O que duas mulheres fizeram diante da câmera
Diante da câmera, a sexóloga prometeu uma simples aula de anatomia. Mas, quando a apresentadora enfiou a mão sob a calcinha dela, as duas souberam que não havia volta.
Diante da câmera, a sexóloga prometeu uma simples aula de anatomia. Mas, quando a apresentadora enfiou a mão sob a calcinha dela, as duas souberam que não havia volta.
Ela aceitou a sessão em busca de fotos elegantes para o perfil. Não esperava que essa câmera antiga fosse despir muito mais do que o corpo.
Quando entrei no carro dela naquela sexta-feira, soube que já não íamos falar do meu futuro. Havia outra coisa entre nós, e as duas passávamos semanas fingindo que não.
Bastou que ela inclinasse a cabeça em direção à porta do fundo para que eu deixasse minha taça no balcão e a seguisse sem pensar duas vezes.
Oito anos de carreira e nenhum paciente tinha me olhado assim. Naquela tarde ela subiu os pés no sofá, sustentou meu olhar e tudo o que eu achava firme começou a tremer.
Quando Renata abriu a porta do quarto com o arnês vestido e perguntou se havia lugar para mais uma, eu soube que aquele Natal nenhuma de nós ia esquecer.
Abri o baú sem saber que dentro me esperava o segredo de outra mulher: sua lingerie, seu diário e a prova de que ela também amou quem não devia.
Ela marcou uma depilação de rotina antes das férias. O que não esperava era a forma como aquela mulher a olharia ao fechar a porta do privativo.
Quando ela se sentou no balcão e sorriu para mim, achei que dividiríamos apenas um gole. Não imaginei que, horas depois, estaria nua, esperando sua próxima ordem.
Eu só servia as bebidas. Ela me olhava do outro lado do balcão como se já soubesse, antes de mim, como aquela noite ia terminar.
Quando cheguei ao bar, minha esposa já não estava sozinha: uma desconhecida acariciava sua cintura, e tudo o que eu não queria era que parassem.
Seis anos fingindo que nada acontecia cada vez que se tocavam. Naquela noite, com a cidade dormindo, nenhuma quis continuar fingindo.
Senti a mão dela subir pela minha coxa no meio da multidão do metrô e, embora eu não pudesse me mexer um centímetro, não quis que ela parasse.
Quando ela tirou a blusa diante da janela aberta, eu soube que não ia parar, mesmo com meio bairro olhando. E eu também não queria que parasse.
Acreditei que estava sozinha corrigindo meus textos, até a mão dela pousar sobre minha perna e eu entender que o intervalo ia durar muito mais do que o previsto.
A luz mal entrava pela persiana, ela ainda dormia e eu só pensava em uma coisa: me perder entre suas pernas antes que ela abrisse os olhos.
Escrevo isto sabendo que você vai ler, embora finja que não. E sabendo também a forma exata como seu corpo respondia quando achava que ninguém estava olhando.
Dois corpos brilhando de óleo, um círculo de homens olhando e uma pergunta sem resposta: iam brigar pela atenção ou dividi-la como cúmplices?
Sou tímida com quase todo mundo, menos com meu marido. Por isso me surpreendi tanto ao desejar aquela desconhecida que se sentou na minha frente, como se me esperasse havia meses.
No banheiro me esperava um nécessaire com um bilhete: «vista tudo e ligue». A partir desse instante deixei de decidir sobre o meu próprio corpo.