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Relatos Ardientes

Como treinamos nossa submissa na jaula

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O que vou contar não começou como uma brincadeira improvisada nem como uma fantasia de uma noite. Começou aos poucos, com longas conversas, regras escritas, limites claros e uma mulher adulta que queria se entregar por completo. Quando conhecemos Marina, minha parceira já tinha experiência em dominação, e eu havia participado algumas vezes, mas sempre de um lugar mais curioso do que entregue.

Marina era mais velha que nós, segura por fora e profundamente dócil por dentro. Na primeira vez que veio à nossa casa, não houve sexo imediato nem uma cena espetacular. Ela chegou com uma bolsa pequena, tirou a roupa quando mandamos e se ajoelhou no chão da sala com uma naturalidade que me fez ficar olhando mais do que devia.

— Se vai me obedecer, não olhe para mim como se estivesse pedindo permissão para respirar — eu disse.

— Sim, senhora — respondeu sem levantar a cabeça.

Minha parceira me olhou de soslaio. Sabia exatamente o que estava acontecendo. Alguma coisa dentro de mim acabara de se acender.

No começo, eram sessões avulsas. Fazíamos com que ela tirasse a roupa, ficasse de joelhos, contasse em voz alta cada palmada, limpasse o chão enquanto nós a ignorávamos ou transávamos perto dela para lembrá-la de qual era o seu lugar. Marina se excitava com a humilhação de um jeito quase obsceno. Bastava vê-la encharcada, com as coxas apertadas, engolindo os gemidos enquanto a obrigávamos a olhar, para entender que aquilo não era um capricho passageiro.

Com o tempo, comecei a conduzir o peso das cenas. Já não era apenas acompanhar minha parceira: eu dava ordens, punia, marcava o ritmo. E quanto mais Marina obedecia, mais eu gostava de empurrá-la um pouco além. Ela procurava por isso. Pedia com aquele jeito que algumas submissas têm de implorar sem usar a palavra «por favor».

Uma noite, colocamos nela uma coleira de couro pela primeira vez. Nada chamativo, nada teatral. Apenas uma tira preta apertada em seu pescoço, com uma argola na frente. Foi incrível como sua postura mudou assim que sentiu o clique da fivela. Baixou os ombros, abriu um pouco mais as pernas, e em seu rosto surgiu aquela mistura de vergonha e alívio que me deixou louca.

— Agora sim você parece o que é — eu disse, puxando a argola para aproximá-la —. Uma submissa de verdade.

Ela estremeceu. Minha parceira acariciou seus cabelos com uma lentidão quase cruel enquanto eu deslizava a ponta do pé entre suas coxas. Ela já estava molhada antes de começarmos de verdade.

Naquela noite não houve ternura. Empurrei-a de bruços sobre o tapete, afastei seus joelhos e dei-lhe uma palmada seca que a fez soltar o ar por entre os dentes. Depois outra. E outra. Minha parceira se ajoelhou diante dela, segurou-lhe o queixo e enfiou dois dedos em sua boca.

— Chupe-os direito — ordenou —. Você vai precisar dessa boca aberta.

Marina obedeceu com um gemido abafado. Abri os lábios da sua boceta com os dedos e a vi escorrer. Não era uma umidade tímida nem contida. Ela estava realmente excitada, com a pele quente e o clitóris duro, tremendo só porque nós duas a estávamos usando.

Fitei sua boceta e comecei a esfregá-la com dois dedos, devagar a princípio, depois com mais força, sentindo-a arquear contra a minha mão. Minha parceira tirou o pau para fora e esfregou-o no rosto dela.

— Olhe como ela fica — disse —. Ela gosta que a tratemos como uma coisa.

— Porque é isso que ela é — respondi.

Enfiei dois dedos de uma vez. Marina soltou um gemido sujo, daqueles que já não podem ser disfarçados, e começou a empurrar a bunda contra a minha mão. Segurei-a pela coleira para que não se mexesse tanto e a fodi com os dedos com força, entrando e saindo enquanto ouvia o ruído molhado entre suas pernas.

Minha parceira bateu o pau em seus lábios.

— Abra a boca para mim.

Ela obedeceu imediatamente. Vi-a engolir em seco e recebê-lo até o fundo, tossindo um pouco quando ele marcou o ritmo segurando seus cabelos. Enquanto isso, eu não parava de enfiar os dedos nela, de abri-la, de apalpá-la por dentro. Sua boceta pulsava. Dei um tapa em sua vulva e ela se sacudiu inteira.

