Meu ex-marido não imaginou no que eu havia me transformado
Há uma versão de mim que meu ex-marido nunca conheceu. A mulher com quem ele foi casado por doze anos não sabia pedir o que queria, ficava quieta no escuro e esperava ele terminar. Essa mulher desapareceu no dia em que Andrés fez as malas e foi embora com Claudia, sua nova parceira, sem olhar para trás. O que veio depois me custou descobrir, mas, quando descobri, não houve mais volta.
Então, quando me veio a ideia, eu já a saboreava antes mesmo de executá-la. Liguei para ele numa terça-feira à tarde e disse que ele tinha deixado uma de suas camisetas favoritas em casa. Era mentira, claro. Não restava nada dele entre estas paredes havia meses, mas ele não sabia disso.
— Passa aqui para pegar quando sair do trabalho — eu disse com uma calma que não sentia —. E fica para jantar; eu te devo pelas inconveniências.
Ele aceitou rápido demais. Vai ser mais fácil do que eu pensei.
Cuidei de cada detalhe. Escolhi um conjunto de lingerie rosa que me caía como uma segunda pele e, por cima, um vestido azul-escuro que terminava um palmo acima do joelho e tinha um decote que não deixava muita coisa para a imaginação. Me olhei no espelho e sorri. A senhora insegura da qual ele tinha se cansado já não estava ali.
O jantar transcorreu entre risos e vinho. Falamos de coisas antigas, de pessoas que já não víamos, e o tempo todo notei como os olhos dele desciam até meu decote e voltavam a subir, fingindo que não faziam isso. Cada vez que eu o pegava no flagra, desviava o olhar devagar, dando-lhe permissão sem dizer uma palavra.
Quando recolhemos os pratos, nos sentamos no sofá. Ele passeou os olhos pela sala.
— Você quase não mudou nada na casa — comentou —. Está tudo igual ao que era quando fui embora.
Me aproximei, deixei meu joelho roçar o dele e baixei a voz até quase virar um sussurro.
— Quem mudou foi você. Dá para ver que Claudia cuida bem de você. Está mais bonito do que nunca.
Segurei o olhar dele um segundo a mais e então encurtei a distância. O beijo foi longo, profundo, daqueles que dávamos no começo de tudo, quando ainda não conhecíamos os defeitos um do outro. Quando me afastei, acariciei seu rosto.
— Fica tranquilo — eu disse —. Isso vai ficar entre nós. Claudia não precisa saber.
Segurei sua mão e o levei até o quarto. Lá tirei o vestido sem pressa e fiquei diante dele de lingerie, deixando que visse tudo o que tinha perdido. Vi ele engolir em seco, com o pau já marcando duro contra a calça.
— Uau — murmurou —. Nem tudo ficou igual. Você aprendeu a se vestir.
— A Claudia também usa uma calcinha dessas? — perguntei, virando devagar para que ele visse minha bunda apertada na tanga rosa —. Com o corpo que ela tem, deve ficar melhor nela do que em mim.
— Você está incrível — disse com a voz rouca —. E eu não quero pensar nela agora.
— Tudo bem. Mas então você vai ter que fazer em mim coisas que não fazia quando éramos casados. Eu já não sou sua mulher. Hoje sou uma daquelas vadias com quem você transava enquanto continuava comigo. — Joguei-me na cama e abri as pernas, deixando que ele visse como o tecido da tanga já estava grudado de molhado em mim —. Começa por aí. Chupa minha boceta como você chupa a delas.
Ele não fez cerimônia. Deslizou a tanga até tirá-la pelos tornozelos e se ajoelhou entre minhas coxas. Antes mesmo de me tocar, ficou me olhando um segundo, e eu abri mais as pernas para ele perceber bem o que tinha na frente: os lábios inchados, brilhantes, se abrindo sozinhos de vontade. Então abaixou a cabeça e a língua me encontrou de golpe, plana e larga, subindo de baixo até o clitóris num lambida longa que me arqueou as costas. Tive de morder o lábio para não gritar. Não se parecia em nada com o que eu lembrava; aquele filho da puta tinha aprendido, e aprendido bem.
