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Relatos Ardientes

O segredo que meu filho descobriu naquela tarde

O primeiro indício de que algo não ia bem foi numa terça-feira à tarde. Meu filho Mateus chegou da universidade sem me cumprimentar, sem passar pela cozinha, sem me deixar o ritual do beijo na bochecha que repetíamos desde que ele tinha cinco anos. Passou por mim como se eu fosse invisível, deixou a mochila no sofá e subiu a escada com uma rigidez nos ombros que eu nunca tinha visto.

Fiquei com a faca apoiada sobre a tábua de cortar, olhando o vão da porta. Não era raiva. Era outra coisa que eu não soube nomear.

Mateus sempre fora o filho tranquilo de quem se falava nas reuniões de família. Dezenove anos recém-completados, primeiro ano de Engenharia, sem namorada conhecida, sem amigos que viessem para casa nos fins de semana. A coisa mais perto de um problema adolescente foram duas notas baixas no último ano do colégio, e ainda assim ele me pediu desculpas chorando.

—Mateus? —chamei do pé da escada.

Ele não respondeu.

Terminei de cortar a cebola e coloquei a frigideira no fogo. Disse a mim mesma que ele estaria cansado, que teria feito uma prova difícil, que era só mais um dia. Preparei o prato favorito dele e, às duas em ponto, gritei que descesse para almoçar.

Ele também não desceu.

Subi os degraus com o pano ainda na mão. Meu marido estava no escritório até as oito, então na casa estávamos só nós dois. Bati na porta do quarto dele com dois toques curtos.

—Filho? Está pronta a comida.

—Entra, mãe —respondeu lá de dentro—. Preciso falar com você.

A voz era calma. Calma demais. Empurrei a porta e o encontrei sentado na beirada da cama, com o celular entre as mãos e o olhar fixo na tela. Ele não me olhou quando entrei.

—Senta.

—Mateus, o que foi? Você está me assustando.

—Senta, por favor.

Sentei na cadeira da escrivaninha. Pela primeira vez na vida, senti que meu filho estava no comando de uma conversa que eu não tinha começado.

—Você sabe o que acontece quando vai às quartas para a casa do vovô? —ele perguntou.

Meu estômago despencou. Apoiei as mãos nos joelhos e tentei manter a voz firme.

—Não sei do que você está falando.

Ele girou o celular e me mostrou. Na tela, a imagem estava congelada num quadro inicial: a cozinha do meu pai, vista do corredor. Reconheci minhas sandálias no chão, ao lado da geladeira. Ele apertou o play.

O que aparecia era eu, inclinada sobre a bancada, com a saia levantada até a cintura e a calcinha pendurada num tornozelo, enquanto meu pai me fodia por trás com uma mão enterrada no meu cabelo e a outra apertando um dos meus seios por baixo da blusa aberta. Dava para ouvir claramente o barulho do xixi molhado do meu cu e a minha voz pedindo que ele gozasse dentro. Quando levantei os olhos, Mateus estava me olhando com uma expressão que não era reprovação nem nojo. Era outra coisa, algo novo, algo que me fez apertar os joelhos.

—Na quarta-feira passada eu fui buscar o carregador que tinha esquecido —disse ele—. Toquei a campainha e ninguém atendeu. A porta estava destrancada. Entrei devagar porque achei que a vovó estava dormindo a sesta.

Fechei os olhos.

—Fiquei no corredor quase dez minutos. Vi como o vovô encheu teu cu de leite e como depois você se ajoelhou para chupar a rola dele até deixá-la limpa. Depois fui embora sem ninguém perceber. Voltei para casa, me tranquei no quarto e me masturbei pensando em você. E outra vez. E outra.

—Mateus…

—Mãe, eu não vou contar nada para ninguém. Nem para o pai, nem para a vovó, nem para ninguém. Não me importa o que você faça com o vovô. Sério.

Abri os olhos. Ele continuava me olhando, ainda com aquela expressão nova.

