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Relatos Ardientes

A noite em que deixei de ser apenas a mãe da noiva

O som da brita sob os pneus do carro de Lucía cruzou o silêncio da casa como um aviso. Renata, de pé no hall de mármore, sentiu um arrepio que nada tinha a ver com o ar fresco da tarde. Suas pernas ainda tremiam pelo que tinha acontecido meia hora antes no escritório, e sob a seda cor de pérola do vestido ela ainda notava uma umidade morna que a denunciava a cada batida do coração.

—Ela chegou —murmurou Esteban atrás dela.

Sua voz era grave, carregada de uma segurança que a fazia estremecer. Renata não se virou. Se o olhasse agora, com os olhos ainda enevoados, temia que sua fachada de mulher impecável desmoronasse diante da própria filha. Ele se aproximou até que ela sentisse o calor do corpo dele através da camisa de linho. Ele cheirava a cigarro caro e a algo metálico que ela reconhecia bem demais, porque ainda estava impregnado na pele do seu pescoço, bem onde ele a tinha mordido minutos antes.

—Lembre-se —sussurrou ele ao ouvido dela enquanto a porta começava a se abrir—. Ela é a inocência. Você é o que veio depois. Não deixe que se confundam.

A porta de carvalho se abriu de par em par e Lucía entrou, luminosa, rindo, com um vestido simples de algodão branco que sublinhava sua juventude. Renata sentiu aquela pureza como um tapa.

—Mãe! Esteban! —exclamou a jovem, correndo para abraçá-los.

Renata forçou o sorriso que havia aperfeiçoado em décadas de salões e compromissos. Quando a filha a envolveu, o contraste foi brutal: o perfume de baunilha e flores brancas de Lucía chocou-se com o cheiro de mulher recém-possessa que ela sentia sair da própria pele. Uma náusea de desejo e vergonha a percorreu quando a bochecha macia da filha roçou a sua.

—Você está linda, querida —conseguiu dizer, embora sua voz tenha saído mais rouca que o normal.

—Sentimos sua falta —acrescentou Esteban, dando um passo à frente com uma naturalidade assustadora.

Lucía se atirou nos braços dele. Renata observou a cena com uma fascinação doentia: ver Esteban beijar a testa da filha com ternura fingida, enquanto as mesmas mãos que há pouco a tinham percorrido com brutalidade repousavam na cintura da jovem, provocou nela uma pontada de excitação proibida que a envergonhou até os ossos.

—Vamos entrar, o chá está servido —disse ela, recuperando o controle das pernas.

Enquanto caminhavam para a sala, a mão de Esteban roçou seu quadril. Foi um contato breve, quase acidental, suficiente para lembrá-la de que o jogo mal começava.

***

A sala de chá, com suas janelas voltadas para os jardins podados, parecia uma jaula de vidro. O sol banhava o ambiente, mas Renata sentia um frio na coluna que contrastava com o calor ainda pulsando entre suas coxas. Sentou-se no sofá de veludo tentando fazer com que o atrito do tecido não denunciasse a sensibilidade da pele.

—Vocês não imaginam como foi a viagem! —dizia Lucía, tirando as luvas—. Fiquei revisando a lista de convidados e os arranjos. Mãe, acho que as orquídeas brancas são comuns demais. Não acha que algo mais exótico daria mais distinção?

Renata pegou a chaleira de porcelana. Seus dedos tremeram ao segurar a alça.

—Flores difíceis são as mais bonitas, filha —respondeu, com a cadência de sempre, só que mais grave—. Mas é preciso saber cuidar delas para que não murchem antes da hora.

Esteban, na poltrona de couro, cruzou as pernas com elegância de predador. Não tirava os olhos dela.

—Sua mãe sempre gostou das coisas difíceis de domar, Lucía —interveio, com um duplo sentido que secou a garganta de Renata—. Ela sabe apreciar a beleza que nasce da resistência.

Debaixo da pesada mesa de mogno, Renata sentiu um movimento. Esteban havia tirado um mocassim e deslizava o pé pela panturrilha dela. O roçar da meia de seda contra a pele nua, bem acima da meia-calça, foi uma descarga.

—Esteban tem razão —continuou ela, segurando um gemido enquanto servia o chá—. A elegância é uma forma de controle.

O pé subiu, buscando a borda de renda da liga. Renata apertou os joelhos para prendê-lo, mas isso só fez com que ele pressionasse com mais força contra o centro da umidade dela. O calor atravessava o tecido fino da roupa íntima e lhe devolvia a lembrança do escritório, da quina da mesa em suas costas.

—Me diga, mãe —perguntou Lucía, inclinando-se para a frente com os olhos bem abertos—, qual é o segredo para manter a compostura numa casa como esta? Às vezes sinto que as paredes me observam.

