Aquela viagem à praia despertou um desejo proibido
O que começou como uma conversa constrangedora sobre brinquedos no banco de trás acabou se tornando o segredo mais sombrio que essa família jamais contaria.
O que começou como uma conversa constrangedora sobre brinquedos no banco de trás acabou se tornando o segredo mais sombrio que essa família jamais contaria.
O táxi se afastou na poeira e, na varanda, os avós esperavam de braços abertos. Ninguém imaginava que aquele abraço de boas-vindas mudaria tudo.
Quando os vi ajeitando a calça ao vê-la se esticar na cozinha, soube que aquele verão seria diferente. E eu mesmo me encarregaria de empurrá-lo.
Ofereci-me para massagear os pés dela sem saber que ela ia colocar o dela exatamente onde eu não ousava pedir, e que nenhum dos dois diria uma palavra.
Deixei o chalé do meu pai pela casa dos meus avós na aldeia. Não imaginava que minha tia, a mais rezadeira do povoado, acabaria nua na minha cama por causa de um envelope cheio de notas.
Faltavam dias para minha viagem quando ela me ligou pedindo um favor inocente. Nenhum dos dois imaginava que terminaríamos trancados, no escuro e sem roupa.
Quando ele abriu a camisa e senti seu perfume tomar conta da cozinha, eu soube que aquele café da manhã com meu sobrinho não acabaria num café tranquilo.
Minha irmã ria enquanto eu contava o que tinha lido no WhatsApp do meu filho, e eu não imaginava que aquela tarde terminaria eu ajoelhada na frente dele.
Quando vi a silhueta dele agachada atrás do vidro, soube que ele já vinha nos observando havia um tempo. E, em vez de parar, sustentei o olhar.
Desci ao banheiro às três da manhã e ouvi a risada da minha tia atrás da cortina. Meu pai apareceu atrás de mim com o mesmo sorriso cúmplice.
Quando os outros foram ao bar e ficamos sozinhos à beira da piscina, minha tia me perguntou algo que mudaria para sempre a forma como eu a olharia.
Sua camiseta branca encharcada de suor, os mamilos marcando o tecido, e a pergunta lançada entre dois copos de vinho: é verdade o que dizem sobre você e Lucía?
Eu tinha dezoito anos e nunca tinha ficado com ninguém. A tia da minha mãe acabou dormindo ao meu lado naquela noite, e tudo o que eu achava saber sobre desejo se quebrou em silêncio.
Lucía nunca contava essa parte. Naquela quinta-feira, ela se vestiu como só ela sabia e soube que aquele sobrinho virgem não sairia de casa sem lhe deixar algo dentro.
Marina vinha sendo invisível para o marido havia meses. O sobrinho a olhava do único jeito de que ela precisava. Nessa noite, as cartas decidiram.
Enquanto Lucía se preparava para receber seu amante, a irmã já tinha outro plano com o sobrinho: as caixas do sótão eram só uma desculpa para começar.
Saí do banheiro sem roupa e ele estava ali, no corredor, tão nu quanto eu. Nos encaramos sem conseguir nos mexer. Esse segundo bastou para mudar tudo.
Ela tinha 59 anos, era loira, com curvas que não pediam desculpas. Eu era o sobrinho favorito, e passava dias olhando de lado sem conseguir evitar.
Encontrei a calcinha dela sobre o cesto quando entrei no banheiro. Ela não tinha guardado direito. E, desde aquele instante, nunca mais consegui vê-la do mesmo jeito.
Quando abriu os olhos, ela ainda dormia ao seu lado, nua. Bruno soube naquele instante que a noite não tinha terminado, não de verdade, e que só lhes restavam algumas horas.