—Mas eu quero te pedir uma coisa em troca.

Engoli em seco.

—Diz.

—Nunca transsei com uma mulher. Eu juro. Nunca enfiei a rola em ninguém, nunca me chuparam, nada. E não acho que vou conseguir sozinho. Sou tímido, não sei falar com elas, não sei o que fazer quando uma me olha. Você pode me ensinar. Quero que seja você a primeira. Quero comer você, mãe. Só uma vez.

O silêncio entre nós ficou espesso. O relógio de parede marcava os segundos com um tique-taque que de repente parecia enorme.

—Você está me pedindo o que eu acho que está me pedindo? —perguntei.

—Sim. Quero enfiar em você. Quero gozar dentro. Uma vez.

Levantei-me. Saí do quarto sem dizer nada e fechei a porta atrás de mim. Desci para a sala, me servi de uma taça de vinho tinto embora fossem duas da tarde, e bebi em pé, olhando a janela grande. Depois subi para o meu quarto e me tranquei.

***

Fiquei mais de duas horas rolando na cama. O primeiro pensamento, o óbvio, foi que era loucura, uma aberração, algo que nem podia ser considerado. Mas o segundo pensamento, o incômodo, foi que o vídeo existia, e que um vídeo como aquele podia destruir muitas coisas ao mesmo tempo: meu casamento, a saúde da minha mãe, a dignidade do meu pai, a imagem que meu filho tinha de mim.

O terceiro pensamento, o que mais me envergonhou, foi lembrar a cara de Mateus quando me propôs aquilo. Não era a cara de um garoto fazendo um capricho. Era a cara de um homem propondo um acordo. E o quarto pensamento, o que eu já não me atrevi a encarar de frente, foi que, enquanto eu subia as escadas, minha calcinha tinha ficado molhada.

Pensei no meu pai, em como tudo tinha começado com ele três anos atrás, depois da cirurgia de coluna da minha mãe. Pensei na primeira vez em que tinha posto a mão sobre a dele na cozinha, no café esfriando entre nós enquanto nenhum dos dois falava, em como eu tinha me abaixado para chupá-lo debaixo da mesa naquela mesma tarde, com a porta da sala entreaberta e minha mãe dormindo a dez metros. Pensei em como o que parecia impossível tinha se transformado, com o tempo, numa rotina silenciosa das quartas-feiras à tarde: a calça desabotoada antes de terminar o café, o cu montado na rola dele na cadeira da cozinha, a gozada quente escorrendo entre minhas coxas enquanto eu me limpava com papel-toalha antes de voltar para casa.

Se o meu pai tinha acontecido, aquilo outro também podia acontecer. Foi a frase exata que me passou pela cabeça, e eu não gostei de pensar isso. Menos ainda gostei de perceber que, enquanto pensava, tinha a mão enfiada dentro da calça.

Às cinco desci e bati outra vez na porta dele.

—Entra.

Ele estava na escrivaninha, olhando algo no computador. Apagou a tela quando entrei, mas consegui ver o reflexo: uma mulher de joelhos engolindo uma rola inteira. Ele ficou vermelho até as orelhas.

—Vou fazer —disse eu, sem me sentar—. Só uma vez. Hoje à noite, quando seu pai estiver dormindo. E você apaga o vídeo na minha frente agora.

Ele assentiu. Pegou o celular, abriu a galeria, escolheu o arquivo e me mostrou enquanto o apagava. Depois abriu a lixeira e apagou de lá também. Me entregou o aparelho para eu conferir. Passei por três pastas, olhei as nuvens, confirmei que não havia cópia. Estava limpo.

—Você não conta para o seu avô —eu pedi—. Nunca.

—Não vou contar para ninguém, mãe.

—E isso não se repete, Mateus. Uma vez.

—Uma vez.

Saí do quarto e desci para fazer o jantar com as mãos tremendo e o cu pulsando de um jeito que me dava nojo de mim mesma.