— Por que você não fazia isso quando morávamos juntos? — arfei, agarrando-me ao lençol.
Ele não respondeu. Chupou, lambeu e sugou cada centímetro com uma paciência nova, fechando os lábios em volta do clitóris e puxando de leve até escapar de mim um gemido sujo. Enfiou dois dedos em mim, procurando aquele ponto lá dentro, e continuou me chupando enquanto os curvava uma e outra vez. Agarrei sua cabeça e empurrei sua cara com mais força contra minha boceta, me esfregando contra a boca dele sem vergonha nenhuma.
— Continua assim, filho da puta, continua assim que eu vou gozar na sua cara — soltei, e ele rosnou contra minha carne, acelerando a língua.
O prazer me arrancou do corpo numa sacudida longa. Gozei contra a boca dele sem me conter, apertando sua cabeça entre as coxas, sentindo-o engolir tudo, sentindo-o continuar lambendo enquanto eu tremia e encharcava seu queixo.
Mas eu não tinha planejado aquilo para ficar parada recebendo. Enquanto ele continuava vestido da cintura para baixo, com a boca brilhando da minha gozada, eu me ergui, o empurrei suavemente e me ajoelhei diante dele. Abri o zíper da calça, baixei junto com a cueca e deixei que caíssem no chão. O pau saiu duro, grosso, com uma gota espessa já na ponta. Segurei pela base, trouxe até o rosto e passei a língua por baixo, dos testículos até a glande, olhando nos olhos dele o tempo todo.
— Raquel… — começou a dizer, usando um velho apelido carinhoso, mas eu o calei enfiando tudo de uma vez na boca, até sentir bater na garganta.
Comecei devagar, deixando-o bem molhado de saliva, deixando um fio escorrer até os ovos para deixá-los também escorregadios. Fechei a mão livre em volta da base e a movi no mesmo ritmo da boca, apertando e girando o punho cada vez que subia. Chupei forte, sugando com as bochechas encovadas, e então tirei tudo para lamber-lhe os testículos um por um enquanto continuava masturbando-o.
— Onde foi que você aprendeu a fazer isso? — perguntou depois de um momento, com a respiração entrecortada e as pernas já começando a tremer.
Interrompi só o suficiente para responder, com o pau apoiado contra minha bochecha.
— Você me largou dizendo que eu não sabia chupar direito. Eu não queria que isso acontecesse de novo com ninguém. Então me dediquei a praticar. Com muitas. E com muitos.
— Pois conseguiu — gemeu —. Caralho, você faz isso maravilhosamente.
Voltei a engoli-lo até o fundo e desta vez não soltei. Entrei e saí num ritmo bruto, deixando a garganta fazer aquele som úmido que eu sabia que deixava os homens loucos. A baba escorria pelo meu queixo e eu não liguei. Agarrei seus ovos com a outra mão e apertei de leve, e aí o ouvi perder o controle aos poucos, aqueles gemidos guturais que em doze anos de casamento eu nunca tinha arrancado dele. Não aguentou muito mais. Senti o corpo inteiro se tensionar e o pau inchar dentro da minha boca antes de descarregar. Quando terminou, jorro após jorro quente contra meu palato, engoli tudo sem tirá-lo de dentro, aproveitando até a última gota, e olhei para ele de baixo, com os lábios brilhando, satisfeita ao ver em sua cara a mistura de prazer e culpa.
Demorou a reagir. Depois, como se algo se acendesse dentro dele, me empurrou de novo para a cama e deslizou os dedos dentro de mim enquanto me perguntava ao ouvido quantos homens eu tinha conhecido desde que ele foi embora, se maiores ou menores, se melhores que ele.
— Teve de tudo — eu disse, me contorcendo sob a mão dele, enquanto ele entrava e saía com três dedos de uma vez —. E ultimamente tem um que me dá mais prazer do que você jamais me deu. Ele tem um pau mais grosso e me fode como você nunca soube.
