A manhã em que meu irmão mais velho voltou para casa
Quando Valentina entrou na cozinha naquela manhã, ele estava apoiado na ilha com o café na mão e um olhar que não tinha nada de fraternal.
Quando Valentina entrou na cozinha naquela manhã, ele estava apoiado na ilha com o café na mão e um olhar que não tinha nada de fraternal.
O corredor estava em silêncio, a porta dele entreaberta. Eu sabia que não devia entrar. Entrei mesmo assim.
Andrés estava viajando e eu estava usando minha saia nova. Quando a campainha tocou e vi meu tio na porta, eu soube que meu segredo tinha acabado.
Eu tinha quarenta e ela cinquenta e dois. Bastou vê-la ajeitando a roupa, achando que estava sozinha, para o ar daquela casa ficar insuportável.
Bruno levaria meus pais para a cidade e eu ficaria sozinha. O que ninguém esperava era que a sobremesa de domingo terminasse assim.
Ela desceu as escadas com aquela calça de couro e eu soube que a noite seria complicada. Quando a tive colada às minhas costas na moto, esqueci que era a mulher do meu pai.
Encontrei um brinquedo escondido na gaveta dela e soube que não era só tristeza o que lhe faltava. Era algo que só a própria família dela podia dar.
Preparamos o jantar juntos entre beijos furtivos. Ninguém imaginou como aquela noite de filmes terminaria no sofá quando ele descobriu meu costume secreto.
Chegou em casa duas horas antes do previsto e a encontrou no quarto, de olhos fechados e a mão entre as pernas. Foi nesse momento que tudo mudou.
Depois que meu pai e meu irmão terminaram comigo, minha mãe se aproximou da cama com um sorriso que eu não conhecia. Naquela noite tudo mudou.