***

Meu marido chegou às nove. Jantamos os três à mesa como em qualquer outro dia, e Mateus fez um esforço visível para manter a conversa normal. Eu quase não falei. Lavei a louça com um cuidado obsessivo, até a água quente deixar minhas mãos vermelhas, e às onze e meia subimos para dormir.

Às doze e vinte, meu marido roncava com aquela profundidade mansa dos homens a quem nada inquieta. Levantei, coloquei um robe por cima da camisola e, antes de sair para o corredor, tirei a calcinha e a deixei dobrada debaixo do travesseiro. Não queria obstáculos. Caminhei descalça até a porta do quarto do meu filho.

Estava entreaberta.

Empurrei devagar. Ele estava sentado na beirada da cama, de bermuda e camiseta, com a luz do abajur acesa e as mãos apoiadas nos joelhos. Quando me viu entrar, se ergueu um pouco, como se não soubesse qual postura era a correta para receber a mãe no meio da noite. Olhei para a virilha dele. A rola já marcava dura contra o tecido da bermuda.

—Não acende a luz grande —sussurrei—. E abaixa a voz.

Fechei a porta atrás de mim e virei a chave. O clique me bateu no peito.

Cheguei perto da cama e me sentei ao lado dele. Ele tremia um pouco, não de medo, mas daquela adrenalina que deixa os garotos na beira da primeira transa. Apoiei a mão na bochecha dele e falei baixinho.

—Se em algum momento você quiser parar, a gente para. Está claro?

—Sim.

—E não me beija como se eu fosse sua mãe. Me beija como se eu fosse a mulher com quem você quer transar. Pode?

Ele ficou pensando um segundo. Depois se inclinou e me beijou. Não com a desajeitação que eu esperava, mas com uma lentidão cuidadosa, parando em cada movimento como se estivesse decorando a ordem. Abri a boca com a língua e enfiei a minha até o fundo, mostrando como se beijava uma mulher que queria ser comida. Ele aprendeu rápido: buscou minha língua com a dele e chupou meu lábio inferior com uma fome que me fez apertar as coxas. A mão dele subiu pelo lado da camisola até parar na minha cintura. Ficou ali, sem avançar, esperando uma autorização que eu nunca tinha pedido de forma explícita.

—Solta —eu disse contra os lábios dele—. Me toca onde quiser. Sou toda sua esta noite.

Peguei a mão dele e a levei até meu peito. Ele o apertou por cima da camisola, primeiro com medo, depois com mais força, procurando o mamilo com o polegar. Endureceu na hora, e ele soltou um gemido tão baixo que quase não ouvi. Tirei a camiseta pela cabeça dele e deixei o algodão amontoado aos pés da cama. Ele tinha o torso magro, ainda sem terminar de se formar, com aquela textura suave dos garotos que estão acabando de deixar de ser garotos. Desci a mão dele pelo abdômen e apertei a rola por cima da bermuda. Estava dura como pedra, latejando.

—Olha o que eu te deixei assim —sussurrei.

Ajoelhei no chão entre as pernas dele e abaixei a bermuda e a cueca de uma só vez até os tornozelos. A rola saltou para fora, rija, apontando para o teto, a cabeça já brilhante de pré-gozo. Não era enorme, mas era grossa, jovem, com as veias marcadas e os ovos apertados contra a base. A primeira rola que eu via em vinte anos que não era a do meu pai ou a do meu marido, e era a do meu filho. A boca ficou cheia de água.

—Que rola linda você tem, meu amor —eu disse, passando a língua pela base toda até a ponta—. Que desperdício ficar escondida.

Quando ergui os olhos, vi que ele tinha fechado os olhos.

—Abre. Quero que você me veja chupando você.