— Você vai gozar quando eu quiser — disse em seu ouvido.

Retirei os dedos e ela reclamou. Gostei tanto daquela queixa que lhe dei outra palmada, mais forte. Depois a levantei do chão puxando pela coleira e a levei até o quarto. Lá estava a estrutura metálica que havíamos comprado semanas antes: uma jaula ampla e baixa, suficiente para prendê-la, suficiente para deixá-la desconfortável. Quando a viu, seu rosto mudou.

— Entre — ordenei.

Ela hesitou por dois segundos. Apenas dois. Minha parceira segurou sua nuca e ela entrou de joelhos, derrotada e excitada ao mesmo tempo. Fechei a porta e girei o cadeado devagar, deixando-a ouvir o clique. Marina apertou as coxas e baixou a testa até o chão da jaula.

— Olhe para mim — eu disse.

Ela levantou a cabeça. Respirava depressa, as bochechas ardendo e a boceta escorrendo sobre o metal.

— Você gosta de ficar presa?

— Não, senhora.

— Está mentindo.

— Sim, senhora — sussurrou —. Isso me excita demais.

Minha parceira riu. Abri o zíper da calça dela e me ajoelhei diante da jaula. Queria que Marina olhasse, lá de dentro, enquanto eu chupava o pau dela, sem poder fazer nada além de observar. Tirei-o para fora, duro e quente, e comecei a lambê-lo de baixo para cima. Marina soltou um gemido tão desesperado que me fez continuar com ainda mais vontade.

Minha parceira segurou meus cabelos com suavidade, deixando que eu marcasse o ritmo. Eu mamava nela olhando para Marina: sua mão havia ido sozinha para o meio das pernas e ela se esfregava às escondidas dentro do confinamento.

— Tire a mão — eu disse sem parar de chupar.

Ela a retirou imediatamente.

Continuei mamando até sentir o pau bem tenso na minha boca. Então me levantei, abri a jaula e tirei Marina de lá, engatinhando. Coloquei-a de joelhos diante de nós e levantei seu queixo com a ponta do pé.

— Agora você.

Ela se lançou sobre o pau com uma obediência quase obscena. Enfiou-o na boca até onde conseguiu e começou a chupá-lo com fome, movendo a cabeça depressa e gemendo sobre ele. Fiquei atrás dela, afastei seus cabelos da nuca e comecei a beliscar seus mamilos enquanto a via trabalhar. Ela estava com as costas arqueadas, a bunda empinada, completamente entregue.

Enfiei a mão entre suas pernas e encontrei tudo molhado outra vez. Envolvi o clitóris com dois dedos e comecei a esfregar em círculos firmes. Marina quase perdeu o pau da boca com o tranco.

— Não diminua o ritmo — rosnou minha parceira, segurando sua cabeça.

Continuei tocando-a até senti-la perto. O tremor nas coxas, a respiração entrecortada, o corpo pedindo para gozar. Então retirei a mão de repente.

— Eu não dei permissão.

Ela gritou de frustração. Aquele som me deu um calor brutal no baixo-ventre. Já não queria apenas olhar. Queria fodê-la.

Deitei-a de costas, abri suas pernas e enfiei dois dedos outra vez, depois três, trabalhando sua boceta sem delicadeza. Minha parceira se posicionou atrás da cabeça dela e voltou a lhe oferecer o pau para chupar enquanto eu descia e comia sua boceta de frente. Lambi seu clitóris com a ponta da língua, depois o suguei com força, ouvindo-a se engasgar entre uma chupada e outra.

Ela tinha gosto de excitação pura. De pele quente, submissão, daquela mistura de vergonha e desejo que a deixava louca. Afastei mais suas pernas e mergulhei a língua o máximo que pude. Marina se contorceu.

— Senhora... por favor...

— Por favor, o quê?

— Deixe-me gozar.

Dei um tapa na parte interna de sua coxa.

— Ainda não.

Levantei-me e fiz com que ela ficasse de quatro sobre o tapete. Minha parceira a segurou pela coleira para manter sua cabeça erguida enquanto eu me posicionava atrás dela com um dildo grosso que já havíamos usado outras vezes. Esfreguei-o na entrada da boceta, devagar, vendo-a se abrir e esperar. Depois enfiei-o inteiro com uma estocada firme.