Não era totalmente verdade, mas ver a cara dele mudar com a ideia de ter concorrência valeu a mentira. Os dedos dele se moveram com mais raiva dentro de mim, vasculhando fundo, enquanto com a outra mão apertava um seio e beliscava meu mamilo sem nenhuma delicadeza. Ele baixou a cabeça, mordeu, chupou com força, e os dedos continuavam martelando minha boceta como se ele quisesse provar alguma coisa. Me levou a outro orgasmo que me deixou tremendo, encharcando a mão dele, encharcando o lençol sob mim.
— Quando éramos casados você não era tão quente assim — disse, quase com ressentimento, tirando os dedos e chupando-os diante de mim —. Acho que já está na hora de eu te foder de verdade.
— Tudo bem — respondi —. Mas não como quando éramos um casamento chato. Me fode como você fode a Claudia. Ou pior.
Ele abriu bem minhas pernas, agarrou o pau e o esfregou nos lábios da boceta algumas vezes antes de me penetrar. Entrou de uma vez, até o fundo, e soltei um gemido gutural que lhe arrancou um sorriso. Levantei um pé e apoiei em seu ombro, e ele começou a se mover com uma intensidade que eu não conhecia, com investidas fundas que faziam os ovos baterem na minha bunda. A ideia de competir com um fantasma o tinha acendido. A cama rangia, a cabeceira batia na parede, e eu me deixei levar por um tempo, acariciando os seios, beliscando os mamilos para ele, até decidir lembrá-lo de quem mandava naquela noite.
— Vamos trocar. Quero ficar por cima. Quero cavalgar você até deixar seco.
Ele pareceu surpreso, mas se deitou de costas. Sentei sobre ele, cavalgando, agarrei o pau e o conduzi para dentro de mim eu mesma, descendo devagar até me empalar inteira. Marquei o ritmo, lento primeiro, balançando os quadris em círculos para ele sentir cada canto da minha boceta apertando-o, depois implacável, subindo e descendo de uma vez, me jogando com todo o peso até que os ovos dele batessem na minha bunda. Agarrei seus pulsos e cravei as mãos dele nos meus seios, obrigando-o a apertá-los, olhando nos olhos dele enquanto se desfazia sob mim.
— Olha bem para mim — soltei, sem parar o ritmo —. Olha para a mulher que você deixou. Olha como eu te uso.
— Caralho, Raquel, caralho…
— Vira de costas — pediu no fim, com a voz partida —. Quero terminar de outro jeito. Quero provar seu cu.
Fiquei de quatro sobre o colchão, oferecendo o quadril alto e a cara contra o travesseiro. Ele se ergueu atrás de mim e senti como ele se lambia de desejo ao ver a vista. Cuspiu entre minhas nádegas, espalhou a saliva com o polegar e enfiou o dedo devagar, girando, me alargando. Depois cuspiu de novo, lambuzou o pau e o apoiou contra aquele buraquinho por onde, quando casados, nunca tínhamos ousado. Pressionou devagar, e devagar foi entrando, ganhando terreno centímetro a centímetro até sentir os quadris dele colados à minha bunda. Aquilo o deixou ainda mais puto de tesão; senti pela forma como se agarrou às minhas nádegas e as separou com os polegares para ver entrar e sair.
— Que apertado, caralho, que apertado você está — rosnou —. Com a Claudia jamais… jamais me deixou.
— Então aproveita — arfei contra o travesseiro —. Fode minha bunda direito, filho da puta, me dá tudo.
Ele começou a me arrombar, cada vez mais forte, cada vez mais rápido. Baixei uma mão e esfreguei o clitóris no ritmo dos golpes dele. O prazer me alcançou rápido; gozei com o pau cravado no cu, gritando contra o travesseiro, apertando-o por dentro. Ele resistiu um pouco mais até sacar de repente, colocar o pau na minha lombar e descarregar ali, um jato longo e quente que escorreu pela minha coxa. Desabou ao meu lado, exausto, com o pau ainda brilhando de saliva e sêmen.
