A senhora que largou meu chefe me esperava com seu amante
Já fazia vários anos que eu vivia entre a poeira da madeira e o cheiro de verniz da madeireira de seu Aurelio. Entrei ali muito jovem, quase sem saber distinguir um parafuso de um prego, e com o tempo me tornei sua mão direita. O velho me ensinou o ofício com paciência, me tratou quase como um filho, e por isso eu me sentia um miserável toda vez que a mulher dele, Mariela, cruzava a porta do local.
Mariela era uma mulher imponente de quase cinquenta anos, daquelas que não precisam mais provar nada a ninguém e sabem disso muito bem. Tinha a segurança que só os anos bem vividos dão. Aparecia com uns jeans que pareciam pintados no corpo, marcando aquele cu redondo e pesado que me fazia engolir em seco, e uns peitos grandes que se mexiam sob a blusa toda vez que ela se abaixava. Eu baixava a cabeça, fingindo contar parafusos no balcão para que o volume que se armava na minha calça de trabalho não ficasse evidente.
Quando ela largou tudo por outro homem e deixou seu Aurelio destroçado, ficou gravada em mim uma ideia absurda: se aquela mulher tinha sido capaz de abandonar tudo por alguém com a energia intacta, talvez eu também tivesse minha chance. Essa diferença de idade me martelava a cabeça nas horas mortas da oficina, e mais de uma vez terminei trancado no banheiro dos fundos, com a mão na pica, pensando na boca dela, no cu dela, em como seria meter até o fundo enquanto ela me olhava com aqueles olhos de mulher madura.
Essa obsessão acabou me arrastando para as redes sociais. Abri uma conta anônima e comecei a seguir perfis de casais liberais da minha região. Postava fotos do pescoço para baixo, mostrando o abdômen que o trabalho tinha desenhado em mim, e às vezes o volume da pica marcada sob a cueca, mas nunca mostrava o rosto por medo de algum vizinho me reconhecer.
Uma noite, um casal me escreveu. Depois de algumas mensagens, aceitei mudar para outro aplicativo e, quando a primeira imagem carregou, quase tive um treco. O casal era Mariela e o homem por quem ela tinha deixado meu chefe. Juntando toda a coragem que eu tinha, mandei uma foto do meu rosto. A resposta veio na hora.
—Você é o Damián? O que trabalha na madeireira do meu ex-marido? — escreveu ela —. Não acredito. Quem te visse tão caladinho carregando tábuas, e olha a surpresa que você escondia debaixo do uniforme. Me manda uma foto dessa pica, quero ver inteira.
Obedeci na hora. Baixei a calça, dei uma sacudida para ela ficar completamente dura e mandei a foto. A resposta foi uma gargalhada escrita e um áudio dele rindo, dizendo que iam me partir ao meio. Ficamos falando os três até de madrugada, ela me mandando fotos dos peitos caídos, mas enormes, do cu depilado aberto com dois dedos, e ele me mandando um vídeo curto em que a comia por trás enquanto ela gemia meu nome. Marcamos para o dia seguinte. Não preguei o olho. Na oficina, eu sentia que seu Aurelio lia meus pensamentos, mas eu só conseguia pensar na mulher que vinha me tirando o sono há anos e em como eu ia meter nela.
***
Às quatro da tarde, eu estava parado em frente ao motel da saída norte. Caminhar por aquele corredor foi uma tortura; eu sentia o pulso latejando nas têmporas a cada passo em direção à porta do quarto nove. Bati e foi ele quem abriu. Estava impecável, com uma camisa cara e uma cerveja gelada na mão. Me olhou de cima a baixo como quem inspeciona uma ferramenta nova.
— Entra, Damián. Não fica aí parado igual porteiro — soltou, num tom debochado.
Entrei, e o barulho seco da porta se fechando me fez estremecer. Então a porta do banheiro se abriu e ela saiu. Mariela. Quando a vi, a boca secou na hora. Ela usava um robe de seda escura que mal a cobria, com o decote aberto até o umbigo, deixando ver a curva pesada dos peitos, e o aroma do perfume misturado com a umidade do banheiro me deixou pregado no chão. Meu pau endureceu instantaneamente, esticando o tecido da calça.
