Imagino outro homem quando faço amor com minha esposa
Eu a amava como nunca amei ninguém, mas não conseguia parar de imaginar outro homem dentro dela, gemendo mais forte do que jamais gemeu por mim.
Eu a amava como nunca amei ninguém, mas não conseguia parar de imaginar outro homem dentro dela, gemendo mais forte do que jamais gemeu por mim.
Quando ela fechou os dedos em volta do cartão, sussurrou que eu tinha vinte minutos para decidir se subia ao apartamento dela ou continuava sendo jornalista.
Meu marido achava que tudo tinha se resolvido com beijos e promessas. Mas naquela noite aprendi que a verdadeira traição não exige corpos, só palavras precisas e um sorriso cruel.
Eu o ouvi com paciência e sorri. Não ia discutir a fantasia dele. Ia levá-lo até o último canto, justamente onde ele nunca teve coragem de olhar.
Quando abri os olhos naquela suíte de mármore negro, ela estava lá, nua, me olhando como se me conhecesse desde sempre. E talvez a morte tenha sido meu melhor acidente.
Estávamos casados havia anos quando ela me confessou que sua maior fantasia não envolvia outro homem. Era comigo e outra mulher. E a candidata perfeita estava esperando.
Quando Ricardo me explicou o que queria fazer comigo e com os cinco amigos dele na casa de campo, eu devia ter dito não. Pensei seis dias antes de aceitar.
Camila já estava sobre a cama quando entrei. Ela me olhou com aquele sorriso de quem sabe algo que você ainda ignora, e então o Amo fechou a porta atrás.
Quando dona Hilda abriu a porta e nos mediu de cima a baixo, eu soube que aquela noite junto ao fogo nos custaria muito mais que um teto seco.
Pensei que todos dormiam quando entrei nu na piscina. Até ouvir a porta da cozinha e ver a silhueta dela se aproximando, sem pressa de desviar o olhar.
Passávamos meses numa rotina confortável. Naquela tarde no pinhal, com outro casal a três metros, minha namorada decidiu que já era hora de parar de esperar que eu fizesse tudo.
O sol queimava nossa pele nua enquanto Damián me abria sem clemência, e na água, a poucos metros, minha mãe descobria que também tinha fome.
Fazia três dias que eu não dormia direito, repetindo na cabeça cada detalhe daquela noite com ele. Naquela manhã, com o café esfriando, peguei o telefone.
Eu só ia experimentar uns jeans. Ela estava do outro lado da cortina, com um sorriso que não era o de uma cliente qualquer.
Ainda faltavam três horas para chegar, e o homem ao meu lado já tinha tirado uma manta da bolsa. Disse que estava com frio. Eu não estava nem um pouco.
Cheguei à garagem para buscar um amante. Saí duas horas depois com o corpo em chamas por outro homem que nem sabia meu nome.
Quando ela virou o rosto no cume, eu soube que era ela. A garota daquela festa. Sete anos depois, o olhar dela ainda me cobrava o que eu nunca terminei.
Subiu três andares até uma porta sem placa pensando que sabia o que vinha fazer. O que descobriu naquela sala não estava em nenhum anúncio.
Bebei meu café fingindo me concentrar no celular, mas eu os observava. Se soubessem que eu conhecia cada centímetro dos corpos deles separadamente, já teríamos ido embora os três juntos.
Tinha trinta e dois anos e ainda não tinha me permitido pensar em outra mulher sem sentir vergonha. Nessa noite apaguei a luz, respirei fundo e parei de fugir.