Adormecemos. De manhã, acordei com a mão dele me procurando outra vez entre as pernas. Insaciável. Os dedos já estavam dentro de mim, movendo-se com aquela intimidade que ele havia recuperado numa só noite. Deixei-me acariciar até o corpo pedir mais, e então me virei, encontrei-o já duro sob o lençol, peguei-o de novo com a boca e o despertei por completo com uma chupada lenta e funda, brincando com a ponta contra o palato.
— Caralho — murmurou entre os dentes, com as mãos no meu cabelo —. Se você tivesse me chupado assim quando éramos casados, eu nunca teria ido embora.
Fizemos de novo, primeiro de lado, com ele atrás de mim, erguendo uma perna e me penetrando assim, me fodendo devagar e fundo enquanto lambia minha nuca e apertava um seio. Depois me colocou de costas e subiu em cima, e me arrombou como se quisesse reclamar um território que já não era dele, com as veias do pescoço saltadas, mordendo meus mamilos, sussurrando safadezas no meu ouvido. Terminou dentro desta vez, com um gemido rouco, e ficou quieto sobre mim por um bom tempo antes de sair. Quando saiu, senti sua gozada escorrendo entre minhas coxas.
Levantei e preparei o café da manhã. Foi então, com o café na mão, que ele soltou a pergunta que eu esperava.
— Você acha que deveríamos tentar de novo?
Olhei para ele e senti algo parecido com liberdade. Não o rancor que eu teria um ano antes, mas uma calma absoluta.
— Nem pensar — eu disse, sorrindo —. Para que ficar com um só prato quando agora posso escolher o cardápio inteiro?
Ele foi embora sem insistir, com aquela cara de homem que entende tarde demais o que deixou escapar. Fechei a porta e respirei fundo. Não foi vingança, foi justiça.
***
Mas essa não foi minha única história daquela semana. Dois dias depois, um curto-circuito apagou a luminária do quarto. Chamei Gonzalo, um vizinho do andar, que tinha jeito para essas coisas. Ele veio na hora e em dez minutos já tinha consertado.
— Você não me deve nada — disse quando lhe ofereci pagar —. Era bobagem.
Mas, enquanto dizia isso, os olhos dele não estavam na luminária. Estavam no meu decote e nas minhas coxas, me percorrendo com uma descarada que ele achava estar disfarçando. Gonzalo não era o homem mais atraente do prédio, mas eu já tinha aprendido que o desejo de alguém por mim valia mais do que qualquer rosto bonito. E a ideia de cobrar o favor de outra maneira me pareceu tentadora demais para deixar passar.
Aproximei-me, peguei seu rosto entre as mãos e o beijei. Ele congelou por um segundo, sem acreditar, antes de responder com uma urgência contida por meses. Senti o pau endurecer na hora contra meu quadril.
— Se você não contar nada para a Patricia — eu disse, me referindo à mulher dele —, posso te pagar de outra forma.
Desabotoei a blusa devagar e deixei à mostra um sutiã roxo que mal segurava meus peitos. Ele me fez sentar no sofá, se abaixou e voltou a me beijar enquanto baixava as taças do sutiã e tirava meus seios para fora. Levou-os à boca um depois do outro, chupando meus mamilos com fome, dando lambidas ansiosas, como se passasse anos imaginando aquilo.
— Você tem uns seios lindos — murmurou contra meu pescoço, apertando-os com as duas mãos —. Caralho, são um escândalo.
— A Patricia também tem seios grandes — eu disse, só para ouvir a resposta.
— Mas os seus são outra coisa. Esses peitos são um pecado.
Da onde eu estava, foi fácil baixar a calça dele. O pau saltou para fora, mais grosso do que eu imaginara pelo aspecto dele, vermelho de sangue acumulado. Agarrei-o, olhei por um segundo com um sorriso e o enfiei na boca sem cerimônia. Comecei a chupá-lo com vontade, subindo e descendo a cabeça, deixando a baba escorrer pelo meu queixo até os seios. Lambia a glande em círculos, tirava-o para cuspir em cima e voltar a masturbá-lo com a mão bem molhada, e então o engolia de novo até o fundo. Ele me olhava de cima com a boca aberta, sem acreditar que a vizinha com quem cruzava no elevador estava chupando seu pau no sofá da casa dele.
