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Relatos Ardientes

Fui ao show por ele e a namorada dele me seduziu

Eu os vi se beijando sem nenhuma vergonha. Adriana deixava Mateo amassar seu traseiro inteiro, os dois com os olhos fechados, balançando abraçados no compasso do baixo lento. Encaixavam-se como uma peça montada por um deus entediado, perfeitos e irritantemente bonitos. Eu me arrependia a cada compasso de ter aceitado ir.

Tinha o conhecido três semanas antes, no clube esportivo onde eu nadava depois do trabalho. Coincidíamos na mesma raia e, entre uma ida e outra, conversávamos sobre bobagens, aquelas conversas que existem para adiar a pergunta verdadeira. Fui eu quem deu o primeiro passo, claro, com alguma desculpa idiota sobre a touca de látex. E deixem eu lhes dizer que, quando um homem te olha assim, de sunga e cabelo molhado, as dúvidas viram vontade, e vontade não se resolve com três voltas nadando crawl.

Mateo não era alto, mas tinha um corpo harmônico, um sorriso fácil e um boxer preto que se ajustava à sua virilha de um jeito francamente injusto. Eu o olhava debaixo d’água, ou quando ele passava à beira da piscina e o pau se marcava contra o tecido. Sabia que ele percebia. Sabia também que lhe custava disfarçar cada vez que ficávamos conversando a meio metro um do outro, quase nus, com essa intimidade falsa que o cloro oferece.

Não vai surpreender ninguém saber que minha cabeça tinha virado um estúdio de cinema particular, onde Mateo era o único protagonista. Minha cena favorita acontecia numa cabine do vestiário. Entrávamos escondidos, sem falar nada, e ele me virava contra a parede. Bastava afastar a virilha da sunga para deslizar para dentro de mim. Ele tapava minha boca com uma mão enquanto me socava devagar, e com a outra abaixava as alças para amassar meus peitos. Saía antes de gozar e se masturbava para que o sêmen me caísse sobre o cu meio nu, enquanto eu me acabava com dois dedos. Sexo direto, sem rodeios, perfeito.

Pelo jeito como me olhava quando eu saía da água, eu suspeitava que seu filme particular fosse ainda mais obsceno que o meu.

Naquela sexta-feira, confessei a ele, fingindo indiferença, que passaria o fim de semana sozinha na cidade, que estava entediada e que sentia falta do meu namorado. Ele me propôs ir com ele a um show naquela noite. Claro que eu disse sim. Antes de sair, arrumei o apartamento, passei a aspiradora depressa, troquei os lençóis, coloquei toalhas limpas — não me digam que vocês nunca tomaram essas precauções de “vai que” — e escolhi minha tanguinha com a concentração de uma cirurgiã. A tensão que havíamos acumulado numa piscina pública não ia se resolver falando de toucas numa sala escura, com alguns drinques na cabeça.

Esperei um bom tempo por ele na porta do lugar. Via casais e grupos de quarentões entrarem, acendi dois cigarros seguidos até sentir uma tontura de nojo. Passados vinte minutos, mandei uma mensagem perguntando se tinha acontecido algum problema. Assim que guardei o celular no bolso do casaco, uma gargalhada feminina me fez virar o rosto.

Uma garota alta, morena, com um corte sério à Victoria Beckham, corria rindo enquanto um homem a arrastava pela mão. Mateo. Era evidente que já estavam bebendo há um bom tempo: falavam alto entre risadas e custavam a manter a direção até a entrada. Mateo me viu no último segundo, justamente antes de passar reto sem me cumprimentar.

—Lucía! Você veio mesmo!

—Oi —respondi, desconfortável.

