Fiquei mais uma noite com minha amante na obra
Quando abri os olhos, o braço dela descansava sobre meu peito e a cama improvisada ainda cheirava à noite anterior. Eu ia embora logo, tinha prometido isso ao meu marido.
Quando abri os olhos, o braço dela descansava sobre meu peito e a cama improvisada ainda cheirava à noite anterior. Eu ia embora logo, tinha prometido isso ao meu marido.
Ela era a única do clube que cobrava para dominar os homens. Até que um cliente rico se sentou ao seu lado e, em vez de despí-la, só quis escutá-la até o amanhecer.
PareI no semáforo só por curiosidade. Uma hora depois eu estava deitado de costas, pedindo devagar, descobrindo um lado meu que passei anos fingindo que não existia.
Quando me mudei para a capital pensei que só ia procurar trabalho. Meu companheiro me ensinou outra coisa: que os homens olham para o que não deviam, e que basta um gesto para confirmar.
Quando ela propôs que quem perdesse tirasse uma peça, eu disse sim sem pensar. Não imaginava o desafio que viria depois, nem que terminaríamos sem nada.
Era a primeira vez que eu a via aparecer de camisola às três da manhã, descalça e com aquele sorriso que pedia permissão sem pedir.
Quando ela entrou no bar, meu namorado ergueu a taça e sorriu como se soubesse de tudo. E, na verdade, sabia havia meses. Naquela noite, o segredo acabou.
Tinha quase quarenta anos, morava parede com parede e um dia me convidou para beber. Nessa noite, deixei de ser a garota do andar para me tornar seu desejo.
Quando ela me serviu o quarto shot e sustentou meu olhar por um segundo a mais do que devia, eu soube que naquela madrugada íamos cruzar a linha que vínhamos evitando havia meses.
Minha mulher tirou um folheto da bolsa e disse que naquela mesma tarde teríamos uma reunião. Eu não sabia que aceitar significava deixar de ser o único homem na cama dela por quinze dias.
Meu anúncio era para homens, sempre. Mas naquela tarde, quando li a mensagem dela, soube que eu ia quebrar minha própria regra e complicar minha vida.
Eram quase onze quando o elevador me deixou diante do estacionamento vazio. Eu não imaginava que aquelas chaves me custariam tão caro — e tão barato ao mesmo tempo.
Naquele fim de tarde, girei o telescópio sem esperar nada novo e a vi: ajoelhada sobre a cadeira, alheia ao fato de que um desconhecido a trinta metros a observava em silêncio.
Cada vez que meu amigo cruzava a porta, ela trocava de roupa. Numa tarde, inventei uma desculpa, dei uma volta no quarteirão e entrei pelo pátio em silêncio.
Mandei a secretária para casa, aumentei o aquecimento e deixei só o blazer sobre o sutiã transparente. Eu queria que Mariela visse tudo o que eu vinha buscando há semanas.
A mulher dele iria viajar no dia seguinte e eu ainda dormia num colchão no chão. Quando ele tocou a campainha com a caixa de ferramentas, soube que algo ia acontecer.
Quando ela me disse o total e contei as notas, eu soube que me faltavam quatro mil. Olhei para ela, apoiei os cotovelos no balcão e sussurrei algo em seu ouvido.
Desci ao jardim para procurá-la e a encontrei atrás do vidro, sentada na cadeira, com seu assistente beijando suas pálpebras como se eu não existisse.
Pedi o quarto e apaguei as luzes para me deixar ser mimado como nunca. Até que minha mão procurou entre suas pernas e encontrou algo que jamais imaginei.
Eu guardava a roupa de mulher trancada, certa de que ninguém a veria. Até que aquele homem encontrou a mala e me pediu que eu a vestisse para ele.