— Espera — arfa, agarrando meu cabelo para me parar —. Agora é minha vez. Deixa eu te devolver.
Tirei a tanga e ele me reclinou no sofá. Ajoelhou-se no tapete, puxou-me pelos quadris até a beirada e abriu minhas pernas de par em par. Enterrou a cara entre minhas coxas e aconteceu que ele fazia aquilo melhor do que sua aparência prometia. Chupou meu clitóris com os lábios fechados em volta dele, puxando de leve, enquanto me enfiava dois dedos e os curvava à procura do ponto certo. Quando encontrou, apertou ali e não soltou mais. Lambia, chupava e bombeava os dedos até escapar de mim um jato de prazer contra sua boca. Gozei com um gemido longo, agarrando sua cabeça, esfregando minha boceta na cara dele sem pudor. Quando ele se ergueu, tinha o queixo brilhando e um sorriso novo. Buscou minha boca e me fez provar meu próprio gosto na língua dele.
— Você não imagina quantas vezes sonhei com isso — confessou —. Eu te cruzava no hall e te desejava. Mais de uma vez pensei em você enquanto estava fodendo a Patricia. Fechava os olhos e era em você que eu imaginava.
— Então para de sonhar — eu respondi, puxando-o para mim —. Eu te quero dentro. Agora.
Pedi que ele se sentasse no sofá e me posicionei por cima, cavalgando. Agarrei o pau, esfreguei-o nos lábios da boceta para molhá-lo bem e desci devagar, sentindo-me abrir, sentindo-me preencher. Soltei o ar quando o senti inteiro dentro. Comecei a me mover com uma agilidade que o surpreendeu; apesar de ser um pouco cheinha, eu sabia exatamente como cavalgar um homem para que ele não pensasse em mais nada. Os seios quicavam na cara dele e ele os capturava com a boca, chupando desesperado, enquanto cravava os dedos nas minhas coxas para me ajudar a subir e descer.
— Faz séculos que eu não gozo assim — disse, agarrando meus quadris —. Com a Patricia tudo é sempre igual, sempre no escuro, sempre a mesma coisa. Nunca ela monta em mim, nunca me chupa como você.
— Pois aproveita, safado, aproveita — soltei, apertando a boceta em volta do pau dele no ritmo das minhas investidas.
Ele não aguentou meu ritmo por muito tempo. Senti o corpo ficar duro como pedra e as pernas dele se tensionarem sob mim. Ele me avisou, e eu desci justamente a tempo, me ajoelhei no chão diante dele e terminei o serviço com a mão e a boca. Ele descarregou parte na minha boca e parte sobre meu peito, jatos grossos que escorreram entre meus seios. Fui me lavar, e quando voltei o encontrei pronto de novo, com o pau já se reerguendo, como se o corpo dele tivesse ressuscitado.
— Que resistência — eu disse, sorrindo.
— É por você. Com você eu fico duro só de olhar.
Me sentei de novo sobre ele, desta vez de costas. Agarrei o pau por trás, o posicionei e me deixei cair. Marquei um compasso mais lento e mais fundo, apoiando as mãos nos joelhos dele para ter alavanca, deixando-me ver por inteira enquanto subia e descia, com a boceta esticada ao redor dele. Peguei uma das mãos dele e a levei ao clitóris para que ele me esfregasse enquanto eu cavalgava.
— Adoraria fazer isso com minha mulher — murmurou no meu ouvido, mordendo meu lóbulo —, mas ela jamais me permitiria. É uma amarga. E você, caralho, você é uma deusa.
A sinceridade triste daquilo quase me fez rir. Acelerei o ritmo, apertando-o por dentro a cada descida. Quando sentiu que eu estava chegando, ele me avisou. Desci, me virei, ajoelhei diante dele e coloquei-o na boca outra vez, chupando rápido e com a mão acompanhando. Ele terminou assim, parte na minha boca, parte sobre minha pele, sobre os seios e o pescoço. Ficou me olhando como quem não entende como foi parar ali, com o pau ainda tremendo entre meus lábios.
