Subjuguei a esposa enquanto o marido obedecia
Ela se repetia que era uma mulher decente, mas naquela noite, no quarto do hotel, descobriu o quanto desejava obedecer a cada uma das minhas ordens.
Ela se repetia que era uma mulher decente, mas naquela noite, no quarto do hotel, descobriu o quanto desejava obedecer a cada uma das minhas ordens.
A mensagem chegou ao entardecer: apresente-se às 13:45, vestido preto, sem joias, sem bolsa. O resto, você obedecerá. Era a única moeda que me restava.
Ele passava cinco dias sem uma única mensagem dela, e essa ausência o dominava com mais força do que qualquer ordem que ela jamais lhe dera.
Apertei o play achando que seria uma despedida carinhosa. Dois minutos depois entendi que ela sabia tudo o que eu escondia, e que naquela noite a voz dela mandava em mim.
Ela sempre foi a forte, a que cuidava de todos. Numa tarde chuvosa, um desconhecido mandou que ela entrasse no carro — e ela obedeceu.
Apertei enviar e algo se quebrou para sempre. Com a coleira no pescoço, eu soube que, ao cruzar a porta do bar, deixaria de ser quem fui.
Começou com uma tanga vermelha e um «coloca isso, amor». Terminou com ela sorrindo da bancada, decidindo pelos dois como seria o resto da minha vida.
Eu disse que naquela noite não ia sair. Então ele bateu à minha porta com um vestido rosa na mão e aquele sorriso que já sabia de antemão que ia me ganhar.
Ninguém no fórum imaginaria que ela o esperava nua e de joelhos, prendendo a respiração, para que ele cruzasse a porta e a lembrasse de quem ela pertencia.
Achei que ia implorar para ela guardar o segredo. Não imaginei que, quando ela voltasse para a sala, estaria com um chicote na mão e botas de salto.
No banheiro me esperava um nécessaire com um bilhete: «vista tudo e ligue». A partir desse instante deixei de decidir sobre o meu próprio corpo.
Passei dois anos imaginando este dia. Não sabia que um homem de cinquenta e poucos anos, com o olhar cravado no meu, decidiria como seria minha primeira vez.
Saí de casa com a calcinha dobrada no bolso e três frases que eu não escolhi escritas na pele. Cada aula me deixava mais perto do limite, sem permissão para gozar.
Esta manhã, enquanto esperava o café, voltei a me ver de joelhos sobre o piso recém-encerado, com as pernas dormentes e o olhar baixo, aguardando uma única ordem dele.
Entrei pensando que era o dono de tudo. Marisol, de joelhos e com suas luvas amarelas, já tinha decidido que naquela noite a dona seria ela.
Me arrastaram para a sala de exame por não respeitar as regras. Não sabiam que era justamente o que eu queria: que alguém enfim decidisse por mim.
Eu estava havia dias sem saber dela, sonhando com suas ordens. Naquela tarde, atravessei uma porta que não devia e descobri até onde eu estava disposto a ir.
Me corri três vezes sobre o banco do vestiário antes de entender que minha promoção já não dependia dos meus gols, mas de quanto eu aguentava de joelhos.
Há anos ela limpava casas alheias com um sorriso gentil, mas naquela tarde, de joelhos sobre o mármore, descobriu o quanto precisava ser tratada como um objeto.
«Vim ver se minha mulher trabalha bem», disse o homem na minha porta. Uma hora depois eu estava de joelhos na minha própria cozinha, com o avental dele.