A garota que o acompanhava não era bonita. Era escultural. Daquelas que posam com curvas longas para lingerie cara. Usava uma jaqueta preta de couro sintético e um macacão cor creme que deixava ver cada vão e cada relevo de um corpo quase impossível. Cintura mínima, pernas longuíssimas, um cu que se adivinhava maravilhoso sob o tecido. Os seios não precisavam de sutiã: redondos, cheios, com aquela queda mínima que sugeria peso real e mamilos apontando um pouco para cima. Eu quis mamá-los antes mesmo de saber o nome dela.

—Te apresento minha namorada, Adriana.

—Prazer! —ela me soltou, me dando um abraço cujo entusiasmo não parecia fingido, junto com uma onda do seu perfume de baunilha.

Não me deixaram tempo para reagir. Entraram na sala me chamando com um gesto para que eu os seguisse. Senti-me estúpida. Tinha me enganado completamente. Mateo não tinha vindo me seduzir; tinha me convidado para me entreter numa noite, como quem empresta um livro a uma conhecida entediada. Deixei os dois irem para perto do palco e fui até o bar pedir uma taça de vinho. A sala estava cheia, a música era agradável, o clima perfeito, e todos ao meu redor pareciam ter vindo em casal. Ia ser uma noite longa e absurda.

Adriana veio até o bar buscar duas cervejas e me agarrou pela mão para me arrastar até onde dançavam, colados ao palco. Sorriu para mim, e seus lábios finos pintados de vermelho voltaram a se prender aos de Mateo. Eles podiam passar horas assim, balançando lânguidos, de olhos fechados. Um lego humano. Encaixavam-se. Eu os invejei.

Com Adriana, no entanto, eu sentia algo estranho. Se fosse qualquer outra garota no braço de Mateo, eu a teria odiado sem pensar duas vezes, mas ao olhá-la tive vontade de beijá-la e colar meu corpo ao dela para sentir aqueles seios quentes contra os meus. Nunca tinha ficado com uma mulher; uns beijos com amigas aos vinte anos, numa festa bêbada, e era isso. Dei um gole no Cabernet medíocre que havia na taça e não consegui tirar os olhos dela.

Sem parar de beijar Mateo, ela me lançou um olhar. A faísca e a pólvora ao mesmo tempo. Aquele olhar que confirma aquilo que você não se atreveu a imaginar. Quem já conhece minhas aventuras sabe de que olhar estou falando: o que cruzei pela primeira vez nos olhos do barbudo do bar, a versão angelical do garçom naquela tarde, o que Esteban me regalava durante dois anos toda vez que eu me despia, o que Rodrigo guardava para mim desde que tinha se casado, o de Damián, demencial e impossível, que me fazia implodir. Morbo violento e urgente.

As músicas se sucediam e eu mal as ouvia. A insistência com que Adriana me observava enquanto brincava com a boca do namorado não me deixava lugar para a dúvida. Na penumbra do show, ela me provocava abertamente. Como tinha farejado a parte mais perversa de mim em cinco minutos? Tinha lido isso no meu rosto? Sabia que eu tinha lutado contra a vontade de morder seu mamilo assim que a vi? Esse Cabernet era definitivamente ruim.

Adriana disse algo no ouvido de Mateo, que assentiu. Aproximou-se e me avisou que ia buscar outra rodada de cervejas e que, se eu quisesse, me trazia uma. O cabelo dela roçou minha bochecha, os lábios pousaram por um segundo na minha orelha, e uma mão se apoiou na minha cintura com uma delicadeza que não era de amiga nova. Ela a deixou deslizar até se encaixar com a minha, entrelaçou os dedos por um instante e desapareceu em direção ao bar.

Esperei alguns segundos. O que estava me acontecendo era inédito: eu estava excitada por uma mulher, fisicamente, sem conseguir fingir o contrário. Sentia o clitóris pulsando entre as pernas e a umidade invadindo minha calcinha, aquela umidade que até então só homens tinham provocado. Eu precisava me acalmar. Mateo olhava a banda com um sorriso extático, como se não existisse mais ninguém no mundo. Me aproximei para dizer que ia ao banheiro; ele respondeu algo inaudível sem virar a cabeça, sequestrado pelos acordes do baixista.

