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Relatos Ardientes

A amiga da minha tia e sua primeira noite entre mulheres

Patrícia passou a tarde inquieta, dando voltas pela sala com o celular na mão. Antes de tudo, queria ligar para minha tia Elsa para saber como ela estava, embora nós duas suspeitássemos qual seria a resposta: que estava bem, dito com aquela voz apagada que arrastava fazia meses.

Quando finalmente discou, colocou no viva-voz para que todas pudéssemos ouvi-la. A ideia era abrir caminho sem levantar suspeitas, preparar nossa escapada para o povoado, para a casa de Lourdes, e conseguir que minha tia se animasse a ir com a gente.

—Elsa, você não imagina com quem eu cruzei hoje de manhã nas galerias do centro —disse Patrícia, fingindo uma alegria que levou apenas um segundo para virar de verdade.

—Nem ideia, filha. Alguém do povoado, suponho. Na cidade você sempre esbarra em alguém do povoado.

—Frio, muito frio. Vai ser difícil adivinhar —rindo, disse Patrícia.

—Anda, fala logo, que você me deixou na expectativa.

—Com sua sobrinha Núria. Estou na casa dela, com ela e com a mulher dela, que me convidaram para almoçar e dormir aqui. Hoje à noite vêm umas amigas para jantar e depois vamos sair um pouco. Elas me propuseram e eu aceitei; depois de tanto tempo trancada, um pouco de alegria não vai me fazer mal. Pena que você não esteja aqui.

—Fico feliz por você, Pili. Divirta-se, porque eu não estou com vontade de nada. Mas passa minha sobrinha para mim, anda, para eu cumprimentá-la.

Peguei o celular e baixei um pouco a voz, como se assim pudesse me aproximar dela pela linha.

—Oi, tia. Como você está? Patrícia diz que você anda para baixo.

—Fraca, Núria, não vou mentir. Mas já já isso passa. Fico feliz que vocês tenham se encontrado. Pili é a melhor amiga que eu tenho, não saiu do meu lado nem um único dia.

—Eu sei, tia. Por isso quero te propor uma coisa. Lourdes e eu vamos passar umas semanas no povoado, como todo verão. E se você e a Patrícia vierem para a casa dela? Você sabe que fica nos arredores, tem piscina, e entre todas certamente vamos levantar seu astral.

—Para mim tanto faz estar sozinha na minha casa quanto acompanhada em outra. Se a Pili topar, eu vou.

—Patrícia e Lourdes estão ouvindo, porque você deixou no viva-voz, e as duas estão concordando. Então se prepara, tia: dessas férias você vai sair renovada.

—Tomara. Olha, você já me fez rir.

—Você vai ver que sim. Um beijo, tia. Vamos te deixar, que as meninas também mandam lembranças.

—Outro para você, Núria. Tchau.

***

Desligamos e ficamos as três nos olhando. A proposta já estava em cima da mesa; só faltava fechar as datas com Patrícia quando ela voltasse ao povoado e falasse com minha tia sem que nenhuma das duas tivesse outros compromissos. Lourdes sorria, satisfeita. O difícil já está feito, pensei.

Eram quase nove horas quando tocaram a campainha. Daniela e Renata entraram e deixaram Patrícia sem saber o que dizer. Como sempre, apareciam deslumbrantes. Renata vinha com um vestido justo que marcava cada curva, o cabelo preso, o queixo erguido como uma rainha entrando em seu salão. Daniela ia mais informal, mas com um decote que não deixava muito para a imaginação e uma silhueta que preenchia a roupa de um jeito quase insolente.

Lourdes fez as apresentações. Patrícia deu dois beijos em cada uma, ainda acanhada, e em questão de minutos já estava metida na conversa como se se conhecessem havia uma vida inteira. Há mulheres que têm esse dom de abrir portas com uma única frase, e Renata tinha isso.

Entre uma taça e outra, Patrícia acabou se abrindo. Contou, baixando a voz, que pouco tempo antes tinha descoberto o sexo com outras mulheres e que tinha ficado presa nisso, que não sabia que sua própria boceta pudesse responder daquele jeito, ficando encharcada só de pensar.

