Acordei sendo o submisso da minha própria esposa
Quando o espelho me devolveu um rosto que não era o meu, entendi que naquela casa eu já não mandava em nada. Só obedecia e desejava agradá-la.
Quando o espelho me devolveu um rosto que não era o meu, entendi que naquela casa eu já não mandava em nada. Só obedecia e desejava agradá-la.
Nessa noite eu não era o anfitrião, mas o adorno. Minha esposa escolheu meu vestido, me calçou os saltos e mandou eu sorrir enquanto as chefes dela me avaliavam.
Ela ordenou que eu me despisse no corredor do hotel, onde qualquer pessoa poderia me ver, e voltasse a bater à porta apenas quando estivesse completamente nu.
A última coisa de que me lembrava era brindar com uma mulher linda. Depois, acordei no chão de um porão, sem forças, sem roupa e sem saída.
Naquela tarde, eu não queria só um encontro: queria que alguém me levasse além do que eu mesma acreditava suportar, enquanto meu marido observava sem mover um dedo.
Rubén ria do corpo da loira na tela, certo de que ela não duraria nem um minuto. Não sabia que quem acabaria no chão seria ele.
Acordei algemado a uma corrente, com uma coleira no pescoço e uma mordaça com gosto de sujeira. Diante de mim, a senhora sorria: aquilo mal tinha começado.
Toda vez que saía daquele apartamento jurava que era a última. E no dia seguinte voltava com a saia mais curta, pronta para agradá-lo de novo.
Achei que chegar na hora morta me protegeria dos olhares. Não contei com elas entrando para limpar justo quando eu saía do banho.
Adrián só queria chegar em casa depois da aula. Dois desconhecidos num beco decidiram que aquela noite o transformaria no brinquedo humilhado de todo o bairro.
Ninguém me ensinou a nomear o que eu sentia cada vez que fechava a porta do banheiro com a lingerie dela nas mãos e deixava sair a que eu carregava dentro.
A mulher que me acorrentou naquele porão não buscava prazer: queria me ensinar, golpe a golpe, que meu corpo já não me pertencia e que sua palavra era a única lei.
De dia ela me humilhava na frente das amigas; de noite me implorava para colocá-la no lugar. Ninguém imaginava o que acontecia dentro daquele carro.
Encontrei-o escondido na garagem, morrendo de frio. Nunca imaginei que, um ano depois, seria eu quem o convidaria a entrar na minha cama e no meu casamento.
Fomos encará-lo achando que estávamos no controle. Bastou ele fechar a porta do consultório para minha mulher e eu baixarmos a cabeça e obedecermos a cada palavra.
Entrei naquela sala cinzenta disposta a implorar por um documento. Saí sabendo que, naquela noite, quem imploraria seria ele, de joelhos e na própria casa.
Maximiliano se gabava de ser o alfa do salão até ela cruzar a porta. Bastou um sussurro e seu perfume para que seu império de fumaça desmoronasse diante de todos.
Fui à casa dele para que deixasse minha namorada em paz. Saí de lá sabendo que voltaria no domingo seguinte, e no outro, e em todos os que viessem.
Começou como uma fantasia que liamos juntos à noite. Hoje é Daniel quem abotoa meus saltos antes da chegada de Bruno, e ele prefere assim.
Nunca tinha estado com alguém assim. Quando ele abriu a porta e tive que erguer o olhar para encará-lo, soube que aquela noite deixaria de me pertencer.