Ele abriu. Sustentou meu olhar enquanto eu o levava inteiro à boca de uma vez, até a garganta, até sentir os ovos contra o queixo. Arranquei dele um gemido gutural que ele mordeu logo depois, com a mão sobre os lábios. Comecei a chupá-lo devagar, subindo e descendo a cabeça, fazendo muito barulho com a saliva de propósito, deixando um fio de baba escorrer pela base até os ovos. Peguei-os com a mão livre e os massageei com cuidado enquanto continuava sugando a ponta. Fiz tudo o que sabia que um garoto de dezenove anos que nunca esteve numa boca não ia esquecer nunca: tirei para lamber os ovos um por um, passei a língua por baixo da glande, coloquei de volta e apertei a base com a mão enquanto girava a língua em torno da ponta.

—Mãe, mãe, espera —ele ofegou—, vou gozar.

Parei antes que terminasse, com a língua ainda sobre a ponta, e olhei para ele de baixo. Agarrei a rola com a mão e apertei forte na base para cortar o orgasmo.

—Ainda não. Ainda não vai gozar. Você vai me comer primeiro.

—Ainda não —ele repetiu, como um aluno aplicado, com a voz quebrada.

Fiz ele se levantar. Deixei a camisola subir por cima da cabeça e me deitei de costas na cama de solteiro dele, com os braços abertos e as pernas afastadas. Eu estava nua para ele, sem nada por cima, com o cu depilado e já encharcado, brilhando sob a luz do abajur. Ele ficou parado, me olhando, sem saber o que fazer com o corpo naquele espaço. A rola apontava para a frente, dura, molhada da minha saliva.

—Olha bem para mim —eu disse—. Esse é o cu em que você nasceu. E hoje à noite você vai comer ele. Vem.

—Mãe… —ele sussurrou, com a voz tremendo.

—Aqui —repeti, e abri os lábios do cu com dois dedos para ele ver o quanto eu estava molhada—. Devagar. Olha para mim enquanto você faz.

Ele se acomodou sobre mim com um cuidado que me comoveu. Me beijou o pescoço, o vão entre as clavículas, e desceu para os seios. Chupou meus mamilos um por um, com uma doçura desajeitada, mordiscando de leve, e eu arqueei as costas para oferecer mais. Desceu pelo abdômen e parou no umbigo, hesitando. Peguei a cabeça dele com uma mão e indiquei o caminho sem dizer nada. Ele entendeu.

—Chupa pra mim —sussurrei—. Com a língua toda. Como se fosse comer.

Ele desceu a cabeça entre minhas pernas e passou a língua por todo o comprimento do meu cu, de baixo para cima, terminando no clitóris. Arrancou de mim um gemido que abafei mordendo o braço. Aprendeu rápido, muito mais rápido do que eu tinha imaginado. Tive que guiar a língua dele com a mão nas primeiras vezes, marcar o ritmo sobre o clitóris com a ponta do dedo, indicar quando chupar e quando lamber, mas no quarto minuto ele já estava comendo meu cu como se fizesse aquilo há anos. Enfiou dois dedos dentro de mim enquanto me chupava e curvou as pontas para cima, procurando. Quando achou o ponto, escapou de mim um grito que abafei contra o travesseiro.

—Aí, aí, não para, aí —supliquei num sussurro.

Ele não parou. Me fez gozar contra a boca dele, tremendo inteira, com as pernas apertando a cabeça dele e as unhas cravadas no cabelo. Senti o orgasmo subir dos pés até a garganta e tive de morder o travesseiro para não gritar. Quando levantou o rosto com a boca brilhando dos meus fluidos, ele sorriu com um orgulho que me partiu ao meio. O queixo estava encharcado.

—Foi bom? —ele perguntou, com a voz de menino que havia perdido três vezes naquela noite.

—Foi perfeito, meu amor. Vem. Agora enfia em mim.

Eu o guiei com a mão. Segurei a rola e apoiei a ponta na entrada do cu, molhada e aberta, e olhei nos olhos dele.

—Empurra. Devagar.

