A mãe da minha colega me escolheu naquela noite
Eu ouvi sem querer. Nessa terça-feira à tarde eu estava alongando junto à parede da academia, com os fones pendurados no pescoço e a cabeça em outro lugar, quando ouvi a voz de Valeria a menos de três metros. Ela falava com a amiga Gabriela perto dos vestiários, em voz baixa, mas não tão baixa quanto pensava. Consegui ouvir cada palavra.
Ela falava de mim.
Disse que fazia semanas que reparava em mim, que algo na minha maneira de me mover pela academia tinha chamado sua atenção desde o primeiro dia. Que tinha pensamentos que não devia ter. A amiga respondeu alguma coisa que eu não escutei direito, e Valeria riu de um jeito que me atingiu direto no peito. Peguei a bolsa, fui para os vestiários e fiquei embaixo da água fria por cinco minutos tentando organizar os pensamentos.
Valeria tinha talvez quarenta anos, embora os levasse muito bem. Era a mãe de Andrea, minha colega do último ano. A gente se cruzava na academia duas ou três vezes por semana e o cumprimento nunca tinha passado de um sorriso e um aceno com a cabeça. Era só isso. Mas agora aquilo tinha mudado de repente, e eu não sabia o que fazer com essa mudança.
Naquela semana faltuei ao instituto. Inventei que estava gripado, mas a verdade era que eu não conseguia me concentrar em mais nada. Tinha dezoito anos e nenhuma experiência real. A ideia de uma mulher daquela ter me notado me deixava completamente fora de mim, e quanto mais tempo passava, mais difícil era tirar aquela imagem da cabeça. Eu me masturbava pensando nela toda noite, três, quatro vezes por dia, gozando sobre a barriga enquanto imaginava a boca, os peitos, a buceta dela.
***
A mensagem chegou no sábado à tarde.
Era de uma conta do Instagram que eu não reconheci de início. Só um texto direto, sem rodeios:
— Oi. Me custou bastante te encontrar, mas aqui estou. Esse é o meu número, caso você queira me escrever. Sou a Valeria.
Fiquei imóvel diante do telefone por um bom tempo. Esperei quinze minutos antes de responder, embora na verdade eu tenha escrito a resposta em menos de um minuto.
— Oi, Valeria. Que surpresa. Eu estava com muita vontade de falar com você desde aquela tarde na academia.
— Finalmente coloco um nome em você, Marcos. Fiz perguntas para a Andrea para chegar até você. Espero que não se incomode.
— Que tipo de perguntas?
— Perguntei se algum garoto da turma dela lhe interessava. Ela me mostrou fotos no celular e você era um deles. A partir daí não foi difícil.
Afundei na cadeira. Andrea me atraía desde o primeiro mês de aula: era inteligente, direta, uma das poucas pessoas que conseguem fazer qualquer conversa parecer interessante. A ideia de ela ter citado meu nome à mãe quando a mãe perguntou sobre garotos me revirou por dentro. Mas agora eu estava falando com Valeria, e essa conversa ia numa direção que me provocava uma mistura estranha de culpa e excitação que eu não sabia muito bem como lidar.
— E à mãe? — escrevi, sem pensar muito.
Houve uma pausa. Mais de um minuto. Depois a mensagem chegou.
— À mãe também. E bastante. Faz semanas que fico molhada pensando em você, Marcos. Em como deve ser o seu pau. Em como você me comeria se eu deixasse.
Meu coração disparou. Fiquei duro na hora, lendo aquilo. Não respondi por um bom tempo. Ela preencheu o silêncio.
— Hoje à noite a Andrea vai sair com as amigas e só volta amanhã. Se você não tiver planos, podia passar aqui em casa. E descobrir.
Li quatro vezes. Cinco. Depois li mais uma vez.
— Que horas?
— Por volta das nove. Me escreve quando estiver na porta.
— Estarei aí.
***
Nessa tarde tomei banho duas vezes e troquei de roupa três. Às sete, quando eu estava calçando os sapatos, chegou uma mensagem de Andrea.
— Marcos, você passou a semana inteira sem aparecer na aula. Hoje saímos para jantar em grupo e depois beber alguma coisa. Vai colar?
Fechei a mensagem e fiquei olhando para a parede por um instante.