Eu ia dar um passo em direção a ela, mas ele colocou o braço no meu peito e tomou um longo gole da cerveja.
— Calma aí — disse, com voz tranquila —. Sei que você vem com pressa, mas aqui ninguém entra no atropelo. Mariela não é qualquer uma. É minha mulher, e hoje você só manda no que eu disser.
Ele me encarou fixo.
— Escuta bem, Damián. Você já esteve com um casal? — neguei com a cabeça —. Pois presta atenção: aqui quem está no volante sou eu. Você é o motor. Se eu disser para parar, você para. Se eu disser para foder até quebrar, você fode. Tem que olhar pra ela, adorá-la, comer o cu dela, enfiar a pica onde ela pedir, mas sempre atento ao que eu disser. Vai dar conta ou não?
Mariela soltou uma risadinha baixa, se aproximou e passou a mão por cima do tecido da minha calça, apertando a pica que já marcava de um lado ao outro.
— Olhem isso — sussurrou, apertando mais forte e medindo meu volume por cima da roupa —. O menino da madeireira quer mostrar que é homem de verdade. E que pica ele carrega debaixo do uniforme. Me dá água na boca.
— Bom, chega de conversa — disse ele entre risos —. Tira a calça, Damián. Fica aí no meio, que Mariela quer te dar o aval de perto.
Não precisei ouvir duas vezes. Desabotoei o cinto com as mãos trêmulas de adrenalina e terminei de me despir, sentindo o ar frio do quarto nas pernas e a pica dura apontando para o teto, pulsando sozinha. Com meu metro e oitenta e o corpo firme que o trabalho tinha moldado, me senti um animal exposto sob aqueles dois olhares.
Mariela caminhou até mim, me examinou de cima a baixo, parou na pica dura, escorrendo um fio transparente na ponta, e soltou um suspiro que terminou de me incendiar.
— Meu Deus. Eu sabia que você tinha potencial, mas essa pica é outra coisa. Que desperdício te fazer carregar tábua, querido. Isso devia ser carregado como troféu.
Ela se ajoelhou diante de mim, sem se importar com o chão frio. O rosto dela ficou na altura da minha barriga e senti a respiração quente roçando minha pele. Abriu o robe e os peitos ficaram soltos, pesados, com os mamilos escuros já duros como pedrinhas. Ele também se aproximou, ficou atrás dela e apoiou uma mão no ombro da mulher, enquanto com a outra ainda segurava a cerveja.
— Olha, Damián. Olha a ex-mulher do seu chefe se ajoelhando por você. Mas não se mexe. Fica quieto e deixa ela brincar.
Mariela envolveu minha pica com a mão e começou a movimentá-la devagar, me olhando de baixo com aqueles olhos de mulher que sabe exatamente o que está fazendo, lambendo os lábios. Passou a língua pelos meus ovos primeiro, sem pressa, chupando um e depois o outro, enquanto continuava batendo punheta em mim. O contato me arrancou um gemido que não consegui controlar. Depois subiu a língua pela veia grossa da pica, lambendo tudo de baixo para cima como se fosse sorvete, até chegar à glande e dar um beijo úmido na ponta que me fez fechar os olhos.
— Não chama de menino, que isso aí já é um homem feito — respondeu ele, dando outro gole na garrafa —. Mariela, dá uma provada de verdade nele. Quero ver como fica sua boca nessa pica.
Ela não precisou de mais nada. Me engoliu de uma vez, até o fundo, até eu sentir a garganta dela apertando minha glande, com os olhos marejados, mas cravados no meu rosto. O som molhado e o vácuo que ela fazia quando me tirava e me engolia de novo estavam me deixando louco. A ponta batia na úvula dela e ela não afrouxava, engolindo a minha pica uma e outra vez, com a baba escorrendo pelo canto da boca até cair nos peitos. Com uma mão, apertava meus ovos e, com a outra, se acariciava o cu, abrindo os lábios enquanto me chupava. Ele soltou uma gargalhada ao me ver sem ar e terminou o último gole.