Atravessei a sala sem parar no bar e desci a escadinha estreita que levava aos banheiros. Lavei as mãos, joguei água no rosto. Minha tesão tinha acordado e custava conter as imagens que me vinham à cabeça. Claro que eu lhe dava umas palmadas no cu. Claro que esfregava o sexo na cara dela. Claro que mamava mordendo devagar seus mamilos. Claro que a ultrajava com um dedo no cu. Claro. Peguei um guardanapo de papel no dispenser e sequei o rosto, bufando.

Um corpo colou no meu por trás. Um par de mãos percorreu meus quadris e meu ventre até parar bem abaixo dos seios. Mantive o rosto escondido no guardanapo enquanto um cabelo sedoso acariciava minha nuca e uns lábios começavam a beijar meu pescoço. Reconheci o cheiro de baunilha, mas ainda não quis olhar. Queria aproveitá-la assim, ardente e excitada, colada ao meu corpo. O morbo venceu rápido as dúvidas e a inexperiência. Virei-me, agarrei sua nuca e procurei sua língua com a minha. Se Adriana tinha percebido meu morbo, ainda não imaginava que tipo de demônio tinha acabado de despertar.

Eu a abracei com força e nossas mãos desceram em sincronia até nossos cus. Seus gestos eram uma mistura de confiança e delicadeza: não era a primeira vez que tocava uma mulher. Os meus eram apressados, traíam a excitação de descobrir aquelas curvas firmes e cheias. Ela tinha mais bunda do que eu e era redonda como uma promessa. Amassei-a sem disfarce e mordi seu lábio inferior. Descobria de uma vez a fonte de luxúria que é o corpo de uma mulher desejosa, e o furacão de excitação que era ser, ao mesmo tempo, a mulher desejada.

Adriana respirava fundo. Passou a mão por baixo da minha blusa e agarrou um dos meus seios, começando a brincar com o mamilo endurecido. Os dela se cravavam nos meus através do tecido do macacão, duros como dois botões provocadores. Ela lambeu meu pescoço num movimento longo, sensual, quase obsceno, antes de sussurrar:

—Você nunca tinha tocado em uma mulher, né?

—Não...

—E está gostando?

—Estou adorando...

—A gente sente a mesma coisa, sabe? Estou ficando molhada, e tenho certeza de que você também.

Eu fervia. Era como ter um espelho do meu próprio desejo. Não me cabia dúvida de que a tanguinha de fio que eu adivinhava sob o macacão estava tão encharcada quanto minha própria calcinha. Ela me puxou até um dos banheiros e trancou a porta. Tive um breve momento de pânico. E agora?, pensei. A esse ponto de excitação, se fosse um homem me tocando, eu já teria me ajoelhado para chupar seu pau assim que ouvisse a tranca correr. Minha boca sempre foi uma zona particularmente erógena, quase um órgão sexual: eu adorava mantê-la ocupada, enchê-la, cuspir e receber.

Adriana me beijou de novo, sua língua brincou com a minha, ela agarrou minhas mãos e as colocou sobre seus seios. Soltei as dúvidas pelo ar. Eram dois globos perfeitos, soltos, quentes, irresistíveis. Abri o zíper que o macacão tinha nas costas; o clitóris me doía de pura excitação. A parte superior do macacão caiu sobre sua cintura e deixei à mostra o que eu vinha desejando havia meia hora. Não gastei mais de um segundo para olhá-los: aproximei a boca na altura do mamilo esquerdo e comecei a lambê-lo devagar. Segurei o outro seio com a mão. Sua pele era macia demais, e o peso que eu sentia me provocava uma satisfação estranha, quase infantil. O pedaço escuro de carne endureceu sob minha língua. Belisquei o vizinho com suavidade. Adriana suspirou e levou a mão à virilha para se amassar o sexo por cima do macacão.

