A madura que apareceu no meu hall depois das uvas
Ela me disse que, se eu quisesse o cu dela, teria de merecer. O que eu não esperava era que aparecesse no meu prédio na noite de Ano-Novo, com uma maleta e uma ordem.
Ela me disse que, se eu quisesse o cu dela, teria de merecer. O que eu não esperava era que aparecesse no meu prédio na noite de Ano-Novo, com uma maleta e uma ordem.
Naquela tarde de abril saí sem sutiã e com uma tanga mínima. Eu não sabia que meu marido ia parar diante do posto abandonado para me fazer aquilo.
“Nem um pio”, ela o avisou antes de se ajoelhar sobre os azulejos frios. O filho dela ainda estava lá em cima e a água do chuveiro não abafava tudo.
Saí da piscina de roupa íntima e senti que ela me olhava. Já não era o filho da amiga: era um homem, e ela sabia exatamente o que queria de mim.
Carmen achava que conhecia cada canto da própria casa, até Marisol se sentar diante dela e começar a contar, em voz baixa, tudo o que tinha feito enquanto ela não estava.
O assento ao lado era ocupado por ela, com aquelas pernas cruzadas na penumbra. Ela disse que era melhor falar comigo do que com desconhecidos. Eu não sabia aonde aquilo iria nos levar.
Eu a observava de soslaio havia semanas na escada. Na tarde em que cheguei em casa e a encontrei no meu sofá, descobri que o desejo não entende de rótulos.
Tirei a roupa em silêncio, coloquei as orelhas e a coleira, e me enfiei na cama dele antes que acordasse. Eu lhe devia demais para continuar fingindo que queria apenas cuidar dele.
Coloquei a máscara, dei as ordens e deixei que ela se entregasse sem saber quem a tocava. O que veio depois superou qualquer fantasia que tivéssemos imaginado.
Adrián achava que era só subir para a casa de um amigo. Não contava com Lucas acordado na sala, nem com a vontade que vinha segurando a noite toda.
Ela subiu ao palco com um vestido vermelho e uma voz impossível. Não imaginava que cantar tão bem seria a armadilha com que seu produtor a prenderia para sempre.
Subi no catamarã para me perder do mundo por um instante. Nunca imaginei que terminaria nua, cercada, e que seria eu a não querer que parasse.
Há meses falávamos nisso e nunca criávamos coragem. Até que um casal nos chamou para o spa liberal numa tarde de maio, e Sofía atravessou aquela porta antes de mim.
Atravessei a sala com o coração disparado, me ajoelhei ao lado dela e soube que, depois daquela noite, minha mãe deixaria de me ver como a caçulinha da casa.
Quatro homens, dois buracos na parede e uma única regra: eu não podia saber quem era quem. Só suas picas iam entregá-los.
Acordou numa cama que não era sua, com os dedos de Renata sobre seu pulso e o suor colando o cabelo à testa. Ela não perguntou nada: apenas beijou sua têmpora.
Quando subi na mesa para dançar para eles, soube que não desceria igual. Eram dez, depois viraram doze, e nenhum ficou sem realizar a fantasia.
Eu usava sua calcinha preta por baixo da calça justa, caminhando pela avenida mais escura da cidade, esperando que alguém tivesse coragem de parar ao meu lado.
Cheguei à cidade sem conhecer ninguém e, naquela mesma tarde, uma desconhecida me ofereceu uma fatia de pizza. Nenhuma das duas sabia aonde aquele gesto nos levaria.
Viúvo, fora de moda e sozinho, Rodrigo só queria sair um sábado. Não esperava que o desconhecido do balcão lhe propusesse algo que ele nunca tinha imaginado.