— Porra, Mariela, você vai engolir tudo — disse, limpando a boca com o dorso da mão —. O garoto tem madeira, literalmente. Tira um pouco, cospe em cima, quero ver brilhar.
Mariela a tirou com um ploc obsceno, juntou saliva na boca e cuspiu na minha pica inteira, espalhando com a mão de cima a baixo até me deixar encharcado. Depois voltou a me chupar, dessa vez mais devagar, enchendo as bochechas, sugando com força, e me olhou de baixo com um sorriso safado em volta da glande.
***
Ela caminhou até a poltrona em frente à cama, se jogou ali com toda a calma do mundo, abriu a calça e tirou a pica para fora, começando a acariciá-la enquanto nos olhava. Apontou para mim com a garrafa vazia.
— Damián, senta na beirada da cama. Mariela, toda sua. Faz o que quiser com ele, chupa como você sabe, mas quero ver daqui.
Ela me empurrou suavemente até a borda do colchão. Sentei com as pernas abertas, a pica apontando para o teto, me sentindo rei e prisioneiro ao mesmo tempo. Se acomodou entre minhas pernas, afastou o cabelo do rosto, cravou as unhas nas minhas coxas e me olhou com uma malícia que me fez tremer.
— Agora essa pica é minha — disse, e se atirou sobre mim.
Ela me fez um boquete daqueles que só uma mulher com anos de experiência sabe fazer. Ia até o fundo, enfiava minha pica na garganta, aguentava alguns segundos engasgando com ela e voltava a subir deixando um fio de saliva pendurado. Depois lambia meus ovos, metia um por um na boca e voltava a me engolir inteiro. Eu olhava para a poltrona, onde ele batia punheta devagar observando a cena como num cinema particular, vendo a mulher dele devorar o garoto que anos antes ajeitava as tábuas para ela. Dois fios de baba escorriam pelo queixo dele, ele os limpava com o dorso da mão e colocava de novo na boca, chupando os dedos.
— Mariela… vou gozar se você continuar assim — consegui rosnar, jogando a cabeça para trás e agarrando os lençóis com força.
— Aguenta, garoto — respondeu ele da poltrona —. Nem pense em gozar ainda. Essa carga é para o cu dela.
Ela me soltou com um som úmido e subiu pelo meu corpo como uma gata, arrastando meus mamilos duros pelo peito, com a minha pica pingando saliva presa entre nossos ventres. Segurou meu rosto com as duas mãos e me deu um beijo fundo, selvagem, enfiando a língua até a garganta, misturando a saliva dela com a minha, enquanto soltava gemidos que vinham do peito.
— Me morde, Damián. Chupa meus peitos com força, não tenha medo, aperta meus mamilos, faz o que quiser comigo — ordenou no meu ouvido, com a voz quebrada.
Obedeci. Mordi o pescoço dela, deixando uma marca, e desci até os peitos, chupando com fome, com os seios enchendo minha boca. Apertei um com a mão enquanto puxava o mamilo do outro com os dentes, e ela arqueava as costas e se agarrava aos meus ombros, cravando as unhas em mim. O contraste da minha pele firme contra as curvas maduras dela era demais.
De repente ela se afastou, se virou, ficou de quatro diante do meu rosto e ergueu as coxas largas que eu sempre quis segurar. Ali estava: o cu aberto, o xoxota inchado, brilhante, escorrendo pelo interior das coxas, e o buraquinho do cu aparecendo para mim também.
— Lambê meu cu até eu não aguentar mais. E não esquece do cuzinho — soltou, jogando a cabeça para trás para vê-lo se tocar da poltrona.
Não esperei instruções. Segurei os quadris dela, afastei as nádegas com os polegares, enfiei o rosto e comecei a comer aquele cu com uma desesperação que vinha das entranhas. Lambia os grandes lábios, chupava o clitóris com os lábios como se fosse um docinho, enfiava a língua até o fundo da buceta e sentia ela apertar. Depois subia e passava a língua no cu, dando voltas em volta, enfiando a ponta até arrancar um grito dela. Mariela gritava, batendo no colchão com os punhos, sacudindo o rosto dela contra a própria virilha enquanto eu não dava trégua.