Era um momento surreal. Abri a boca como se quisesse engolir seu seio inteiro, sugando e lambendo. Sentia o corpo dela se contrair, o prazer subir. Ela agarrou meu queixo para me beijar de novo, mas algo me deteve: eu tinha levantado minha camiseta e ela roçava os mamilos nos meus. O espetáculo daqueles botões se acariciando era hipnótico. Fiquei imóvel, deixando-a ondular.

—Ainda está gostando, Lucía? —perguntou com um sorriso travesso.

Sem esperar resposta, ela me beijou outra vez, procurando minha língua com a dela. Adriana beijava úmido, quase obsceno. Era certo que lamberia como uma deusa. Imaginei-a com o pau de Mateo enterrado na boca, a saliva escorrendo pelo canto, e me ocorreu que essa mulher devia ser uma puta complacente e maravilhosa quando se entregava. Senti-a abrir o zíper da minha calça e, sem parar de me beijar, sua mão alcançou meu sexo. Estávamos fervendo. Ela passou os dedos entre meus lábios, enfiou só a primeira falange por puro jogo para me frustrar e retirou a mão. Percorreu meu ventre com os dedos molhados, brincou um segundo com um dos meus mamilos e os levou à boca, compartilhando-os comigo. Lambemos juntas com o mesmo morbo, duas cachorras excitadas pelo próprio reflexo.

Ela se ajoelhou, baixou minha calça e me lançou um olhar que eu não vou esquecer pelo resto da vida. Tinha diante de mim uma gulosa lasciva me olhando nos olhos enquanto apoiava toda a superfície da língua contra meus lábios íntimos. Começou a me lamber com uma técnica que eu jamais tinha sentido. Eu conhecia o que achava ser o auge da arte do sexo oral com alguns amantes, e Adriana os superou voando, em quatro lambidas. Os lábios pintados dela se esticavam para me abarcar inteira, ou se fechavam para sugar meu clitóris com uma precisão que me fazia perder o chão. Sua boca era macia e exata, tanto quanto sua língua, que ia abrindo caminho dentro de mim.

Ela sabia exatamente quais eram os gatilhos de um corpo de mulher; tinha experimentado todos, recebendo e provocando. Pelo jeito como sua mão se agitava dentro do macacão, eu não tinha dúvida do próprio prazer dela. Depois de um tempo deliciosamente longo, estimulada pelos meus suspiros, ela enfiou dois dedos diretamente. Entraram sem esforço no meu sexo encharcado. Essa mulher lia meus pensamentos. Somou um terceiro rápido e começou a brincar: entrando, saindo, abrindo os dedos em minha intimidade, saindo de novo para me frustrar, voltando a me preencher. Aumentou a sucção sobre o clitóris até um ponto que nenhum dos meus amantes tinha se atrevido a alcançar. Eu a olhava se tocar, com meu sexo sobre sua boca, os seios pesados balançando contra meus joelhos. Ela se masturbava frenética, gemendo com a boca tampada pelo meu corpo. Me imaginei naquela posição, mas com a boca cheia de um pau. Sem dúvida eu pareceria igual de safada, igual de rainha. Fechei os olhos e um conjunto demencial de sensações me levou ao orgasmo.

Encostei as costas na parede. Senti os lábios de Adriana, molhados pelos meus fluidos, colarem de novo nos meus. Ela tinha guardado um pouco de líquido na língua e, com um movimento delicado, o despejou na minha. Nos beijamos com meu próprio gosto entre nós, ácido e morno. Ela continuava se masturbando devagar, deixando escapar gemidos quase imperceptíveis. Eu queria agradá-la. Queria senti-la gozar nas minhas mãos, arquear-se pelo prazer que eu lhe desse, me apoderar dela sendo dona das suas sensações.

