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Relatos Ardientes

Minha irmã confessou algo proibido naquela noite

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Deixei-me cair no sofá com a respiração entrecortada e o corpo ainda marcado pelo que acabara de acontecer. Uma mistura de saliva e sêmen escorria pela minha coxa, e por um segundo pensei que aquilo não podia ser real. Minha mulher e minha irmã, as duas ajoelhadas diante de mim poucos minutos antes, ainda trocavam olhares cúmplices que não precisavam de tradução.

Lorena tirou o corpete sem dramatismo, com a naturalidade de quem já tinha cruzado todos os limites possíveis. Ia tirar também a tanga branca quando a detive com um gesto.

—Deixa ela, Lorena. Ela marca uma bunda preciosa.

—E desse ângulo você tem a melhor vista —respondeu, mordendo o lábio.

Camila estava estirada no sofá com as pernas afastadas, puxando a cabeça da minha mulher em direção a ela. Lorena se ajeitou de quatro, enterrando-lhe o rosto entre as coxas, e de quebra me ofereceu o espetáculo da lombar, onde o triângulo de tecido branco contrastava com a pele bronzeada. A tira elástica se perdia entre as nádegas redondas para reaparecer cobrindo apenas o necessário. Ela tinha um corpo em forma de coração, daqueles que não se esquecem.

—Irmão, me ajuda um pouco com a sua mulher? —perguntou Camila com um sorriso travesso.

—Para o que você precisar, irmãzinha.

O olhar que trocamos naquele instante dizia mais do que qualquer palavra. Jogamos pela janela os últimos preconceitos, as últimas dúvidas, tudo o que nos tinha contido durante tantos anos.

—Na minha mochila, ao lado da porta, tem umas coisas com as quais você vai querer brincar.

Fui buscá-la sem responder. Dentro encontrei um consolador de silicone, um ovo vibratório e um frasco de lubrificante que deixei onde estava. Naquela noite, duvido que fosse preciso.

—Por qual você quer começar? —perguntei, erguendo os dois brinquedos diante dela.

—Me dá o ovo. Você fica com o outro.

Camila assumiu as rédeas com uma confiança que eu não conhecia nela. Pediu a Lorena que se deitasse de barriga para cima sobre a mesa baixa da sala, com os joelhos flexionados e as pernas abertas. Minha mulher obedeceu sem protestar, embora tenha implorado à minha irmã que não parasse de comer o sexo dela. Camila se ajoelhou sobre o rosto dela, me encarando direto nos olhos, e levou o ovo à boca para umedecê-lo antes de ligá-lo. O zumbido quase inaudível encheu o ambiente.

—Agora você vai ver como sua mulher fica molhada de verdade —me disse, sem tirar os olhos de mim.

Apoiou o ovo sobre o tecido branco, exatamente onde imaginava o clitóris de Lorena. Os gemidos da minha mulher saíram primeiro abafados, depois mais graves, acompanhados de um movimento rítmico da pelve que buscava mais contato. O tecido começou a escurecer no centro, primeiro um círculo pequeno, depois uma mancha nítida que se expandia sem disfarce.

—Isso, minha puta favorita. Molha tudo. Quero que você escorra como escorre em mim.

Desligou o ovo e desceu da mesa. Pediu a Lorena que se virasse e ficasse de quatro, com a bunda apontada para mim. Minha mulher, os olhos brilhantes e a respiração cortada, fez o que lhe mandavam sem reclamar.

—Agora é sua vez, irmão. Você tem toda a bunda da sua mulher pra você e pra esse brinquedo.

Senti que meu pau voltava a endurecer. Não tinham se passado nem dez minutos desde que eu tinha gozado na cara delas e eu já estava pronto de novo. Havia algo naquela cena que me atravessava por dentro, e não era só o corpo de Lorena.

—Lorena, vou te abrir a bunda com isso —avisei, me aproximando com o consolador.

—Faz. Faz agora. Quero me sentir bem puta esta noite, com os dois. Quero que me abram inteira.

Abaixei a tanga dela, que na frente já tinha ficado cinza de tão encharcada. Quando a deslizei para o lado, fios finos da umidade dela se esticaram e ficaram grudados no tecido. Aquilo me deixou completamente louco.

Passei a ponta do consolador pelo sexo dela para umedecê-lo bem. Com a outra mão, abri-lhe as nádegas e, sem pensar muito, passei a língua pelo ânus dela. Depois empurrei o brinquedo devagar, primeiro a cabeça, depois um pouco mais, até entrar sem resistência. Lorena gemia com o rosto enterrado entre as coxas de Camila, que a beijava na boca e sussurrava coisas que eu não conseguia ouvir.

Minha mulher se virou um instante para me olhar, com a voz rouca e os olhos vidrados.

—Quero que você enfie tudo de uma vez. E o seu, dentro de mim.

—Como você quiser.

Afundei o consolador até a base enquanto enfiava meu pau no sexo dela. A sensação era nova, intensa, quase impossível de controlar. Eu não conseguia coordenar os dois movimentos ao mesmo tempo, então fiz sinal para Camila se aproximar. Ela veio sem pressa, passo a passo, até ficar na minha frente, tão perto que eu sentia a respiração dela bater nos meus lábios. Ela mostrou a língua e lambeu minha boca antes de me beijar. Foi um beijo longo, faminto, com todo o peso dos anos que tínhamos passado guardando aquilo.