Descansamos um pouco, conversando sobre bobagens, e então ele perguntou, com a timidez de quem pede o impossível:
— Você faz também por trás? Pelo cu, quero dizer. Com a Patricia faz anos que não.
— Se é o que você quer — respondi.
Levantei e o levei para o quarto. Fiquei de quatro sobre a cama, com a bunda bem alta e exposta para ele, e o ouvi rosnar atrás de mim ao ver a vista. Ele veio por trás e acariciou minhas nádegas, separando-as com as mãos. Abaixou-se e passou a língua no meu buraco, molhando bem, e depois cuspiu por cima. Lambuzou o pau e o apoiou contra meu anel.
— Devagar no começo, que é grosso — eu disse por cima do ombro.
Ele empurrou devagar e senti como foi se abrindo caminho, como o anel cedia e a glande dele entrava inteira. Uma ardência pequena e depois o prazer. Foi enfiando centímetro por centímetro até sentir as coxas dele contra as minhas.
— Quando eu te via andando pelo corredor, eu me perguntava como seria isso — disse, com a voz trêmula —. A realidade superou o que eu imaginava. Que bunda, caralho, que bunda você tem.
Eu estava acostumada a esse tipo de visita, então não houve dor, só um prazer que foi crescendo a cada investida. Ele começou devagar, aproveitando a estreiteza, e foi acelerando aos poucos até acabar me comendo num ritmo bruto, puxando meu cabelo, jogando minha cabeça para trás. Baixei a mão e esfreguei o clitóris com dois dedos enquanto ele me abria o cu. Durante um bom tempo não se ouviu outra coisa além da nossa respiração pesada, os quadris dele batendo contra minhas nádegas e aquele som sujo do pau entrando e saindo. Gozei antes dele, tremendo por inteiro, apertando-o por dentro, molhando os dedos. Ele me seguiu pouco depois, segurando-me com força pelos quadris, descarregando dentro com um rosnado longo. Senti cada pulsação do seu pau esvaziando-se no meu cu.
Ele se vestiu em silêncio, ainda atordoado, com as mãos desajeitadas nos botões. Na porta, virou-se com um sorriso sem jeito.
— Se qualquer coisa quebrar, não hesite em me chamar. Qualquer coisa. A luz, a torneira, o que for.
— Vou levar em conta — respondi, e fechei a porta.
Fiquei sozinha na sala, com uma taça de vinho e a certeza tranquila de que essa mulher em que me tornei não ia pedir permissão a ninguém nunca mais. Andrés foi embora achando que me deixava quebrada. O que ele realmente fez foi me soltar. E eu, enfim, tinha aprendido a desfrutar disso.
***
Mas essa não foi a minha única história daquela semana. Dois dias depois, um curto-circuito deixou morta a luminária do quarto. Chamei Gonzalo, um vizinho do andar, que tinha jeito para esse tipo de coisa. Ele veio na hora e em dez minutos já tinha consertado.
— Você não me deve nada — disse quando lhe ofereci pagar —. Era uma besteira.
Mas, enquanto dizia isso, os olhos dele não estavam na luminária. Estavam no meu decote e nas minhas coxas, me percorrendo com uma ousadia que ele achava estar disfarçando. Gonzalo não era o homem mais bonito do prédio, mas eu já tinha aprendido que o desejo de alguém por mim valia mais do que qualquer rosto bonito. E a ideia de cobrar o favor de outro jeito me pareceu tentadora demais para deixar passar.
Aproximei-me, peguei o rosto dele entre as mãos e o beijei. Ele ficou paralisado por um segundo, sem acreditar, antes de responder com uma urgência contida por meses. Senti o pau endurecer na hora contra meu quadril.
— Se você não contar nada para Patricia — eu disse, referindo-me à mulher dele —, posso te pagar de outro jeito.
