segundos para reconhecê-lo do outro lado do balcão. Ele usava saia justa e meia arrastão, e estava se deixando tocar por um desconhecido.
Apostamos sob a coberta para ver se eu adivinhava a cueca que ele estava usando. Não imaginei que essa aposta terminaria com o peso dele sobre mim no quarto do hotel.
Natalia nunca tinha dormido comigo no mesmo quarto. Nessa noite em Cartagena, descobri que também não ligava de ficar nua na minha frente.
Passamos de cliente e prostituto a algo que não tinha nome. Numas férias na praia, ela rompeu os tabus que carregara a vida inteira.
Natalia e eu dividíamos o quarto. Só isso. Mas quando apagamos a luz e nossos corpos ficaram a centímetros, os planos mudaram.
Eu usava a lingerie mais ousada e queria que alguém me notasse. Quando ele apareceu entre os jardins e me viu de pernas cruzadas, soube que a semana seria diferente.
Quando a tempestade apagou as luzes e os trovões sacudiam as paredes, ela se encolheu contra mim. Fazia anos que não sentia o calor de ninguém. Isso mudou tudo.
Entrei na água à noite com lingerie e um brinquedo apertado, certa de que estaria sozinha. Alguém me observava da escuridão do bar.
Cheguei um dia antes que minha irmã ao hotel em Cancún. Quase dois dias sozinha com o marido dela: praia de nudismo, provador de lingerie, tequilas. Algo ia acontecer.
Pensei que fosse o vinho, aqueles toques tímidos na pista de dança. Mas, ao deixá-la na porta do hotel, ela segurou o cartão sem encaixá-lo e sussurrou: «Fica um pouco».