Renata notou como os dedos do pé de Esteban se afundavam com insistência. O prazer era um castigo doce que a obrigava a cravar as unhas na palma da mão livre, sob a toalha.

—O segredo, querida —respondeu, com a respiração cada vez mais pesada—, é entender que nesta família paixão e dever são duas faces da mesma moeda. É preciso ser uma dama na sala e algo muito diferente quando as portas se fecham.

Esteban soltou uma risada breve e sombria.

—Conselhos de ouro. Sua mãe é uma enciclopédia de boas maneiras e de tudo o que existe por baixo delas.

Renata sentiu que chegava a um limite perigoso. A pressão se tornou quase rude, lembrando-a de quem mandava ali. O aroma do chá de bergamota se misturava ao do próprio desejo, um perfume que ela temia que a filha detectasse a qualquer momento.

—Beba seu chá, Lucía —sentenciou, com a voz se quebrando no fim—. Temos muito o que preparar.

***

—Mãe, você precisa ver o que eu trouxe! —exclamou Lucía um pouco depois, tomando-lhe a mão—. Chegou ontem de Milão. É o conjunto para a noite de núpcias. Quero sua opinião técnica.

O pé de Esteban enfim se recolheu, deixando-a com uma sensação de vazio frio. Ele se recostou na poltrona, acendeu um cigarro com calma e observou mãe e filha subirem a escada.

Na suíte, o aroma de jasmim envolveu as duas. Lucía fechou a porta por dentro e desfez os botões do vestido sem pudor, deixando-o cair no chão.

—Olha, mãe. Renda e seda selvagem.

Renata prendeu a respiração. Sua filha estava ali, de pé, com apenas um conjunto branco tão fino que deixava pouco para a imaginação. Seios firmes, cintura estreita, uma pele que brilhava com a frescura de quem ainda não conhece o pecado. E, no entanto, Renata não conseguiu deixar de olhar para ela através dos olhos de Esteban. Imaginou as mãos rudes dele sobre aquela pele e, pela primeira vez, sentiu um ciúme que não soube dizer se era da filha ou do homem que teria as duas.

—Chegue mais perto —disse, com uma autoridade que ela não reconheceu como sua—. A renda do busto não está bem assentada.

Lucía obedeceu e se colocou diante do grande espelho. Renata ficou atrás dela. Suas mãos, ainda quentes da sala, roçaram os ombros da jovem. O contato foi elétrico: a pele de Lucía estava fresca em comparação com o incêndio que corria nas veias dela.

—Você precisa aprender a preencher a renda, não a deixá-la dominar você —sussurrou, deslizando os dedos pela borda do sutiã.

Suas palmas roçaram, de propósito, a curva dos seios da filha. Renata sentiu um abalo proibido ao notar como os mamilos enrijeciam sob seus dedos. Era uma prova que Esteban lhe impunha sem palavras: reconhecer no próprio sangue o objeto de desejo do amante.

—Mãe, suas mãos estão queimando —murmurou Lucía com um suspiro trêmulo. Os olhos das duas se encontraram no espelho.

—É a tensão do casamento, pequena —mentiu Renata, embora seus dedos continuassem descendo pelo abdômen liso até a tira da cinta-liga—. Um homem como Esteban não procura uma menina. Procura uma mulher que saiba o que quer.

Ela pressionou a base do ventre da filha e sentiu a jovem arquear as costas e se apoiar contra seu corpo. Por um segundo assustador e excitante, Renata não soube se queria proteger Lucía ou ser ela a arrastá-la para o abismo.

Então o trinco girou por fora. Uma chave que ela havia esquecido que Esteban tinha.

***

A porta se abriu com lentidão calculada. Esteban entrou sem pedir licença, as mangas da camisa arregaçadas, revelando os antebraços que Renata conhecia tão bem. Sua presença encheu o quarto de uma vez.

—Esteban, espera! —exclamou Lucía, cobrindo o peito com as mãos—. Você não pode estar aqui, mamãe estava me ajudando.

Ele não parou. Ignorou a protestação e caminhou direto até elas, parando atrás de Renata. No espelho, a imagem era agora um trio inquietante. Esteban apoiou as mãos nos ombros da mãe e os apertou com uma força que era uma clara reivindicação de posse. O olhar dele se cravou no reflexo da jovem, mas seus dedos prendiam a carne de Renata.

—Por que você está se cobrindo, Lucía? —disse, em tom de comando—. Se sua mãe está ensinando você, eu sou o exame final. Não há nada nesse corpo que não vá ser meu em algumas semanas.

Renata sentia o coração batendo contra as costelas. O calor dele contra suas costas, o cheiro de tabaco e desejo, a deixavam zonza. Esteban desceu uma mão do ombro até sua cintura e a apertou até obrigá-la a arquear-se e colar os quadris contra ele.