—Pois você caiu em boas mãos —brincou Daniela, apontando para mim com a taça—. Núria é uma mestra chupando bocetas. Aqui quase todas já passaram pela escola dela em algum momento, e nenhuma saiu sem gozar três ou quatro vezes.

Eu ri, porque era verdade em parte. Conheci Daniela anos atrás, quando fiquei com ela achando que era mais atirada do que realmente era. Ela pensava que eu era uma puritana do interior recém-chegada à cidade, e levou uma surpresa quando descobriu o contrário, com minha língua metida até o fundo da boceta dela no banheiro de um bar. Não nos apaixonamos, mas ela ficou marcada, segundo ela, para sempre. Durante um tempo passávamos meses sem nos ver; depois a vida foi nos juntando.

A sobremesa se prolongou entre histórias e risadas. Patrícia, que tinha chegado tensa, agora falava com as mãos e ria às gargalhadas. Era exatamente isso que precisávamos: que ela ficasse à vontade, que se sentisse uma a mais antes de a noite virar para o que todas sabíamos que viria.

***

Como sempre, ao terminar baixamos as luzes da sala. Lourdes acendeu algumas luminárias em tons quentes que deixaram o cômodo em penumbra e colocou uma música lenta, daquelas que parecem acariciar o ar. Levei Patrícia para o nosso quarto e lhe entreguei o que havíamos preparado para ela: uma tanguinha mínima e uma blusa de seda violeta, transparente, sem nada por baixo.

—Isso? —perguntou, segurando entre dois dedos como se fosse se rasgar.

—Para você ficar confortável e participar como uma a mais —eu disse—. Ninguém vai te pedir nada que você não queira. Você só se deixa levar.

Quando saímos, Daniela e Renata já esperavam. Mal vestiam blusas semitransparentes e mais nada; o tecido era tão fino que se viam os mamilos duros e se adivinhava o pelos escuros das bocetas. Patrícia apareceu atrás de mim, insegura, puxando a barra da blusa como se quisesse esticá-la um palmo a mais. Renata não lhe deu tempo de duvidar.

Chegou devagar, lhe estendeu a mão e a puxou sem dizer palavra. Apertou-a contra o peito, colou os quadris aos dela e começou a se mover no ritmo da música. Em poucos minutos a tinha rendida, perdida num beijo longo e profundo, com a língua metida até o fundo da boca de Patrícia, que gemia sem conseguir respirar. Quando se separaram, Patrícia tinha os olhos brilhantes, os lábios inchados e um fio de saliva pendendo do queixo.

—Bem-vinda —disse Renata, roçando a bochecha dela com os lábios—. Se você quiser, não vai se arrepender. Aqui se aprende a gozar de jeitos que você nem sabia que existiam.

—Vejo que vocês têm tudo muito bem ensaiado —murmurou Patrícia, meio riso, meio rendição.

—É que a gente está muito entrosada. Núria é quem nos guia. Se não fosse por ela, eu ainda estaria correndo atrás de fantasmas que jamais teria alcançado.

Renata continuou dançando com ela, as mãos percorrendo-lhe as costas, a cintura, os quadris, enfiando-se por baixo da blusa para beliscar-lhe os mamilos, enquanto a língua desenhava o lado do pescoço e se demorava no lóbulo da orelha. Patrícia deixou a cabeça cair para trás e abriu as pernas quase por instinto.

—Você faz isso tão bem —sussurrou—. Eu gosto... gosto mesmo, porra.

—Não pensa em nada. Relaxa e deixa ser fodida como você precisa.

Renata deslizou uma coxa entre as pernas dela e a segurou pelos quadris, trazendo-a para si, marcando um vaivém lento que arrancou de Patrícia um gemido surdo. A mão de Renata desceu, afastou a tanguinha e enfiou dois dedos em sua boceta num só impulso. Patrícia deu um sobressalto e mordeu o lábio.

—Você está pingando, safada —sussurrou Renata no ouvido dela, movendo os dedos dentro com calma—. Dá para ouvir. Escuta como sua boceta soa.