— Assim! Mais forte! Enfia a língua no meu cu, filho da puta! — gritou, enquanto ele, da poltrona, acelerava o ritmo da mão na própria pica.
Enfiei dois dedos na buceta dela enquanto continuava chupando o cu. Encurvei-os para cima, procurando aquele ponto que a fazia tremer, e senti como ela se apertava em volta dos meus dedos, como a buceta dela escorria sobre a minha palma. Ela se contorcia, sacudia os quadris contra o meu rosto, e eu engolia tudo o que saía dela.
***
Ela estava fora de si, e eu ia me jogar sobre ela, mas ela colocou uma mão no meu peito para me parar e, sem deixar de ofegar, olhou para a poltrona.
— Amor… — disse, com a voz entrecortada —. Prepara a pica dele. Quero dentro agora.
Ele não disse uma palavra. Levantou-se com uma lentidão calculada, com a pica para fora da calça, dura e vermelha, aproximou-se com uma caixa de preservativos e me preparou ele mesmo, devagar, desenrolando a camisinha sobre a minha pica com as mãos grandes enquanto ela nos observava com as pernas abertas e dois dedos enfiados no cu. Sentir o homem de Mariela segurando minha pica e me vestindo com a camisinha fez meu coração subir para a garganta.
— Aguenta, fera. Agora sim, faz o seu. Arrebenta — sussurrou, dando um passo para trás sem parar de tocar a própria pica.
Não aguentei mais. Me deitei sobre ela, que me envolveu a cintura com as pernas, guiou minha glande até o cu dela e, com um único empurrão, me enterrei até o fundo. O grito que ela soltou me encheu os ouvidos; estava apertada, ardente, escorrendo. Comecei a meter com tudo, tirando quase toda a minha pica e enfiando de novo de uma vez, sentindo minha barriga bater na dela, os ovos me golpeando o cu a cada estocada. O som de carne batendo em carne enchia o quarto, misturado aos gemidos guturais dela e à boca aberta pedindo mais.
— Isso, Damián! Fode ela! Mete forte até o fundo! — rugia ele, acelerando a mão na própria pica, a centímetros de nós, vendo minha vara entrar e sair do cu da mulher dele, encharcado de lubrificante.
O ritmo ficou frenético. Segurei uma perna dela, ergui até colocar sobre meu ombro e entrei ainda mais fundo, sentindo ela arranhar meu fundo. Mariela já não era a mulher refinada que entrava na oficina; era pura fome, com a boca aberta e baba nos cantos, pedindo mudanças aos gritos, apertando meu pau a cada investida.
— Sobe, Mariela! Monta nessa pica e manda você! — ordenou ele.
Ela me empurrou os ombros para eu me deitar e montou em mim. Com uma mão, segurou minha pica, acomodou-a na entrada do cu dela e sentou de uma vez, me engolindo inteiro com um gemido longo. Vê-la lá em cima, dominando o ritmo, com os peitos quicando no rosto, o cabelo grudado na testa pelo suor e a boca aberta, foi uma imagem de loucura. Ela cavalgava com força, subindo e descendo, esfregando o clitóris no meu osso, jogando a cabeça para trás e gritando de prazer enquanto eu a segurava pela cintura e investia por baixo para me encontrar com ela a cada descida.
Sem avisar, ele se colocou diante do rosto dela com a pica apontando para a boca, e ela o atendeu enquanto continuava se movendo sobre mim. Engoliu a pica dele até o fundo, engasgando com ela, enquanto eu, de baixo, continuava a socá-la. Ele segurou a cabeça dela com as duas mãos e começou a movimentar o rosto dela na própria vara, fodendo a boca dela no mesmo ritmo em que ela me fodía. Eu, embaixo, sentindo o cu dela apertar a cada engasgo, e ela entregue aos dois ao mesmo tempo, com uma pica no cu e outra na garganta: a cena me fez perder a cabeça.
