A confissão lésbica no chá de panela
Bruna se ajoelhou no chuveiro diante da prima e nenhuma das mulheres do banheiro conseguiu desviar o olhar. Nem mesmo a mãe, que já tinha a mão debaixo do vestido.
Bruna se ajoelhou no chuveiro diante da prima e nenhuma das mulheres do banheiro conseguiu desviar o olhar. Nem mesmo a mãe, que já tinha a mão debaixo do vestido.
Quando entrei na sala vazia para trocar de roupa, a porta se abriu atrás de mim. Era ela, a presidente do centro de estudantes, e não vinha só com palavras.
Bastou uma fração de segundo — uma toalha escorregando, a pele dela molhada sob a luz da varanda — para eu entender que nunca mais poderia olhá-la como antes.
Eu vinha redigindo o anúncio mentalmente havia meses; levei doze minutos para escrevê-lo, e meia hora depois já tinha sete respostas. A dele foi a quinta.
Por baixo daquela roupa larga e discreta havia uma fêmea com o desejo intacto. Eu só precisava esperar que ela parasse de fingir diante do marido.
Subi na árvore atrás do internato para confirmar o que já sabia. Não imaginei que vê-la com ele no balcão despertaria algo entre a raiva e o desejo que nunca tinha sentido.
Lucía se aproximou do espelho nua e me chamou pelo nome que só ela usa. Naquela noite, sem nossos pais em casa, deixamos de ser apenas irmãos.
Tranquei a porta e apaguei as luzes da sala de estudo. Tudo o que eu queria naquela tarde era consolá-la; tudo o que ela queria era esquecer o namorado.
Três horas lendo relatos no celular bastaram para que eu aceitasse a proposta de Iván. No dia seguinte, aquela câmera escondida mudou minha vida inteira.
Entrou com o uniforme branco e o sorriso de sempre. O que nenhum dos dois viu chegando foi a outra mulher sentada no sofá, a três metros do jogo.
Faltava uma hora para o jantar, as crianças viam desenhos na sala e eu atravessei o jardim procurando minha mulher. A porta da lavanderia estava entreaberta.
A regra era simples: máscara no rosto, nem uma palavra. O que Marcos não sabia é quem estava de joelhos na minha sala.
Romina levava anos imaginando a mãe quando transava com o namorado. Naquela noite, com a língua solta pelo vinho, não conseguiu mais guardar isso.
Quando subi no carro naquela manhã e vi que ela estava sozinha ao volante, soube que o fim de semana não teria nada de inocente.
Desci descalça para pegar um copo d'água, convencida de que estava sozinha. Vi a luz acesa no escritório e soube que aquela manhã não terminaria como começou.
Quando entrou no consultório com aqueles quadris, soube que a consulta não seria de rotina. O que eu não imaginava era até onde iria o exame dela.
Disquei o número dela quando calculei que ela já estaria debaixo dele. Queria ouvi-la gemer enquanto outro homem a pagava sem saber que eu era cúmplice do plano.
Às três da manhã, fingi que a coberta me cobria os olhos. O que vi na minha própria sala eu não deveria ter visto nunca, e mesmo assim não desviei o olhar.
Reconheci-o assim que ele se virou. Ia ser meu professor de ginástica e, ao primeiro toque das mãos dele nas minhas costas, soube que aquele dia não terminava ali.
Quando me olhei no espelho do hotel com o rímel borrado e as marcas no pescoço, soube que nenhuma mentira bastaria quando eu chegasse em casa.