Meu sobrinho me chantageou com um segredo que eu escondia
Era julho, eu estava arruinada e desesperada. Atravessei o jardim da minha irmã em busca de ajuda; meu sobrinho me esperava à beira da piscina com um sorriso que eu não soube ler a tempo.
Era julho, eu estava arruinada e desesperada. Atravessei o jardim da minha irmã em busca de ajuda; meu sobrinho me esperava à beira da piscina com um sorriso que eu não soube ler a tempo.
Não fui buscar prazer. Fui lembrar um desejo enterrado: pele macia, curvas, me sentir desejado. E ela, com um sussurro em francês, me deu permissão.
Pintei os lábios apoiada no tronco, convencida de que estava sozinha. Então ouvi o estalo de folhas e soube que alguém vinha me observando havia um tempo.
«Vem às cinco. Temos que falar do sábado. Sozinha.» Eu mandei isso pela manhã e, desde então, só pensei em ouvi-la descer a escada.
Fecho a porta do depósito, troco de roupa e viro outra. Ninguém na minha rua suspeita do que vou fazer nesta noite, e é justamente isso que eu mais gosto.
Assinei minha renúncia sem olhar para trás. Naquela noite seria a última transa da minha vida como homem, e eu pretendia aproveitá-la antes de começar a ser quem Carla sempre quis.
Ela era casada havia mais de quarenta anos e nunca tinha olhado para outro homem. Naquela manhã abriu a porta com a casa vazia, sem saber que nada mais seria igual.
Eu estava sozinha no balcão, entediada e com dois drinques a mais, quando ele se sentou ao meu lado e me olhou como se já soubesse tudo o que íamos fazer naquela noite.
Cheguei à porta dele com uma bolsa que escondia minha outra pele: corset, meias e salto. Naquela noite deixei de ser Adrián para me entregar inteira como Selene.
Ela bateu à porta encharcada pela chuva, sem orgulho e sem nada a oferecer além do próprio corpo. Eles a olharam, se olharam, e ela soube que tudo recomeçava.
Fui à casa dele para que deixasse minha namorada em paz. Saí de lá sabendo que voltaria no domingo seguinte, e no outro, e em todos os que viessem.
Começou como uma fantasia que líamos juntos à noite. Hoje é Daniel quem prende meus saltos antes da chegada de Bruno, e ele prefere assim.
Eu tinha o chantagem do meu ex no celular e os honorários do escritório na cabeça. Quando ele viu os vídeos e sorriu, soube que a conta não seria paga com dinheiro.
Desci achando que ele pararia a qualquer momento. Que diria basta, que isso não era a minha praia. Em quinze minutos eu gritava o contrário.
Eu havia negado a ele durante meses. Naquela noite, num quarto de hotel que cheirava a desinfetante barato, decidi que pararia de dizer não.
Reconheci-a no balcão pelo jeito de se mover. Era a garota do meu ex-jogador, a que animava atrás do banco, e naquela noite já não havia ninguém para segurá-la.
Me olho no espelho com a cinta-liga e as meias de arrastão, e sorrio: perdi a aposta e sei exatamente o que ele vai me pedir esta tarde.
Quando a assistente do diretor me entregou a sacola com a lingerie, soube que não havia volta: aquela noite pertencia a todos os homens daquela sala.
Nunca tinha estado com alguém assim. Quando ele abriu a porta e tive que erguer o olhar para encará-lo, soube que aquela noite deixaria de me pertencer.
Ele me mandou entrar no confessionário com a lingerie mais fina e sussurrar meus pecados ao padre. O que eu não esperava era que ele decidisse me dar uma penitência.