Senti o fim vindo. Cravei os dedos nas coxas dela, a empurrei para baixo com força para me enterrar até o fundo e soltei um rosnado surdo enquanto me descarregava dentro da camisinha com uma pressão violenta, sem ar, com os músculos tensos e a visão turva. Senti ela apertar o cu como um punho ao redor da pica enquanto eu me esvaziava. Mariela soltou a pica dele com um puxão de baba e caiu sobre meu peito, encharcada de suor, me dando um beijo longo com a boca ainda cheia do gosto do marido. Mas não ficou parada.
— Mexe, Damián — sussurrou, com os olhos brilhando e um sorriso satisfeito —. Não acabamos nem de longe.
***
Ela se deitou no meio da cama, abrindo as pernas até deixar o cu escancarado, inchado e vermelho do que ele tinha dado, e apontou para o marido.
— Agora você, meu amor. Termina o que ele começou, arrebenta esse cu — e depois me olhou —. Você fica aí, não se mexe. Quero que veja como meu homem faz isso comigo. Quero que aprenda.
Me afastei um pouco, apoiado num cotovelo sobre o travesseiro, a centímetros dos dois, com a minha pica ainda dura e pingando de novo. Ele se posicionou entre as pernas dela, tirou o resto da roupa, segurou as coxas dela com as mãos grandes, passou a glande pelos lábios do cu para lambuzá-la com o fluxo e se enterrou nela com uma estocada seca que fez a cama ranger. Vê-lo dando nela bem ao meu lado foi uma imagem que não vou apagar da cabeça; a pica dele entrava e saía brilhante, o cu de Mariela se abria para engoli-lo inteiro, e ela gritava diferente, mais fundo, com aqueles gemidos roucos que escapam das mulheres que passam anos fodendo com o mesmo homem e sabem exatamente o que esperar. Ela cravava as unhas nas costas dele, deixava marcas vermelhas e mordia o ombro toda vez que ele entrava com força.
Eu assistia, na primeira fila, à possessão da mulher que desejei durante anos. Ela virou o rosto para mim, procurou minha boca e me beijou enquanto ele continuava a metê-la, misturando os gemidos dela dentro da minha boca. Depois segurou minha pica com a mão e começou a me masturbar no ritmo das estocadas que o marido dela lhe dava.
Antes que ele pudesse terminar, ela o deteve com a mão no peito, ofegante, e se virou para mim com uma fome que quase me deu medo. Segurou minha pica de novo e, com seus dedos rápidos e experientes, levou-a à boca e me engoliu inteira outra vez, sugando forte, me deixando duro como pedra em segundos. Ele se aproximou por trás, pronto para o assalto final.
— Não tão rápido, fera — disse ele, pegando outro preservativo na mesinha —. Tem que prepará-la de novo, que agora vem o bom. Os dois ao mesmo tempo.
Quando tudo ficou pronto, ele a levantou pela cintura como se ela não pesasse nada e a acomodou sobre mim, de frente. O gemido que ela soltou ao sentir minha pica entrar de novo nela foi profundo, longo, mas foi cortado em seco quando ele, posicionado atrás dela, abriu as nádegas com as duas mãos, cuspiu no furinho, passou a glande lambuzando de saliva e, com um empurrão firme, se encaixou por trás. O grito de Mariela foi ensurdecedor. Ela arqueou o corpo como um arco tenso, as mãos buscando meus peitorais para se segurar, a boca aberta sem conseguir emitir som durante alguns segundos, completamente tomada pelos dois ao mesmo tempo.
— Damián, sente como aperta! Tá sentindo minha pica do outro lado, filho da puta? — rugia ele, marcando um ritmo animal, entrando e saindo do cu enquanto eu a socava por baixo no cuzinho.
Nos coordenamos sem falar. Quando eu saía, ele entrava. Quando ele saía, eu a cravava até o fundo. Ela não passava de um corpo trêmulo entre nós, com os peitos pendendo contra meu rosto, a boca aberta gemendo obscenidades que eu nem entendia, o suor caindo do cabelo sobre meu peito. Chupei um mamilo enquanto a dupla investida continuava, e ela soltou um grito abafado. Sentia a pica dele através da fina parede que nos separava dentro de Mariela, e era uma sensação selvagem, como se eu estivesse fodendo os dois ao mesmo tempo.