—Da próxima vez que você gozar —me disse ao ouvido—, você faz isso dentro de mim. Não penso em compartilhar isso com ninguém.

Ela pegou o consolador pela base e começou a movê-lo, puxando-o quase inteiro antes de torná-lo a enfiar. De novo e de novo, num ritmo que Lorena recebia como se esperasse por aquilo a vida toda. Eu nunca tinha visto minha mulher tão aberta, tão entregue. Eu a penetrava com um compasso diferente do brinquedo, e os dois golpes em contratempos a faziam gritar.

—Isso, assim, os dois juntos! Não parem, não parem, eu vou gozar.

—Olha como você me deixa o pau, todo branco de você.

—Mais, mais, não parem, vocês me enchem toda…

O orgasmo veio de repente, numa série de espasmos que a sacudiram da cabeça aos pés. Ela desabou sobre a mesa, completamente vencida, com o consolador ainda dentro. Não conseguia nem levantar o braço para tirá-lo. Murmurou algo como «a melhor transa da minha vida», e depois algo sobre não conseguir sentar no dia seguinte. Camila tirou o brinquedo com cuidado e a ajudou a se recostar no sofá. Ficou nos olhando dali, com aquele meio sorriso de quem já não espera mais nada.

***

Era a vez da minha irmã.

—E você, Camila? O que é que você tanto quer? —perguntei baixinho.

Ela se aproximou de mim, colando o corpo ao meu, e falou no meu ouvido. A voz tremia um pouco.

—A sua mulher é a puta que precisa ser arrebentada, que precisa sentir o desejo de outra mulher. Eu não, Tomás. Eu quero você. Quero te beijar, te abraçar, sentir que você está dentro de mim de uma vez por todas.

Minha garganta secou. Fazia anos que eu não a ouvia falar assim, se é que algum dia tinha falado.

—E por que você nunca me disse nada antes?

—Por medo. Porque eu achava que você não ia me entender. Porque sempre fui insegura. E porque Lorena fez de tudo para te manter longe, para me fazer sentir mal por sentir isso.

Olhei nos olhos dela. Estavam úmidos, não de excitação, mas de algo muito mais antigo.

—Quando éramos crianças eu olhava seus seios toda vez que você passava de biquíni —admiti com voz rouca—. Já me masturbei um monte de vezes pensando em você, escondido, cheirando sua calcinha quando você não estava. Eu também arrasto isso há muito tempo.

—Então me beija.

Sentei no sofá, ao lado de Lorena, que continuava respirando fundo com os olhos semicerrados. Camila subiu no meu colo, apoiando as mãos nos meus ombros, e se ajeitou de frente para mim com as pernas em volta da minha cintura. Os seios dela bateram contra os meus, os mamilos duros como pedrinhas. Ela pegou meu membro com uma mão, guiou-o até a entrada e desceu bem devagar, até se sentar completamente em mim.

Sentir o calor dela, a umidade dela, a respiração roçando meu rosto, me transbordou. Era tudo o que durante anos tinha sido proibido, e agora estava nas nossas mãos, sem ninguém que pudesse nos deter.

Ela ficou parada por alguns minutos, sem se mover, me olhando nos olhos e me beijando com uma calma que não se parecia com nada do que eu tinha vivido antes. Não havia degradação naquilo. Não havia pornografia. Havia desejo, sim, muito. Mas também havia algo mais fundo, mais escuro, mais nosso.

Tantos anos, pensei, tantos anos carregando isso em silêncio.

Ela aproximou um dos seios da minha boca e começou a se mover devagar. Meu membro quase não entrava nem saía, só esfregava o clitóris dela contra minha pelve. Por dentro, eu sentia cada centímetro dela me envolvendo, quente, pulsando junto com a batida do meu próprio corpo.

Ela foi aumentando o ritmo aos poucos. Cravou as unhas nas minhas costas e me apertou com as pernas, como se tivesse medo de que eu fugisse, como se depois de todos aqueles anos não quisesse correr o risco de me perder de novo.

—Estou prestes a gozar —sussurrou—, mas quero fazer isso com você. Vamos gozar juntos, Tomás. Quero sentir você gozar dentro de mim. Quero saber que fui eu que te fiz explodir, que fui eu que te enchi. Goza dentro de mim, vai, goza dentro de mim.

Essas palavras acabaram de me derrubar. Comecei a me esvaziar dentro dela em ondas, enquanto as pernas e os braços dela me apertavam com uma força que eu não conhecia. Meu membro não podia estar mais fundo, e ainda assim continuava tentando afundar mais, como se quisesse ficar morando ali.

Go zamos ao mesmo tempo, abraçados, frente a frente, sem nos afastar um só milímetro. Meu orgasmo foi longo, fundo, diferente de qualquer outro. Quando ela finalmente se separou de mim, fez isso devagar, me olhando nos olhos com uma ternura que eu não esperava.

—Obrigada —disse bem baixinho— por deixar a gente desfrutar disso.

Lorena, do outro lado do sofá, sorria com os olhos fechados, como quem acabou de presenciar algo que sabia que mais cedo ou mais tarde ia acontecer. Ninguém falou por um longo tempo. Não era necessário. O que tinha acontecido naquela noite não podia ser desfeito, e nenhum dos três tinha a intenção de fingir o contrário.

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