A primeira investida foi lenta, quase indecisa, como se ele estivesse confirmando que era real. Senti como ele me abria, como me preenchia aos poucos, como cada centímetro daquela rola jovem afundava no cu que o tinha parido. Ele soltou um gemido longo, tremendo, e ficou quieto lá dentro, com os olhos fechados.

—Não se mexe —eu pedi—. Sente como teu cu me aperta.

Contraí os músculos ao redor da rola e ele soltou outro gemido, mais agudo. A segunda investida foi mais segura. Na terceira ele já tinha encontrado o ritmo, e a partir daí deixou de ser meu filho por um bom tempo: era só um corpo jovem em cima do meu, me fodendo, descobrindo o que um corpo jovem descobre pela primeira vez quando está dentro de uma mulher. A cama começou a chiar baixinho a cada empurrão. Dava para ouvir o barulho úmido da rola dele entrando e saindo do meu cu, um som que me dava vergonha e me excitava na mesma medida.

Eu o abracei com as pernas e falei no ouvido dele.

—Mais devagar. Aproveita. Não tem pressa. É tua primeira transa, não desperdiça gozando logo.

Ele me obedeceu. Baixou o ritmo até cada movimento se tornar longo, fundo, quase solene. Me enfiava inteira, até o fundo, e deixava dentro por um segundo antes de sacar quase por completo e voltar a empurrar. Eu cravava as unhas nas costas dele toda vez que sentia que ele acelerava, e ele lembrava do acordo e voltava a frear. Em algum momento perdi a noção de quem marcava o compasso.

—Chupa meus peitos enquanto me come —eu pedi.

Ele se abaixou sem parar de se mover e levou um mamilo à boca. Chupou com fome, com os olhos fechados, enquanto continuava empurrando. Agarrei a cabeça dele e a pressionei contra meu peito. Senti a rola inchada dentro de mim, latejando, marcando as paredes do cu a cada investida. Eu estava prestes a gozar de novo.

—Me vira —pedi—. Quero que você me coma por trás.

Ele saiu de mim. A rola dele saiu brilhando, escorrendo dos meus fluidos, e ele a olhou como se não pudesse acreditar no que estava fazendo. Virei de bruços, levantei o quadril e apoiei o rosto no travesseiro para não fazer barulho, oferecendo o cu bem empinado. Abri as nádegas com as mãos para que ele visse o buraco aberto, esperando por ele.

—Enfia assim. Tudo. De uma vez.

Quando ele entrou de novo foi diferente: mais fundo, mais urgente, com aquela torpeza doce de quem está aprendendo a se controlar. Senti as mãos dele na cintura, os dedos me apertando com medo de me marcar. Afundou até o fundo e soltou um gemido gutural que mordeu em seguida.

—Puta que pariu, mãe, que apertado você está.

—É teu cu esta noite —respondi contra o travesseiro—. Come direito. Não tenha medo. Me pega com força.

Ele apertou. Empurrou. Cada investida me tirava o ar e me fazia morder a fronha. A pele dos quadris dele batia nas minhas nádegas com um som seco, molhado, que enchia o quarto. Senti uma mão subindo pelas minhas costas e me agarrando pelo cabelo. Puxou, sem força, só o bastante para me arquear um pouco.

—Assim, meu amor —sussurrei—, me come como se eu fosse uma puta qualquer.

Ele adorou ouvir isso. Acelerou o ritmo, com a mão ainda no meu cabelo e a outra cravada na minha cintura. A cama rangeu uma vez mais forte e os dois ficamos quietos, ouvindo se no quarto ao lado algo tinha mudado. Nada tinha mudado. Meu marido continuava roncando.

Começou outra vez, mais devagar mas mais fundo. Me enfiou um dedo molhado no cu, tateando, e eu empurrei para trás para que ele entendesse.

—Ali também, da próxima —prometi—. Hoje no cu.

Escapou dele um longo suspiro ofegante. Ele começou a me foder mais rápido, com a rola entrando até os ovos, tocando um fundo que há anos ninguém tocava. Outro orgasmo se formou em mim, diferente do primeiro, mais animal, subindo do ventre.