De repente, o corpo dela ficou rígido, os músculos apertaram minha pica com uma força incrível, o cu se fechou ao redor da vara como se quisesse arrancá-la de mim, e ela começou a tremer da cabeça aos pés.
— Estou gozando, amor! Estou gozando com os dois! Não parem, não parem, filhos da puta! — gritou, chegando a um orgasmo daqueles que deixam sem ar, com o corpo sacudindo entre nós como se tivesse levado choque.
Ao vê-la se romper assim, com o fluxo escorrendo nas nossas duas picas, perdemos o controle. Ele acelerou por trás, rosnando como uma besta, dando estocadas curtas e rápidas no cu enquanto eu metia com tudo por baixo, buscando o fundo do cu. A cama rangeu, a cabeceira bateu na parede. Soltei um rugido surdo e me descarreguei com uma pressão brutal dentro da camisinha, enquanto me arqueava na cama e ela se deixava cair sobre meu peito, sem forças, ainda tremendo. Quase ao mesmo tempo, ele soltou um grito, se enterrou pela última vez no cu até as bolas, e ficou imóvel, vibrando de prazer, com as mãos cravadas nas coxas da mulher.
Foram segundos de puro silêncio, interrompidos apenas pela nossa respiração ofegante e pelo gotejar do suor caindo sobre os lençóis. Ele se retirou devagar, a pica saindo brilhante do cu, e caiu para o lado, exausto, com a camisinha ainda no lugar. Mariela, sem forças nem para falar, se jogou sobre mim e escondeu o rosto no meu pescoço, com o cu e a buceta escorrendo entre minhas pernas. Passei um braço em volta dela, sentindo o coração dela bater descontrolado contra minhas costelas.
***
Mais tarde, entramos os três na água quente da banheira de hidromassagem que havia num canto do quarto. O contraste do calor com o cansaço dos músculos foi uma bênção. Mariela se acomodou entre minhas pernas, apoiando as costas no meu peito, com os peitos flutuando na água, e ele nos passou três cervejas bem geladas da pequena geladeira.
— Saúde, Damián — disse, brindando com a garrafa —. Você se comportou como um grande. Nem todo mundo aguenta o ritmo da Mariela nem a penetração dupla de primeira.
Ela soltou uma risada, jogando a cabeça para trás para me olhar, e debaixo d’água procurou minha pica, segurando-a com a mão sem nenhuma vergonha.
— É que na madeireira o treinaram bem para aguentar peso — brincou, apertando de leve —. Mas falando sério, Damián, você me surpreendeu. Essa pica já me viciou.
— Amanhã, quando você ver o velho, vai se lembrar disso e vai rir sozinho — acrescentou ele —. Mas discrição total. O que acontece no motel fica no motel.
Mariela se virou na água, ficando de frente para mim, com os peitos molhados roçando meu peito, e baixou a voz.
— Seu Aurelio não precisa saber de nada. Mas eu quero saber quando você tem a próxima tarde livre. Porque isso não vai ficar por aqui.
***
Aquela tarde no motel foi só o começo. O que começou como curiosidade se transformou em um costume a três. Mariela me procurava na saída da oficina, e ele, longe de se incomodar, passava a gostar cada vez mais de organizar tudo. Com o tempo, criou-se entre nós uma cumplicidade estranha, sem nervosismo, feita de pura confiança e desejo compartilhado.
A coisa parou de repente quando Mariela recebeu o diagnóstico de uma doença séria. Então decidimos cortar pela raiz para que eles pudessem viver a vida em paz. Por sorte, ela se recuperou totalmente, mas nunca mais nos vimos em um quarto de motel.
A chama, no entanto, já estava acesa. Aqueles meses me deixaram com fome de mais, e desde então eu não parei quieto: mergulhei de vez naquele mundo de casais liberais, levando comigo tudo o que aquela mulher e o homem dela me ensinaram numa tarde qualquer, quando eu ainda era apenas o garoto que contava parafusos atrás de um balcão.