Ela gritou. Não de dor de verdade, mas pelo impacto, pela sensação de estar cheia, por aquela humilhação física de se sentir aberta e usada. Comecei a fodê-la com o brinquedo num ritmo constante, seco no começo, mais duro depois. O ruído molhado encheu o quarto.

Minha parceira cuspiu em sua boca e disse:

— Engula.

Ela engoliu.

Eu não parei. Enterrava o brinquedo até o fundo enquanto, com a outra mão, amassava um de seus seios e torcia seu mamilo. Suas costas estavam vermelhas das palmadas, a bunda tensa, os lábios da boceta brilhantes. Cada vez que ela recuava, buscando mais, eu lhe devolvia uma estocada mais forte.

— Era isso que você queria, não era? — eu disse —. Que usássemos você como uma puta obediente.

— Sim, senhora... sim...

— Diga direito.

— Como uma puta obediente.

Minha parceira soltou sua coleira apenas para pegar suas mãos e prendê-las atrás das costas. Ela ficou completamente exposta para mim. Então troquei o dildo pela minha mão e enfiei os dedos nela com violência, abrindo-a e apalpando-a como se aquela boceta pertencesse mais ao meu capricho do que ao seu corpo.

Com a palma livre, dei uma palmada tão forte em sua bunda que a marca apareceu imediatamente. Marina gozou com aquele golpe, de forma suja e involuntária, apertando a boceta ao redor dos meus dedos enquanto gemia como se algo tivesse sido arrancado dela.

— Veja como era fácil quebrar você — sussurrei.

Não a deixamos descansar. Minha parceira virou-a e a sentou em seu colo, de costas para ela. O pau roçava sua entrada e ela tremia, exausta e pronta para mais. Sentei-me à sua frente e a beijei pela primeira vez naquela noite. Um beijo molhado, dominante, quase insultante. Depois cuspi em sua língua e agarrei seus seios.

Minha parceira penetrou-a de uma só vez. Marina abriu a boca num gemido mudo, jogando a cabeça para trás contra seu ombro. Ela começou a fodê-la com estocadas profundas, segurando-a pela cintura. Eu via o pau entrar e sair, a boceta se abrir, brilhar cada vez mais entre suas pernas.

Belisquei seus mamilos com força.

— Olhe para mim enquanto fodem você.

Ela obedeceu. Seus olhos estavam vidrados, rendidos. Minha parceira acelerou atrás dela. O som da pélvis batendo contra a bunda ficou mais duro, mais rápido. Marina agarrou meus antebraços com um desespero que não tentei suavizar.

— Diga de quem você é — exigi.

— De vocês.

— De quem é essa boceta?

— De vocês, senhora.

— E essa boca?

— Também.

Enfiei dois dedos em sua boca e ela os chupou sem desviar o olhar do meu, enquanto continuava sendo fodida. Minha parceira soltou um grunhido atrás dela; estava perto. Esfreguei seu clitóris com a outra mão, rápida e firmemente, sem lhe dar trégua.

Marina gozou outra vez, num espasmo brutal. A boceta se contraiu em torno do pau da minha parceira e ela não aguentou mais. Esvaziou-se dentro dela com vários solavancos, segurando-a com força, enterrada até o fundo. Ela gemia, quase chorando, destruída e feliz.

***

Depois daquela noite, a jaula deixou de ser um acessório. Passou a ser o centro de muitas cenas e também da vida que construímos com Marina. Nunca foi um confinamento improvisado nem sem acordos: ela aceitou mais regras do que eu imaginava que alguém pudesse aceitar. E, ainda assim, toda vez que fechávamos o cadeado, seu corpo reagia como se estivéssemos profanando-a.

Havia tardes em que chegávamos em casa e já a esperávamos com uma ordem concreta. Tire a roupa. Coleira. Joelhos no chão. De quatro até a cozinha. Se obedecesse bem, carícias, atenção, talvez um orgasmo. Se falhasse, castigo. Isolamento. Jaula. Palmadas. Silêncio.

O que mais me excitava não era a dor, mas o contraste. Vê-la transformada numa mulher funcional, inteligente, madura e, minutos depois, tê-la nua lambendo o chão onde um pouco de vinho havia sido derramado. Ver sua dignidade tremer em seu rosto enquanto obedecia mesmo assim.