—Me diga, Renata —sussurrou—, você estava explicando a ela como a renda deve tocar a pele, ou como uma mulher da sua classe se rende ao inevitável?

Ela não conseguiu responder. Estava presa entre o olhar confuso da filha e a pressão obscena do genro.

—Olhe para ela, Lucía —ordenou ele—. Veja como ela treme. Isso não é medo. É que ela sabe que tipo de homem eu sou. Sabe que, quando eu tocar em você, vou buscar na sua pele a mesma resposta que ela me dá.

A humilhação era insuportável. Esteban acariciou o pescoço de Renata com o polegar enquanto mantinha os olhos fixos na filha dela. Renata era ao mesmo tempo escudo e ponte, a cúmplice silenciosa que permitia que o lobo observasse a presa.

—Vista-se e desça ao jardim —disse ele por fim, quebrando o transe—. Quero falar a sós com sua mãe sobre os últimos detalhes.

Lucía, confusa e com as bochechas ardendo, pegou a roupa e saiu quase fugindo. Quando a porta se fechou, Esteban virou Renata com brusquidão para encará-lo.

—Você gostou de tocá-la para mim? —perguntou, com a mão descendo pelas costas dela—. Ou a excitou mais saber que ela nos viu assim, sem entender que meia hora atrás você estava de joelhos?

Renata fechou os olhos e se deixou cair contra o peito dele, sabendo que acabara de dar um passo sem volta.

***

Quando a porta se fechou atrás da fuga da filha, o silêncio foi ensurdecedor. Renata se sentia suja, mas não de uma sujeira que a água pudesse levar embora. Caminhou até o banheiro de mármore branco, trancou a porta e se apoiou contra a frieza da pedra. O espelho lhe devolveu uma desconhecida: o batom borrado, os olhos brilhando de febre, o decote subindo e descendo com violência.

Abriu a torneira da banheira. Precisava apagar o incêndio. Tirou o vestido e ficou apenas com a lingerie preta, a mesma que Esteban havia explorado pouco antes. Ao se ver, a lembrança do escritório a atingiu como um chicote: a pressão da mesa contra suas costas, a urgência dele.

Então, uma batida suave na porta a fez sobressaltar-se.

—Mãe? Você está bem? —era a voz de Lucía, cheia de preocupação—. Esteban disse que você estava indisposta.

Renata ficou petrificada. Sua mão, sozinha, desceu até o ventre. O risco de ter a filha do outro lado da porta agiu como um catalisador perverso.

—Estou bem, querida —articulou, com a voz quebrada—. Só uma tontura por causa do calor. Desça e diga a Rosario para preparar algo leve.

—Tem certeza? Posso entrar.

—Não! —o grito saiu rápido demais—. Fique aí. Já saio.

Com a água correndo para abafar qualquer ruído, Renata deslizou dois dedos sob a renda. O contato com a própria umidade lhe arrancou um gemido que ela sufocou contra o antebraço. Começou a se tocar com urgência, imaginando que os dedos eram os de Esteban, pensando em Lucía lá fora, alheia a tudo. A ideia de ser descoberta a levou à beira do abismo. O orgasmo a atingiu com uma violência que a deixou sem fôlego e com lágrimas surgindo nos olhos. Não foi alívio, foi condenação.

***

O jantar transcorreu sob uma luminária que iluminava a prataria dos Mendizábal e um silêncio elétrico. Renata vestia seda preta ajustada à cintura; Lucía, um conjunto azul-pastel que a fazia parecer dolorosamente jovem.

—Um brinde —disse Esteban, pondo-se de pé—. À família e à sabedoria das mulheres que nos precedem.

Ele cravou o olhar em Renata enquanto erguia a taça. A forma como seus lábios contornaram o vidro foi uma alusão direta à maneira como ele a havia possuído. Ela bebeu, sentindo o vinho como fogo.

De repente, um garfo caiu no chão. Esteban havia “se descuidado”.

—Que desajeito —disse, sem se abaixar—. Renata, você seria tão gentil? Meus joelhos estão duros depois da viagem.

Eram uma ordem disfarçada de pedido, uma humilhação diante da filha. Renata hesitou apenas um segundo. Sob o olhar de Lucía e o de Esteban, deslizou para fora da cadeira e se abaixou sob a mesa.

A escuridão sob a toalha era outro mundo. Ao alcançar o garfo, a mão de Esteban desceu e se apoiou em sua nuca, obrigando-a a permanecer de joelhos na penumbra.

—Fique mais um momento —sussurrou ele lá de cima—. Certifique-se de que não falta nada.

O tecido da calça roçava sua face. Sua filha jantava tranquila a poucos centímetros, enquanto ela estava em posição de total submissão diante do homem que seria seu genro. Renata fechou os olhos, presa entre o nojo de si mesma e uma fome que a fazia querer ficar naquela escuridão para sempre.