Fiz o corpo dela girar e a abracei por trás, amassando seus seios com a mão inteira, dessa vez com firmeza, quase com dureza. Adriana gemeu mais alto. Depois de prová-la enquanto a mamava, eu tinha percebido que ela também gostava de carícias mais bruscas. Com um par de seios daqueles, minha ânsia de dominação despertou sem pedir licença. Agarrei seus mamilos e os puxei com a força que eu gosto de sentir. Adriana se retorceu de prazer e esfregou o cu contra meu púbis. Ela aguentava bem a dor, saboreava aquilo, mas eu também não queria marcar aquela pele linda. Soltei seus mamilos e coloquei minhas mãos à frente da sua boca, uma e depois a outra.

—Cospe —eu disse.

Ela se empenhou como uma aluna obediente, enchendo minhas palmas com bastante saliva. Com as mãos lubrificadas, voltei a pegar seus seios e os amassei devagar, firme. Eu os agarrava inteiros desde a base e deslizava até os mamilos como se fossem duas tetas para ordenhar. Longe de desagradá-la, a leve humilhação que eu lhe dava a deixava mais acesa. Entre dois suspiros, ela soltou o próprio sexo e passou uma mão por cima do ombro, oferecendo-me os dedos na altura da minha boca. Eu os chupei sem pensar. Era a primeira vez que provava o gosto de outra mulher. Eu conhecia o meu, mas o de Adriana era uma guloseima obscena. Uma explosão líquida, salgada, doce, com aquele toque ácido inconfundível. Eu queria mais.

Soltei um dos seus seios e baixei a mão para recolher o líquido diretamente da fonte. Não me surpreendeu encontrar um sexo completamente depilado, fervente, babando entre a tanguinha afastada e a virilha manchada do macacão. Peguei um pouco para prová-la de novo. Agora eu conhecia o gosto preciso da tesão. Adriana abriu as pernas com um gemido insatisfeito. Queria gozar.

—Me fode —ela pediu com a voz rouca, entre dois suspiros.

Afundei os dedos em sua concha como se fosse a minha, sem pensar, adivinhando sem esforço o que ela pedia. Logo se ouviu o estalido característico, delicioso, dos meus dedos entrando e saindo de seu sexo encharcado. Eu a masturbei como gosto de fazer quando estou perto do orgasmo, com três dedos e movimentos fundos, como se quisesse enfiar a mão inteira. A palma pressionava o clitóris dela e, pelo jeito como movia os quadris, eu sabia que essa pressão a estava enlouquecendo. Eu beijava seu pescoço e sua nuca enquanto o corpo dela se tensionava.

—Mais forte... —suspirou.

Obedeci. Movimentos mais fundos, mais fortes, até quase erguê-la pela concha, empalada nos meus dedos. Os músculos da vagina dela se contraíram e Adriana abafou um gemido rouco. Maravilhou-me como ela gozou, longo, enchendo minha mão até o pulso com um líquido morno que era pura entrega.

Ficamos assim por alguns instantes, recuperando o fôlego. Depois ela se virou e me beijou. Arrumamos a roupa que nem sequer tínhamos tirado por completo, sorrindo como duas cúmplices. Adriana tinha uma mancha úmida na altura da virilha do macacão, que ia até metade da nádega. Eu lhe disse que ela ia precisar encontrar algo para cobrir aquilo se não quisesse que aparecesse na saída.

—Não se preocupa, eu tenho o que falta —ela me respondeu.

Ela abriu a porta do banheiro e eu descobri, estupefata, Mateo escorado no batente. Ele tinha um sorriso voraz, viciado, e uma pequena pashmina escura na mão, que estendeu para a namorada com um gesto tranquilo.

—Ainda bem que eu estou aqui para pensar nisso, não é, amor? —ele disse—. Eu sabia que você ia acabar encharcada assim que conhecesse a Lucía.

Depois da surpresa de encontrá-lo ali, uma onda de calor me invadiu ao perceber que ele tinha ouvido tudo o tempo todo. Eu estava começando a gostar muito do meu novo casal de amigos.

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