— Hoje à noite não posso, tenho jantar em casa. Semana que vem a gente se encontra e eu te conto, prometo.
— Que pena, eu queria te ver.
Se ela soubesse que eu ia foder a mãe dela naquela mesma noite.
Saí às oito e meia. A noite estava fria e eu ia com as mãos nos bolsos, repassando mentalmente tudo o que podia dar errado. Eram coisas demais para contar. Cheguei à rua onde ela morava com dez minutos de antecedência e caminhei devagar até ver a casa. As persianas estavam fechadas e havia luz acesa ao fundo. A rua estava tranquila. Respirei fundo algumas vezes e escrevi a mensagem.
— Já estou na porta.
A resposta veio de imediato.
— Tem um vaso grande à esquerda da entrada. As chaves estão embaixo. Abra com cuidado e venha direto para o fundo do corredor. Sem fazer barulho.
Encontrei as chaves onde ela disse. Girei a fechadura devagar, empurrei a porta com suavidade e entrei. O corredor estava meio escuro. Cheirava a alguma coisa que eu não soube identificar, algo quente, que não era exatamente perfume. Ao fundo se via um filete de luz por baixo de uma porta fechada.
Caminhei sem fazer barulho. Parei um instante diante da porta, empurrei com dois dedos e entrei.
***
Não esperava o que encontrei.
Valeria estava de pé no centro do quarto, completamente nua. Sobre a cama, de barriga para cima, havia um homem com os pulsos amarrados à cabeceira por uma corda preta. Ele tinha os olhos cobertos por uma venda de tecido escuro e a cabeça ligeiramente virada, como se tentasse se orientar só pelo ouvido. Não precisei que ninguém me explicasse nada: era o marido dela, Ernesto. Ele também estava nu, com o pau duro contra a barriga, brilhando na ponta.
— Já voltou? — perguntou ele em voz baixa, sem se mexer.
— Me dá um segundo — disse Valeria, sem tirar os olhos de mim.
Ela atravessou o quarto em minha direção com passos lentos e silenciosos. Vê-la assim, em carne e osso e a um metro de mim, era diferente de tudo o que eu tinha imaginado naquela semana. As pernas longas e firmes, a cintura fina, a barriga lisa, o cabelo castanho solto sobre os ombros. Os mamilos escuros e duros, apontando para cima. Entre as coxas, a buceta depilada, com os lábios levemente inchados e brilhando de tão molhada que já estava. Não havia nenhuma artificialidade no corpo dela nem na maneira como se movia. Era direta e segura e completamente consciente do efeito que causava. Ela me segurou pelo braço e me levou para dentro do quarto com suavidade, mas sem hesitar.
Olhei rapidamente para o marido: amarrado, vendado, quieto, esperando. Depois olhei para ela. Não consegui fazer outra coisa.
Ela se aproximou e me beijou sem preâmbulos, com uma mão na minha nuca e a outra espalmada no meu peito. Respondi como pude. Coloquei as mãos em sua cintura e a puxei mais para perto. Ela cheirava bem, a alguma coisa limpa com algo mais denso por baixo, um cheiro de mulher quente que me deixou duro na hora. Eu a beijei mais devagar quando ela desacelerou o ritmo, e ela deixou. A língua dela entrava na minha boca sem pudor, lambia meus lábios, mordia de leve e voltava a entrar.
Minhas mãos começaram a explorar com mais confiança. Encontrei a curva dos quadris, a firmeza das costas, a textura macia da pele. Desci as mãos até agarrar sua bunda e ela soltou um pequeno gemido contra minha boca. Apertei forte, com as duas mãos, e ela empurrou os quadris contra os meus para que eu sentisse o quanto estava quente. Subi uma mão e agarrei um seio. O mamilo ficou ainda mais duro entre meus dedos. Belisquei e ela respirou fundo.
— Isso — sussurrou —. Assim.
Ela me deixava fazer, mas comandava o ritmo. Eu não perdia de vista que o marido estava a três metros de distância, na cama, mas era difícil pensar nisso com clareza. Era difícil pensar em qualquer coisa.
De repente ela se afastou. Ajoelhou-se diante de mim e abriu meu cinto com uma eficiência que me deixou sem palavras. Baixou minha calça e minha cueca até os tornozelos com um único puxão. O pau saltou duro diante do rosto dela. Ela olhou por um segundo, sorriu e lambeu os lábios.