—Encontrou, mãe? —perguntou a voz de Lucía, distante.

—Sim, já peguei —respondeu, com um fio de ar.

Emergiu com as bochechas em chamas. Esteban lhe dedicou uma inclinação de cabeça quase imperceptível, um sinal de aprovação que a fez sentir não como a mãe da noiva, mas como a propriedade de um amo que mal começava a brincar.

***

Depois do jantar, Lucía se despediu com um beijo casto e subiu para o quarto. Só quando Renata ouviu a porta se fechar no andar de cima permitiu-se exalar. Mas não houve alívio: Esteban ainda estava ali, servindo-se de um uísque com uma calma que a deixava à flor da pele.

—Ela foi sonhar com um casamento que já não lhe pertence —disse ele—. Mas nós temos assuntos mais reais.

Ele caminhou até a biblioteca e ela o seguiu como um animal hipnotizado. Esteban fechou a porta dupla e trancou-a. O som foi como o de uma armadilha.

—Me conte o que sentiu com ela no quarto —ordenou, sentando-se na poltrona de orelhas.

—Não sei do que você está falando. Eu só a ajudava com a lingerie.

—Você mente —cortou ele friamente—. Vi seus olhos no espelho. Vi como seus dedos se demoravam, procurando na pele dela o que eu fiz com você no escritório. Você ficou excitada ao tocá-la. Ficou excitada por ser a ponte entre minha fome e a inocência dela.

Ele a agarrou pelo pulso e a puxou até deixá-la em pé entre as pernas abertas dele. A força do agarre lembrou Renata de sua absoluta falta de poder.

—Diga —sussurrou ele, enterrando a outra mão em seu cabelo e puxando para trás—. Confesse que a mãe perfeita quer ser a mestre da própria carne. Confesse que você prefere que eu seja quem a leve até lá, para poder consolá-la depois.

Cada vez que ela hesitava, ele aumentava a pressão nos cabelos dela. A “herança” dela era a obediência.

—Eu desejo —gemeu Renata por fim, caindo de joelhos enquanto o choro e o desejo se misturavam no rosto dela—. Desejo que ela seja minha através de você. Desejo que ela aprenda que nesta casa o amor é uma forma de entrega.

Esteban soltou uma risada triunfante. Não houve ternura no que se seguiu. Ele a possuiu ali mesmo, sobre o tapete, com uma crueza que buscava apagar a mãe para deixar apenas a amante cúmplice. Enquanto o corpo de Renata respondia com espasmos, sua mente estava lá em cima, imaginando Lucía dormindo, sem saber que naquele instante sua mãe e seu prometido selavam o destino dela.

—Agora você é minha de verdade —sussurrou ele ao ouvido dela enquanto ela se afundava no clímax—. Não há volta atrás. Amanhã começa a verdadeira educação de Lucía. E eu estarei olhando.

***

A madrugada se filtrava entre as cortinas quando Renata se levantou do chão da biblioteca. Cada músculo protestava. Ajustou o vestido amarrotado e, em vez de ir para o próprio quarto apagar os vestígios da noite, caminhou descalça pelo corredor em sombras até o quarto da filha.

O quarto cheirava a lavanda e àquela pureza que ela já não possuía. Lucía dormia profundamente, com um braço sob o travesseiro e o cabelo espalhado sobre o lençol. Parecia um anjo em um mundo de demônios.

Renata sentou-se na beira da cama. A raiva, o ciúme e uma ternura perversa travaram uma batalha dentro dela. Aquela era a carne da sua carne, e Esteban a reivindicava para completar sua coleção.

Se você soubesse.

Estendeu uma mão e acariciou a bochecha da filha. Seus dedos, que ainda conservavam o rastro de Esteban, contornaram a linha da mandíbula. Naquele momento deixou de ver Lucía como filha: viu-a como sua iniciada, o corpo que ela mesma prepararia. Deslizou sob os lençóis, buscando o calor dela.

Lucía, no meio do sono, moveu-se em direção a ela em busca de abrigo. Renata a envolveu com os braços, colando o próprio corpo ao da jovem. O contato daquela pele contra o peito dela, ainda sensível pelas mordidas da noite, lhe provocou um arrepio.

—Bem-vinda à família, pequena —murmurou ao ouvido da filha, enquanto suas mãos começavam a percorrer uma espalda que já não acariciava como mãe—. Eu vou te ensinar tudo o que ele espera de você.

Renata fechou os olhos. Não havia mais volta. A mãe tinha morrido para dar lugar à cúmplice e, enquanto o sol começava a iluminar a mansão, ela sorriu na penumbra, guardiã de um segredo que queimava mais do que o inferno.

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