Desabotoei a blusa devagar e deixei à mostra um sutiã roxo que mal sustentava meus seios. Ele me fez sentar no sofá, se abaixou e voltou a me beijar enquanto abaixava as taças do sutiã e me tirava os peitos para fora. Levou-os à boca um depois do outro, chupando meus mamilos com fome, dando lambidas ansiosas, como se tivesse passado anos imaginando aquilo.
— Você tem uns seios lindos — murmurou contra meu pescoço, apertando-os com as duas mãos —. Caralho, estão um escândalo.
— A Patricia também tem peitos grandes — eu disse, só para ouvir a resposta.
— Mas os seus são outra coisa. Esses seios são um pecado.
De onde eu estava, foi fácil baixar a calça dele. O pau saltou para fora, mais grosso do que eu teria imaginado pelo corpo dele, vermelho de sangue acumulado. Agarrei-o, olhei por um segundo com um sorriso e o levei à boca sem cerimônia. Comecei a chupá-lo com vontade, subindo e descendo a cabeça, deixando a baba escorrer pelo meu queixo até os seios. Lambi a glande em círculos, tirei-o para cuspir por cima e voltar a masturbá-lo com a mão bem molhada, e então o engoli outra vez até o fundo. Ele me olhava de cima, de boca aberta, sem acreditar que a vizinha com quem cruzava no elevador estivesse chupando seu pau no sofá da casa dele.
— Espera — arfou, agarrando meu cabelo para me parar —. Agora é minha vez. Deixa eu te devolver.
Tirei a tanga e ele me reclinou no sofá. Ajoelhou-se no tapete, puxou-me pelos quadris até a beirada e abriu minhas pernas de par em par. Enterrou o rosto entre minhas coxas e, no fim das contas, fazia isso melhor do que sua aparência prometia. Chupou meu clitóris com os lábios fechados em volta dele, puxando de leve, enquanto me enfiava dois dedos e os curvava à procura do ponto certo. Quando encontrou, apertou ali e não soltou mais. Lambia, chupava e bombeava os dedos até escapar de mim um jato de prazer contra sua boca. Gozei com um gemido longo, agarrando sua cabeça, esfregando minha boceta na cara dele sem pudor. Quando ele se ergueu, tinha o queixo brilhando e um sorriso novo. Buscou minha boca e me fez provar meu próprio gosto na língua dele.
— Você não imagina quantas vezes sonhei com isso — confessou —. Eu te encontrava no hall e te desejava. Mais de uma vez pensei em você enquanto estava fodendo a Patricia. Fechava os olhos e era você que eu imaginava.
— Então para de sonhar — eu respondi, puxando-o para mim —. Eu te quero dentro. Agora.
Pedi que ele se sentasse no sofá e me coloquei por cima, cavalgando. Agarrei o pau, esfreguei-o nos lábios da boceta para molhá-lo bem e desci devagar, sentindo-me abrir, sentindo-o me preencher. Soltei o ar quando o senti inteiro dentro. Comecei a me mover com uma agilidade que o surpreendeu; apesar de ser um pouco cheinha, eu sabia exatamente como cavalgar um homem para ele não pensar em mais nada. Meus seios quicavam na cara dele e ele os capturava com a boca, chupando desesperado, enquanto cravava os dedos nas minhas coxas para me ajudar a subir e descer.
— Faz séculos que eu não aproveito assim — disse, agarrando meus quadris —. Com a Patricia tudo é sempre igual, sempre no escuro, sempre a mesma coisa. Nunca ela monta em mim, nunca me chupa como você.
— Então aproveita, safado, aproveita — soltei, apertando a boceta ao redor do pau dele no ritmo das minhas investidas.
Ele não aguentou meu ritmo por muito tempo. Senti-o ficar duro como pedra e as pernas dele se tensionarem sob mim. Ele me avisou, e eu desci justamente a tempo, me ajoelhei no chão diante dele e terminei o serviço com a mão e a boca. Ele descarregou parte na minha boca e parte sobre meu peito, jatos grossos que escorreram entre meus seios. Fui me lavar, e ao voltar o encontrei pronto de novo, com o pau já reagindo, como se o corpo dele tivesse ressuscitado.