— Que surpresa — murmurou —. O seu é lindo.
E, sem pausa, enfiou tudo na boca.
Nunca tinham me tocado assim na vida. Eu não tinha qualquer ponto de referência para o que estava sentindo.
Não havia nada de tímido na maneira como ela fazia. Era direta, intensa, totalmente concentrada. Engolia até o fundo, sem deixar nada de fora, até eu sentir a ponta do meu pau batendo na garganta dela. Depois saia devagar, lambendo cada centímetro por baixo, e voltava a descer. Uma vez atrás da outra. Com uma mão ela pegava meus ovos, passava pela palma, pesava enquanto continuava me chupando. A outra usava para me masturbar na base quando tirava a boca. Eu tive de encostar as costas na parede para não perder o equilíbrio. Tentei respirar de forma regular, o que se mostrou bem difícil. Minhas mãos tremiam levemente.
Ela tirou o pau da boca por um momento, deixou apoiado na própria bochecha e me olhou de baixo com os olhos semicerrados.
— Você gosta de como eu chupo seu pau? — sussurrou.
— Sim — consegui dizer.
— Me fala. Me diz como a mãe da sua amiga chupa seu pau.
— Você chupa pra caralho — disse com a voz quebrada.
Ela sorriu e enfiou de novo, desta vez mais devagar, me olhando nos olhos o tempo todo. Um pouco de saliva escapou pelo canto da boca e escorreu pelo queixo até os peitos. A imagem me atingiu com força. Quando senti que não ia aguentar muito mais, coloquei a mão em seu ombro para avisá-la. Ela parou sozinha, ergueu os olhos para mim com uma expressão calma que eu não soube ler de todo e sorriu.
— Ainda não — sussurrou —. Quero mais tempo.
***
Ela se levantou, foi até a cama e subiu em cima do marido. Acomodou os quadris sobre o rosto dele com a precisão de quem sabe exatamente o que faz.
— Quero que você faça com a língua — disse em voz baixa —. Vá com calma.
Ernesto obedeceu sem responder. Colocou a língua para fora e a enfiou entre os lábios dela, procurando o clitóris. Eu via tudo de onde estava: a língua entrando e saindo da buceta de Valeria, ela mexendo os quadris por cima, se esfregando contra a boca do marido sem qualquer vergonha. Valeria fechou os olhos por um instante, depois abriu e me procurou na penumbra. Estendeu o braço para mim e fez um gesto com a mão para que eu me aproximasse.
Fui até a cama. Ela segurou meu pau sem parar de se mover suavemente sobre a língua de Ernesto. Começou a me masturbar no ritmo dos próprios quadris, apertando forte, deslizando a mão de cima para baixo. Eu estava em pé ao lado do colchão, olhando uma cena que eu não conseguia acreditar que estava vivendo. O pau do marido estava duro contra a barriga dele, ignorado, enquanto a mulher chupava a boca dele e me masturbava ao mesmo tempo. Era a coisa mais estranha e mais excitante dos meus dezoito anos, e isso cobria tudo.
— Chupa meus peitos — me disse, com a voz já alterada —. Vem aqui.
Inclinei-me sobre ela e peguei um mamilo com a boca. Lambi primeiro, depois mordi bem de leve e depois chupei forte. Ela arqueou as costas. Fiz o mesmo com o outro seio. Sentia o tremor atravessando o corpo inteiro dela. Ernesto continuava trabalhando-a com a língua embaixo, alheio ao que acontecia em cima.
Valeria começou a se mexer com mais ritmo. Os quadris marcavam um compasso que ia acelerando, lento no começo e depois mais urgente. Com uma mão ela se apoiava no peito do marido e com a outra não largava meu pau, apertando-o mais forte à medida que o próprio prazer subia. A única fonte de luz no quarto era um abajur pequeno sobre a mesinha, e naquela penumbra tudo tinha um peso diferente.
— Vou gozar — sussurrou, quase para si mesma —. Ah, vou, vou, vou.
Ela chegou ao fim com o corpo tenso e a boca cerrada, sem emitir quase nenhum som. Só um longo suspiro contido que escapou entre os dentes, e um tremor que percorreu as coxas apertadas contra as bochechas de Ernesto. Ficou quieta por alguns segundos. O único som era a respiração dos três. Ela apertava meu pau tão forte que quase doía, e eu gostava.
