O preço do aluguel se paga com a bunda
Ela já estava vinte dias atrasada e mantinha o mesmo sorriso de superioridade. Naquela noite, entendeu que na minha casa o aluguel também podia ser pago de outro jeito.
Ela já estava vinte dias atrasada e mantinha o mesmo sorriso de superioridade. Naquela noite, entendeu que na minha casa o aluguel também podia ser pago de outro jeito.
Quando ela enfiou a mão sob a minha mesa, eu soube que naquela manhã não resolveria uma só incidência. Só conseguia pensar nela e no que acabara de me deixar.
Voltei para casa às seis da manhã com o perfume dela grudado no corpo e as nádegas ainda vermelhas. Minha esposa me esperava acordada, sorrindo, sem desconfiar de nada.
Diante do espelho, com a luz baixa e a música suave, descobri que a melhor companhia daquela noite era a minha: minhas mãos, meu vibrador e uma vontade que não parava de crescer.
Baixei as persianas, desliguei o celular e, pela primeira vez, não parei para pensar no que era certo. Só segui o que meu corpo me pedia havia semanas.
Vi suas pernas cruzarem o palco e soube que não aguentaria o dia inteiro. O desejo me levou até a última porta do banheiro, sozinha com minha própria urgência.
Tirei a roupa por causa do calor, fechei os olhos e, de repente, ela estava ali, com sua lingerie preta, sentando sobre mim na minha cama vazia.
Imagino uma mulher parecida comigo: a mesma pele macia, a mesma boca. Nos acariciamos devagar até não haver mais volta e eu finalmente realizo o que sonhei sozinha por tantas noites.
Elas se conheciam desde a adolescência e se desejavam em silêncio. Quando ambas se casaram com homens que lhes davam liberdade, deixaram de se esconder.
Ela sempre se sentava no fundo, intocável, até um beijo na bochecha abrir uma fenda na sua couraça. Jamais imaginei que a mais reservada da sala acabaria tremendo nos meus braços.