Minha colega me beijou na viagem de formatura
Ela tinha namorado. Dizia que era hétero. E ainda assim, naquela tarde na piscina do hotel, o pé dela buscou o meu debaixo d’água e eu não o afastei.
Ela tinha namorado. Dizia que era hétero. E ainda assim, naquela tarde na piscina do hotel, o pé dela buscou o meu debaixo d’água e eu não o afastei.
Quando ele me pediu para tirar a segunda pele e me cobrir com a toalha, achei que seria apenas mais uma sessão. As mãos no meu adutor provaram o contrário.
Morávamos na mesma quadra e fingíamos ter esquecido os jogos de infância — até uma volta de bicicleta no inverno fazer minha mão ir parar onde não devia.
Passei seis meses indo buscá-lo na esquina. Uma única noite na casa vazia bastou para que ele parasse de me esperar.
Fui ao consultório por uma simples dor nas costas, sem suspeitar que o médico da empresa tinha um tipo de tratamento que não aparece em manual nenhum.
Passei vinte anos achando que conhecia meus próprios desejos. Bastaram dez minutos no elevador com um rapaz nervoso para entender que eu não sabia nada.
Passei anos enchendo a cabeça dela com a ideia, até que a viagem à praia nos deu o cenário perfeito. O que eu não esperava era o nome que ela ia pronunciar.
Nunca pensei que atravessar a porta de um bar discreto usando a roupa íntima da minha esposa acabaria me levando a um quarto de hotel com um desconhecido.
Achei que ia só conhecer uma mulher mais velha. Quando entendi o que realmente esperavam de mim, eu já estava nu no quarto dela e não havia volta.
No segundo dia, o vento sacudia a cabana com tanta força que só nos restava ver filmes. Um deles nunca deveria ter saído daquela caixa molhada.
Desfiz minha mala sem saber que uma gaveta do armário guardava algo que mudaria o rumo daquele fim de semana na casa da família da minha namorada.
Na viagem até o apartamento, o motorista me passou o celular com uns vídeos. O que veio depois não estava nos meus planos e eu nunca tinha feito com outro homem.
Quando Damián me ofereceu o corpo da sua modelo, eu soube que a conta ia chegar. E chegou, sobre a cama dele, com meus pulsos algemados nas costas.
Meu chefe me apresentou ele entre risadas, como se fosse uma piada interna. Sete dias depois, aquele homem me tinha inclinado sobre a minha própria mesa.
Ele era o garoto do bairro que entrava como reserva quando faltava alguém. Levei um ano inteiro para entender que ele também estava me olhando.
Levanto de propósito a saia mais um dedo a cada manhã, esperando que alguma mulher mais velha me olhe com essa mistura de censura e desejo que aparece em todas as minhas fantasias.
Faz anos que eu não via Mateo, o pai de Diego. Quando o encontrei naquela tarde, não imaginei que acabaria no sofá dele com uma sunga vermelha emprestada e a respiração ofegante.
Dividimos quarto para economizar. Eu era casado, pai de dois filhos. Até aquela noite no hotel, quando ele decidiu que seríamos outra coisa.
Entrei no consultório por causa de uma dor no abdômen. Saí com um número salvo no celular e uma pergunta que evitei responder por anos.
Eu estava havia um mês sem tocar em ninguém quando ele apareceu no meu corredor com uma calça esportiva que deixava pouquíssimo para a imaginação. E eu estava de cueca.