Certa tarde, castigamo-la por algo mínimo: responder-me com uma explicação que eu não havia pedido. Mandei-a para a jaula durante uma hora, completamente nua, com um vibrador preso entre as coxas e proibida de gozar. Eu mesma o coloquei, ajustando-o para que a ponta roçasse exatamente onde ela mais precisava. Depois fechei o cadeado.

— Se gozar antes que eu volte, passará a noite presa — eu disse.

Quando voltei ao quarto, ela estava suando. O vibrador continuava zumbindo entre suas pernas e ela tinha os dedos cravados no chão metálico para não se tocar. A boceta pingava. Sua respiração saía quebrada.

— Senhora... não aguento mais.

— Claro que aguenta. Você está aguentando há uma hora.

Abri a jaula apenas para enfiar a mão e meter dois dedos encharcados até o fundo. Ela gritou. Comecei a fodê-la com a mão através das grades enquanto a outra torcia um de seus mamilos. Ela não conseguia se mexer direito. Não conseguia abrir completamente as pernas. Aquele desconforto a deixava ainda mais vulnerável.

— Diga quanto gosta de ficar aí dentro.

— Gosto demais.

— Mais alto.

— Demais, senhora!

Retirei os dedos e levei-os à sua boca. Ela os chupou avidamente. Então minha parceira apareceu à porta, abriu a calça e se aproximou da jaula sem dizer nada. Marina olhou para ela e o corpo inteiro ficou tenso.

— Abra — disse minha parceira.

Eu o fiz. Ela começou a sair, mas a detive com uma mão no peito.

— Não. Fique no meio.

A posição era humilhante e desajeitada: joelhos para dentro, tronco para fora, bunda elevada. Minha parceira se posicionou atrás e afastou suas nádegas. Fiquei à frente para que ela beijasse meus pés, depois minhas pernas, depois minha barriga por cima da roupa. Minha parceira enfiou o pau devagar, deixando-a sentir cada centímetro. Marina fechou os olhos e soltou um gemido profundo.

— Abra os olhos — ordenei —. Quero ver seu rosto enquanto fodem você assim.

Minha parceira começou devagar, entrando e saindo num ritmo que a deixava louca porque não era suficiente. Segurei seu queixo e fiz com que olhasse para mim. A vergonha a acendia; dava para perceber pelo modo como escorria, pelo modo como apertava a boceta cada vez que o pau se enterrava mais.

— Peça mais — eu disse.

— Mais, por favor.

— Assim não serve.

Ela engoliu em seco. Sua voz estava quebrada.

— Foda-me mais forte, por favor.

Minha parceira sorriu e obedeceu. Deu-lhe uma estocada dura que a fez bater contra meu quadril. Depois outra. E outra. A jaula vibrava com o movimento. Enfiei dois dedos em sua boca enquanto minha parceira a fodia cada vez mais rápido. Marina babava, gemia, tremia, completamente subjugada pela cena.

Baixei a mão entre suas pernas e esfreguei seu clitóris sem compaixão. Ela não demorou nada para se desfazer. Gozou gritando ao redor do pau, com o corpo sacudido por espasmos. Minha parceira a acompanhou segundos depois, esvaziando-se com um grunhido grave enquanto cravava os dedos em seu quadril.

Deixei-a assim por alguns segundos, aberta, ofegante, ainda a meio caminho entre a jaula e o quarto. Depois beijei sua testa e sussurrei:

— Boa submissa.

Foi uma das poucas vezes em que a vi chorar de alívio.

***

Com os meses, nossa dinâmica ficou mais intensa, mais absorvente, mais presente até quando não havia sexo. Foi isso que mais nos assustou e também mais nos excitou. Marina não queria apenas sessões. Queria estrutura, controle, pertencimento. Queria que déssemos ordens, que decidíssemos, que fechássemos a porta da jaula e tirássemos o mundo dela durante algumas horas.

Nós também fomos nos acostumando àquela entrega. A chegar em casa e encontrá-la ajoelhada. A decidir se naquela noite haveria recompensa ou castigo. A usar seu corpo para o nosso prazer sem precisar enfeitá-lo. E, no meio de tudo isso, o sexo continuava sendo brutalmente bom.

Lembro-me de uma noite especialmente intensa. Estávamos tensos, havíamos discutido por outra coisa, e descarregamos tudo na cena. Fiz com que ela ficasse de pé contra a parede do corredor, mãos erguidas, pernas abertas. Nem sequer a deixei falar. Baixei sua calcinha de uma vez e enfiei a mão entre suas pernas.