E era verdade; dava para ouvir o barulho entre as pernas de Patrícia, um som úmido e obsceno que se impunha sobre a música. Eu observava do sofá, sem querer perder um detalhe, com aquela mistura de calor e curiosidade que me dava ver outra mulher descobrindo o que eu já conhecia de memória. Já estava com a mão enfiada por baixo da tanguinha, acariciando devagar meu clitóris inchado.

—Vem, vamos deitar —disse Renata contra a boca dela—. Quero comer sua boceta até você me implorar.

—Sim —respondeu Patrícia, sem um grama da timidez com que chegara—. Fode minha boca com a sua boceta, me faz o que quiser.

***

Deitaram no tapete, entre almofadas, e logo se buscaram num sessenta e nove que não deixava dúvidas. Renata ficou por cima, com as nádegas abertas sobre o rosto de Patrícia, e desceu a boca direto para a boceta da mais nova das duas. Abriu-a com os dedos, deixando exposto o clitóris rosado e inchado, e passou a língua plana da entrada até em cima, bem devagar, saboreando-a. Patrícia soltou um grito abafado e cravou as unhas na bunda dela.

—Chupa pra mim —gemeu Renata de baixo—. Mete, sua puta, não fica só olhando.

Patrícia obedeceu. Esticou a língua e se afundou na boceta aberta de Renata, lambendo-a com avidez, chupando seus pequenos lábios, mamando o clitóris entre os seus até arrancar dela um gemido longo. Fiquei surpresa com o quanto ela se movia bem, como girava a língua e enfiava dois dedos ao mesmo tempo, procurando o ponto exato contra a parede interna. Dava para ver que tinha aprendido rápido, que sua filha e sua nora lhe ensinaram bem.

—Você aprendeu rápido —disse Renata, erguendo a cabeça por um instante, com o queixo brilhando do suco de Patrícia—. Como você chupa, filha... está me deixando a ponto de gozar na sua boca.

—Goza —respondeu Patrícia, sem parar de masturbá-la com os dedos—. Goza na minha cara, quero provar você inteira. Quero que você me faça o que nunca fizeram comigo.

Renata se ergueu, ofegante, com os seios avermelhados e os mamilos duros. Lambeu os lábios, saboreando Patrícia na própria boca, e abriu as pernas escancaradamente.

—Vou te fazer outra coisa —disse—. Vou te foder com a boceta.

Se acomodou na posição de tesoura, encaixando seu sexo contra o de Patrícia, duas bocetas encharcadas frente a frente, os clitóris se roçando. Patrícia se entregou por completo, oferecendo-se para que ela, como a veterana que era, marcasse o ritmo. Começou devagar, com movimentos circulares, deslizando sua boceta molhada contra a de Patrícia, e foi aumentando a intensidade enquanto Patrícia se agarrava aos quadris dela e empurrava de volta.

—Que delícia... —ofegava Patrícia—. Continua, por favor, não para. Me fode mais forte, não para.

Renata não parou. Tinha os olhos fechados, a testa perlada, os lábios entreabertos, e acelerava o vaivém sem perder a cadência, como quem sabe medir exatamente o quanto outra mulher pode aguentar. O som das duas bocetas encharcadas se chocando enchia o quarto, um chape-chape rítmico e sujo que me fez enfiar os dedos mais fundo em mim mesma. Eu sentia o calor subindo pelo pescoço só de olhá-las, minha própria gozada se aproximando sem remédio, e não queria desviar o olhar; queria ver a cara de Patrícia no exato momento em que chegasse.

Daniela se aproximou por trás de Patrícia, montou no rosto dela e baixou a boceta até os lábios sem pedir permissão.

—Me come enquanto ela te fode —ordenou—. Mostra a língua, sua puta.

Patrícia mostrou a língua e começou a lamber a boceta de Daniela com desespero, com a cara esmagada contra aquele sexo molhado, enquanto Renata seguia investindo com os quadris. Ela estava presa entre as duas, fodida por baixo e afogada em boceta por cima, e não dava sinais de querer parar.

—Vou gozar —avisou Patrícia com a voz quebrada, afastando a boca por um segundo da boceta de Daniela—. Vou gozar, Renata... já... já, porra...