—Vou gozar de novo —avisei, sem fôlego—. Continua assim, não para, me come assim.

Ele não parou. Gozei apertando a rola dele com o cu, tremendo inteira, gemendo contra o travesseiro, e ele soltou um xingamento baixinho ao sentir como eu o apertava.

—Mãe, não aguento mais, vou gozar.

—Devagar —sussurrei quando o senti perto—. Olha para mim.

Virei um pouco o rosto para oferecer a cara. Ele me olhou. Sustentei os olhos dele até senti-lo tensionar e cravei as unhas no quadril dele para lembrá-lo do acordo.

—Fora —eu lembrei—. Nas costas.

Ele saiu a tempo. Agarrou a rola com a mão e se deu duas ou três punhetadas rápidas sobre mim. Terminou na minha lombar, com a boca apertada para não gritar, com jatos quentes e grossos que chegaram até minhas nádegas. Foram quatro, cinco, seis jatos seguidos, mais leite do que eu imaginava, escorrendo pelos lados até os lençóis. Quando tudo se acalmou, ele caiu ao meu lado, ofegante como se tivesse corrido uma maratona.

Ficamos um bom tempo em silêncio. Eu fazia carinho no cabelo dele. Ele tinha a mão aberta sobre meu quadril, sem mexer, como se ainda não acreditasse que estava ali. O leite quente ainda escorria pelas minhas costas.

—Você está bem? —perguntei por fim.

—Sim. E você?

—Sim.

Virei devagar e passei um dedo pela rola mole dele, juntando a última gota de leite que ainda restava na ponta. Levei à boca e chupei olhando para ele. Ele ficou me olhando com os olhos muito abertos, como se acabasse de descobrir algo novo.

—Guarda essa imagem —disse eu—. É a única vez que você vai ver isso.

Levantei-me, limpei as costas e as coxas encharcadas com um lenço, coloquei a camisola e o robe e me abaixei para dar um beijo na testa dele.

—Só uma vez, Mateus.

—Só uma vez —ele repetiu, mas os dois sabíamos que ele estava mentindo, e os dois sabíamos que eu também.

Apaguei o abajur. Saí para o corredor. Voltei para a minha cama com as pernas ainda tremendo e o cu escorrendo dele. Meu marido continuava roncando com a mesma mansidão de sempre. Entrei debaixo dos lençóis sem calcinha, sentindo o leite do meu filho secar entre minhas coxas.

***

Na manhã seguinte, no café da manhã, Mateus me cumprimentou com um beijo na bochecha, igual a sempre. Meu marido não notou nada estranho. Eu também não fiz nada estranho. Servi o café, perguntei da prova de quinta, lembrei que ele tinha consulta com o fisioterapeuta. Meu filho me respondeu com o mesmo tom de sempre, e só quando nossos olhares se cruzaram por cima do açucareiro eu soube que já não éramos os mesmos.

Na quarta-feira seguinte fui à casa do meu pai e deixei que ele me comesse duas vezes na cozinha, uma contra a bancada e outra sentada no colo dele na cadeira, com minha mãe dormindo a sesta a dez metros. Saí de lá com o cu cheio do leite dele e o levei quente até em casa, sem me limpar, pensando que naquela mesma noite meu filho ia baixar minha calcinha no quarto dele e encontrar aquilo dentro. E foi assim: na segunda-feira seguinte entrei de novo no quarto do meu filho, e outra vez depois dessa, e aprendi que Mateus ficava louco até quase desmaiar por ser o segundo homem daquela semana. Só uma vez tinha virado uma frase que repetíamos por costume, sem acreditar nela, enquanto ele me comia por trás com a boca colada no meu ouvido perguntando se o vovô também me comia assim.

Não sei onde tudo isso vai terminar. Só sei que, quando você começa a puxar um fio desses, não há como guardá-lo de volta no novelo.

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