Ela estava molhada.

— Você nem sabe se estou de bom humor e já está escorrendo — eu disse.

— Eu sempre fico assim quando a senhora me toca.

Dei-lhe um tapa leve, apenas para colocá-la de volta no lugar.

— Eu não pedi que falasse.

Minha parceira segurou seus pulsos acima da cabeça enquanto eu me ajoelhava e abria sua boceta com os dedos. Lambi-a sem delicadeza, comendo-a de pé, obrigando-a a ficar imóvel. Cada vez que tentava mover os quadris em busca de mais, eu lhe dava uma palmada.

Ouvi-a ofegar, perdendo o controle aos poucos. Minha parceira abriu sua camisa, tirou seus seios para fora e começou a beliscá-los enquanto eu continuava com a língua enterrada entre seus lábios. Marina estava à beira. Levantei-me, limpei a boca com as costas da mão e disse:

— Para o quarto. Engatinhando.

Fomos atrás dela, observando-a avançar nua pelo corredor até a jaula. Quando chegou, nem foi preciso ordenar. Ela entrou sozinha. Aquele detalhe, aquela mistura de hábito e desejo, atravessou-me de um jeito estranho: um pouco de orgulho, um pouco de culpa, muito tesão.

Tirei-a dali imediatamente. Não para descansar, mas para colocá-la de bruços sobre a cama. Amarrei seus pulsos à cabeceira com uma correia curta e abri suas pernas. Minha parceira ficou diante dela e enfiou o pau em sua boca enquanto eu, atrás, lubrificava sua bunda com os dedos.

Marina ficou tensa. O anal não era um castigo para ela; gostava demais. Justamente por isso, reservávamos aquilo para certas noites. Massageei sua entrada devagar, depois enfiei um dedo, depois dois. Senti-a se apertar, aceitar, ceder pouco a pouco.

— Relaxe — eu disse —. Se se comportar bem, enfio tudo.

Ela gemeu sobre o pau da minha parceira. Continuei trabalhando com os dedos até perceber que estava pronta. Coloquei o strap-on e apoiei-o em sua entrada. Ela o sentiu e deu um pequeno salto. Acariciei suas costas.

— Quietinha.

Entrei muito devagar no começo. Sua bunda foi se abrindo ao redor do brinquedo, centímetro a centímetro. Marina gemia abafado, tensa, chupando o pau na frente e recebendo por trás. Quando estive completamente dentro, fiquei imóvel por um instante, desfrutando do tremor que percorria seu corpo.

— Agora sim — sussurrei.

Comecei a fodê-la. Devagar. Fundo. Depois mais rápido. Mais forte. Minha parceira ditava o ritmo em sua boca ao mesmo tempo, de modo que a mantínhamos completamente ocupada, cheia na frente e atrás. Era obsceno vê-la assim. Obsceno e perfeito.

Retirei o pau da sua boca para que respirasse e, imediatamente, minha parceira cuspiu em seu rosto. Ela abriu os lábios e lambeu-se com uma obediência que me deixou ainda mais excitada. Continuamos por um bom tempo, alternando golpes fortes e pausas curtas apenas para ouvi-la implorar.

Quando saí de sua bunda, ela já tremia inteira. Minha parceira virou-a de costas e enfiou o pau em sua boceta imediatamente, aproveitando que ela estava desfeita. Esfreguei seu clitóris com saliva e dois dedos enquanto minha parceira a cravava repetidamente contra o colchão.

— Goze — ordenei —. Agora pode.

Ela gozou de um jeito brutal, com as costas arqueadas e um grito rouco que me arrepiou a pele. Minha parceira se esvaziou dentro dela depois. E eu terminei me masturbando ao seu lado, olhando-a tremer, até gozar sobre minha própria mão.

Ficamos as três ofegantes, suadas e cheias de marcas, com aquela sensação confusa de ter ido longe demais e não querer voltar atrás.

Essa é, no fundo, a coisa mais honesta que posso dizer. Não foi uma fantasia limpa nem uma dinâmica perfeita de manual. Foi desejo, poder, entrega, humilhação e sexo explícito vividos até o limite do que nós três conseguimos sustentar. E toda vez que fecho o cadeado da jaula e a ouço prender a respiração do outro lado, sei que continuamos ali: longe demais para fingir que aquilo era apenas uma brincadeira.

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