— Que bem que você faz isso — murmurou, com os olhos ainda fechados, para ele.
Desceu da cama devagar. Ainda brilhava por dentro das coxas. Levou-me até a parede mais distante da cama, empurrou-me suavemente para trás até eu sentir o frio da pintura nas costas e se ajoelhou pela segunda vez.
Dessa vez foi diferente. Sem a urgência do começo, sem o ritmo acelerado de antes. Primeiro lambeu a ponta, brincando com a língua em volta da glande, saboreando a gota de líquido que havia se acumulado ali. Depois desceu pela veia de baixo, lambendo tudo até os ovos. Colocou os ovos na boca um depois do outro, chupando-os de leve enquanto continuava me masturbando com a mão. Voltou a subir, desta vez engolindo o pau inteiro de uma vez, até o fundo.
Ela levou o tempo que quis. Eu me apoiei na parede, fechei os olhos e parei de tentar controlar qualquer coisa. Ela ditava o ritmo, subindo e descendo, apertando os lábios quando saía, relaxando a garganta quando entrava. Eu sentia ela engolir com o pau dentro. Sentia ela respirar pelo nariz para não se separar. Toda vez que tirava a boca me dava um beijo rápido na ponta e voltava a descer.
— Vou gozar — avisei, com a voz quebrada —. Não aguento mais.
Quando eu já não consegui segurar mais, coloquei a mão em seu ombro para avisá-la de novo. Ela não parou. Acelerou. Começou a se mover mais rápido, chupando com mais força, a língua trabalhando por baixo, a mão na base me masturbando no ritmo da boca. Gozei tudo dentro. Um jato longo, depois outro, depois mais outro, direto na garganta dela. Minhas pernas tremeram. Ela ficou onde estava até o fim, com o pau dentro, engolindo tudo. Depois tirou devagar, sem deixar cair uma gota, me olhou nos olhos por um instante e engoliu de novo sem desviar o olhar. Abriu a boca para me mostrar que estava vazia. Foi a imagem mais inesperada de toda a noite. Depois me deu um beijo rápido no canto da boca e se levantou.
— Se veste — disse ao meu ouvido, em voz muito baixa —. E obrigada.
Virou-se para a cama sem esperar resposta.
— Já estou aqui, querido — disse ao marido —. Te fiz esperar demais.
— Demais — confirmou ele, com impaciência na voz.
Fechei o cinto em silêncio enquanto Valeria subia em cima de Ernesto. Vi ela beijá-lo, deixando-o provar na boca o que tinha acabado de fazer comigo. Depois a vi segurar o pau dele, posicioná-lo na entrada da buceta e descer de uma vez até o fundo. Ernesto gemeu pela primeira vez em toda a noite. Ela começou a se mover por cima, cavalgando-o com a mesma calma com que havia feito todo o resto. Antes de sair, toquei seu ombro rapidamente, um gesto que não significava nada concreto, mas que eu precisava fazer. Ela respondeu com uma leve pressão dos dedos sobre minha mão, sem virar a cabeça, sem deixar de se mover sobre o marido. Depois atravessei o quarto e fechei a porta sem fazer barulho.
***
No corredor, encostei na parede com os olhos fechados por um momento. Minhas pernas ainda não respondiam direito. Respirei fundo várias vezes, depois abri a porta da entrada com cuidado, deixei as chaves no vaso onde as havia encontrado e saí para a rua.
O frio me atingiu no rosto de uma vez. Fui devagar para casa, com as mãos nos bolsos, repassando em ordem tudo o que tinha acontecido na última hora. A voz de Valeria na academia, sem saber que eu estava ouvindo. A mensagem no Instagram. A surpresa no quarto. O marido amarrado e vendado a três metros enquanto ela decidia como usar a noite. A boca dela me engolindo até a última gota.
Era uma história que eu não ia conseguir contar a ninguém.
Nunca teria imaginado que minha primeira vez seria assim. Mas enquanto eu andava pelas ruas vazias, com o frio batendo no rosto e as ideias ainda embaralhadas, a única coisa em que eu pensava era que queria uma segunda. E que da próxima vez eu pediria para comer ela inteira.