Eu a desejei em silêncio até aquela manhã no cafezal
Cada manhã ela a via sair da cozinha com a camisola colada ao corpo e se contentava com migalhas. Até que o cafezal as deixou sozinhas o dia todo.
Cada manhã ela a via sair da cozinha com a camisola colada ao corpo e se contentava com migalhas. Até que o cafezal as deixou sozinhas o dia todo.
Achei que a sauna era só minha, junto com meus brinquedos. Então a porta se abriu e uma desconhecida altíssima me olhou sem nenhuma pressa de se cobrir.
Ela passava os fins de semana procurando um olhar que ficasse nela. Numa noite, mãos desconhecidas a arrastaram para o quarto escuro.
Nunca pensei que umas mãos de mulher pudessem me tocar assim. Quando minha patroa me ofereceu uma massagem, não sabia que estava abrindo uma porta que eu não iria querer fechar.
Quando tomou seus pés nas mãos e começou a massageá-los, soube que naquela noite, com vinho suficiente, a esposa do tio acabaria se entregando a ela.
Eu estava me ensaboando quando a cortina abriu e lá estava ela, sorrindo, sem uma só peça de roupa e decidida a não sair nem se eu pedisse.
Mariana nunca tinha beijado outra mulher até aquela noite. Voltou para casa tremendo de desejo, sem imaginar que sua meia-irmã a observava no escuro.
Eu podia ouvir as risadas através da parede. Quando me aproximei da porta entreaberta, o que vi me tirou o fôlego: minhas duas melhores amigas, meio nuas, se olhando.
A deixaram plantada no altar e ela jurou nunca mais amar um homem. O que ela não sabia era que, atrás dos muros do convento, a esperava algo bem diferente.
«Normalmente agora você teria de se ajoelhar e esperar em silêncio», ela me disse enquanto ajustava a coleira. Eu não sabia que seria eu a terminar mandando.
Ficamos na fila dos toboáguas a manhã toda, mas foi na água, com a mão dela escorregando pela minha cintura, que entendi o que ela realmente queria de mim.
Ela veio esperar minha mãe e ficou no batente me olhando dormir. Eu não sabia que naquela tarde deixaria de ser a garota que nunca tinha ficado com uma mulher.
Era seu primeiro coven e ela era a mais jovem do círculo. Todas queriam tocá-la, mas ela só buscava a loira que a encarava do outro lado da fogueira.
Ela trancou a porta e guardou a chave no bolso. — A partir de agora você faz o que eu mandar — sussurrou, e uma parte de mim, cansada de decidir, quis obedecer.
Acabei de me mudar e não conhecia ninguém. Bruna foi a primeira a falar comigo; nunca imaginei que ela e a companheira tinham um plano para mim naquela noite.
Eram duas da madrugada, a garrafa estava quase vazia e ela continuava rindo no meu sofá. Eu soube que aquele era o momento que tanto tinha esperado.
Chegamos à casa da nossa tia para fazer companhia a ela no fim de semana. Nessa noite, as três na mesma cama, ela nos fez uma pergunta que mudou tudo: sabíamos guardar um segredo?
«Calma, se deixa levar», ela me disse na porta, e eu soube que naquela noite ia aprender algo que nenhum homem jamais tinha me mostrado.
Apoiei os pés no colo dela sem pensar, como tantas outras noites. Mas dessa vez Daniela me olhou de outro jeito, e eu soube que não havia mais volta.
Eu tinha quarenta e tantos, marido e dois filhos, e nunca tinha olhado para outra mulher. Naquela noite, encostada no balcão de um pub, tudo o que eu achava saber sobre mim desmoronou.