Mariana me pediu que a abraçasse naquela tarde
Encontrei-a chorando na cozinha, com o telefone ainda na mão e a voz do marido ecoando. Eu só queria consolá-la; juro que o resto não estava nos meus planos.
Encontrei-a chorando na cozinha, com o telefone ainda na mão e a voz do marido ecoando. Eu só queria consolá-la; juro que o resto não estava nos meus planos.
Nunca me considerei submissa, mas na primeira vez que a voz dele me ordenou algo ao telefone, obedeci sem pensar. E descobri que ser de alguém podia me agradar mais do que jamais imaginei.
Camila e eu aceitamos o convite sem imaginar que, por trás daquela porta, vivia uma família onde todos compartilhavam muito mais do que a mesa de jantar.
Durante vinte anos fingi estar satisfeita. Na noite em que parei de fingir, descobri que uma mulher experiente assusta muito mais que uma garotinha.
Da sala de monitores, vi quando ela abriu o blazer achando que ninguém a observava. Eu não fazia ideia de que seu novo vigilante já a estava encarando a manhã inteira.
Quando vi os bilhetes que minha irmã escondia na gaveta, soube que nossa vida naquele ponto estava prestes a mudar para sempre, e que nada mais seria inocente entre nós.
Numa noite de tempestade, voltei encharcada e abri sem avisar a porta do quarto: o que vi sobre a nossa cama mudou minha cabeça mais do que qualquer briga poderia.
Tenho vinte e sete anos e uma vida normal: bom trabalho, uma família que me ama e um segredo que carrego dentro de mim e que hoje, enfim, ouso escrever.
Alguns me pedem fotos antes mesmo do oi. Outros me chamam de coisas que eu não autorizei. Aqui estão as pérolas que guardo na caixa de entrada, com nomes trocados.
A porta do banheiro estava entreaberta, saía vapor, e ela não se cobriu. Sustentou meu olhar como se toda a cena tivesse sido planejada para mim.
Subi a escada com o coração batendo como o de um adolescente. Ela me esperava lá em cima, e eu ainda não sabia que aquela seria a noite que me deixaria sem nada.
Coloquei a saia por baixo da calça, entrei no carro e deixei que ele escolhesse meu nome. Naquela noite, parei de fingir o que não era.
Tinha vinte anos e um namorado me esperando em casa. Naquela tarde de calor, junto à piscina, descobri o quanto o corpo pode arder quando alguém decide se deixar levar.
Há semanas eu tinha uma única ideia fixa na cabeça, e naquele domingo, na arquibancada do campo de rúgbi, encontrei a forma de realizá-la.
Ele se agachou para me mostrar suas pulseiras, e seu olhar desceu até meus seios. Naquele instante, soube que não sairia daquela praia sendo a mesma mulher.
Minha mãe alugou o quarto sobrando para dois irmãos recém-chegados, e desde o primeiro dia senti seus olhares me despindo. Eu não imaginava até onde chegaria.
Minha amiga me empurrou de leve com um sorriso cúmplice. “Vai”, me disse, “ele não vai tirar os olhos de você a noite inteira”. E ela tinha razão.
Eu passava semanas me masturbando toda noite, imaginando o que ela vivia na pele. Até que numa quinta eu me pus diante do espelho e decidi parar de imaginar.
Achei que teria tempo de me recompor antes que ele voltasse da cozinha. Eu me enganei. A voz dele às minhas costas veio justo quando eu sussurrava o nome dele.
Abri a porta para ele se abrigar do dilúvio. Não imaginei que acabaria de joelhos diante dele, nem que os quatro amigos dele também bateriam.