O orgasmo a atravessou com uma força que nem ela esperava. Arqueou as costas, soltou um grito longo e se desfez em tremores, agarrada a Renata como se fosse a única coisa firme no mundo. Renata gozou com ela, despejando sobre ela um jorro de líquido quente que encharcou Patrícia até as coxas, e Daniela apertou a boceta contra a boca de Patrícia e gozou gemendo, obrigando-a a engolir sua porra. As três respirações foram se acalmando ao mesmo tempo.

—Obrigada —disse Patrícia depois, ainda sem fôlego, com a cara pegajosa e um sorriso bobo—. Foi diferente de tudo o mais. Diferente até do que vivo com minha filha e com minha nora, e olha que elas também me fazem gozar como uma louca. Mas isso foi outra coisa.

—Você não tem que agradecer nada —respondeu Renata, afastando-lhe uma mecha úmida da testa—. Foi sexo com outra mulher, só isso. E provavelmente você aproveitou mais porque comigo não trouxe nenhum dos pudores que arrasta com as suas.

—Pode ser que você tenha razão —admitiu Patrícia, rindo baixinho—. Mas foi fabuloso mesmo assim. Nunca tinham me feito gozar duas vezes seguidas desse jeito.

Então me aproximei, sentei na beirada do tapete e acariciei o tornozelo dela, subindo devagar pela panturrilha e pela coxa até roçar sua boceta encharcada com dois dedos. Ela estremeceu.

—Prepara-se, Pili —eu disse, chupando os dedos com o gosto dela—. A noite mal começou. Somos cinco bocetas e vamos nos foder até o amanhecer. Eu te prometo: você não vai se arrepender.

—Estou pronta para qualquer coisa —respondeu, olhando nos meus olhos—. Eu preciso disso. Me fodam todas, se for preciso.

***

A noite seguiu seu curso e Patrícia foi passando de umas mãos a outras até terminar exausta, sem noção do tempo nem de quantas vezes tinha gozado. Eu mesma comi sua boceta duas vezes, segurando suas pernas abertas enquanto ela puxava meu cabelo e gritava para eu não parar. Lourdes a fodeu com um consolador negro de cinta, investindo por trás enquanto Daniela chupava seus peitos e Renata se sentava sobre seu rosto. Patrícia gozou uma e outra vez, encharcando o tapete, a língua de fora, incapaz de dizer outra coisa além de sim, sim, mais.

Tive que passar um pouco de gel calmante porque o atrito tinha deixado sua boceta inchada e a pele das coxas irritada, mais pela falta de costume do que por outra coisa. Ainda assim, o sorriso não tinha desaparecido.

Levantamos já passando do meio-dia. Patrícia precisava voltar ao povoado, e antes de ir combinamos de falar para fechar a data da viagem. Mas ainda nos faltava o mais delicado.

—Enquanto isso —eu disse, enquanto a acompanhava até a porta—, temos que sondar minha tia. Preparar o terreno com cuidado, para que essas coisas não a assustem nem o remédio saia pior que a doença.

Aconselhei-a a, estando na casa de Elsa, não desperdiçar a ocasião e foder Wanda e Olga tentando, de algum jeito, fazer minha tia perceber. Que conseguisse vê-las se comendo, nem que fosse escondido, para medir sua reação antes de colocá-la de vez no nosso círculo.

—E se ela se escandalizar —acrescentei—, você tira o peso. Explica que isso não tem nada de errado, que ela é uma mulher com suas necessidades, que faz tempo demais que ninguém lhe toca a boceta e que, por estar triste, ela não deixou de ser mulher. Pergunte com delicadeza se ela realmente não sente falta de uma pica ou de uma língua entre as pernas, se nem ao menos se dá um prazerzinha sozinha com os dedos. Faça ela ver que ainda está viva, que a boceta dela ainda está viva.

Patrícia assentiu, séria de repente, consciente do que estávamos lhe pedindo. Revisamos juntas os últimos detalhes do plano no patamar, em voz baixa, e depois ela foi embora para o povoado com uma missão clara e a boceta ainda quente da lembrança.

Fechei a porta e me apoiei um instante nela. Minha tia Elsa não sabe o que a espera, pensei. E, pela primeira vez em muito tempo, me surpreendi desejando que o verão chegasse logo para eu fodê-la também.

Continua.

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