Eu dei banho na minha irmã cega e tudo mudou naquela noite
Eu disse que ela já podia tomar banho sozinha. Ela baixou a cabeça e sussurrou que ainda estava com medo. Eu não imaginava até onde aquele banho iria levá-los.
Eu disse que ela já podia tomar banho sozinha. Ela baixou a cabeça e sussurrou que ainda estava com medo. Eu não imaginava até onde aquele banho iria levá-los.
Guardei os números na gaveta e soube que não ligaria. Mas também soube que meu marido nunca mais me tocaria como antes daquela noite em alto-mar.
Deixei a xícara na mesinha, ajoelhei ao lado da cama e entendi que naquela manhã nada nunca mais seria como antes naquela casa.
Quando o temporal nos deixou encharcadas, ela me mandou tirar a roupa molhada e começou a se despir sem pudor. Tentei disfarçar o tremor nas mãos.
Subi ao segundo andar, abri a porta do banheiro principal e lá estava ela, dentro da banheira com o bebê, coberta só por uma fina camada de espuma.
Eu tinha dezoito anos e nunca tinha ficado com ninguém. A tia da minha mãe acabou dormindo ao meu lado naquela noite, e tudo o que eu achava saber sobre desejo se quebrou em silêncio.
Quando a mão dele pousou na minha cintura e ele sussurrou «oi, bebê», achei que fosse para alguma das minhas amigas. Ao me virar, entendi que aquela noite não terminaria como eu esperava.
Minha mãe tinha me mandado pedir uns ovos emprestados. Dona Marisol abriu a porta de robe, com o cabelo ainda molhado, e me olhou de um jeito que eu nunca esqueceria.
Rasguei o vestido, joguei um sapato fora e esfreguei as coxas até ficarem vermelhas. Quando liguei chorando da cabine, soube que ele viria sem pensar.
Quando a vi descer do ônibus com a mochila rosa no ombro, entendi que ela já tinha decidido tudo e que eu só ia cumprir a minha parte do combinado.
Saí para fumar no escuro e vi: agachado atrás da palmeira, com o olhar cravado na janela onde ela se despia sem saber que estava sendo olhada por dois.
Passei vinte e oito anos casada com um homem que me tratava como um móvel. Aos cinquenta e dois, um entregador tocou a campainha e me devolveu coisas que eu nem sabia que estavam perdidas.
Estávamos há quase um ano conversando pelo WhatsApp sem nunca nos vermos. Naquela tarde, no quarto do hotel, ela se sentou na minha frente e começou a tirar a roupa.
A cortina grená me separava da rua vazia. Mara se inclinou para fechar os colchetes do body e, sem avisar, seus dedos ficaram um instante a mais.
Estávamos morando juntos havia meses quando, certa tarde, ela me viu tenso diante do computador e disse algo que eu jamais esqueci: “Vem, tira um tempo pra relaxar” .
Abri as cortinas, acendi a luminária do canto e soube que ele estaria espiando da varanda vizinha. Naquela noite íamos dar a ele algo que não ousaria pedir.
Aos cinquenta e tantos eu achava que nada mais me abalava. Então ela entrou no quarto do meu filho com o cabelo preso e um sorriso que eu não esperava.
A cama rangia no ritmo de gemidos contidos. Fui descalço até a fresta da porta de Camila, e o que vi me deixou pregado ao chão por uma hora inteira.
A toalha mal me cobria quando bati na porta do vizinho do sétimo. Ele aceitou me ajudar a abrir o apartamento só se eu deixasse cair a única coisa que me cobria.
Eu me vesti para deixar meu namorado de queixo caído. Quem abriu a porta foi o irmão mais velho dele, e os olhos dele me atravessaram inteira antes de me cumprimentar.