— Que resistência — eu disse, sorrindo.
— É por você. Com você eu fico duro só de olhar.
Sentei de novo sobre ele, desta vez de costas. Agarrei o pau por trás, o posicionei e me deixei cair. Marquei um compasso mais lento e mais fundo, apoiando as mãos nos joelhos dele para ter alavanca, deixando-me ver por inteira enquanto subia e descia, com a boceta esticada ao redor dele. Peguei uma das mãos dele e a levei ao clitóris para que ele me esfregasse enquanto eu cavalgava.
— Adoraria fazer isso com minha mulher — murmurou no meu ouvido, mordendo meu lóbulo —, mas ela nunca me permitiria. É uma amarga. E você, caralho, você é uma deusa.
A sinceridade triste daquilo quase me fez rir. Acelerei o ritmo, apertando-o por dentro a cada descida. Quando sentiu que eu estava perto, ele me avisou. Desci, me virei, me ajoelhei diante dele e coloquei-o na boca outra vez, chupando rápido e com a mão acompanhando. Ele terminou assim, parte na minha boca, parte sobre minha pele, sobre os seios e o pescoço. Ficou me olhando como quem não entende como foi parar ali, com o pau ainda tremendo entre meus lábios.
Descansamos um pouco, conversando sobre nada, e então ele perguntou, com a timidez de quem pede um impossível:
— Você faz isso também por trás? Pelo cu, quero dizer. Com a Patricia faz anos que não.
— Se é o que você quer — respondi.
Levantei e o levei ao quarto. Fiquei de quatro sobre a cama, com a bunda bem alta e à mostra para ele, e o ouvi rosnar atrás de mim ao ver a vista. Ele se pôs atrás e acariciou minhas nádegas, separando-as com as mãos. Abaixou-se e passou a língua no meu buraco, molhando-o bem, e depois cuspiu por cima. Lambuzou o pau e o apoiou contra meu anel.
— Devagar no começo, que é grosso — eu disse por cima do ombro.
Ele empurrou devagar e senti como foi se abrindo caminho, como o anel cedia e a glande dele entrava inteira. Uma pequena ardência e depois o prazer. Foi enfiando centímetro por centímetro até sentir as coxas dele contra as minhas.
— Quando eu te via andando pelo corredor, me perguntava como seria isso — disse, com a voz trêmula —. A realidade superou o que eu imaginava. Que bunda, caralho, que bunda você tem.
Eu estava acostumada a esse tipo de visita, então não houve dor, só um prazer que foi crescendo a cada investida. Ele começou devagar, aproveitando a estreiteza, e foi acelerando aos poucos até acabar me comendo num ritmo bruto, agarrando meu cabelo, puxando minha cabeça para trás. Baixei a mão e esfreguei o clitóris com dois dedos enquanto ele me abria o cu. Durante um bom tempo não se ouviu outra coisa além da nossa respiração pesada, os quadris dele batendo contra minhas nádegas e aquele som sujo do pau entrando e saindo. Gozei antes dele, tremendo por inteiro, apertando-o por dentro, molhando os dedos. Ele me seguiu pouco depois, segurando-me com força pelos quadris, descarregando dentro com um rosnado longo. Senti cada pulsação do seu pau esvaziando-se no meu cu.
Ele se vestiu em silêncio, ainda atordoado, com as mãos desajeitadas nos botões. Na porta, virou-se com um sorriso sem jeito.
— Se qualquer coisa quebrar, não hesite em me chamar. Qualquer coisa. A luz, a torneira, o que for.
— Vou levar em conta — respondi, e fechei a porta.
Fiquei sozinha na sala, com uma taça de vinho e a certeza tranquila de que essa mulher em que me tornei não ia pedir permissão a ninguém nunca mais. Andrés foi embora achando que me deixava quebrada. O que ele realmente fez foi me soltar. E eu, enfim, tinha aprendido a desfrutar disso.





