A renda vermelha com que Marco finalmente me viu
Parei diante do espelho do banheiro com o coração batendo contra as costelas. A renda vermelha apertava minha cintura e, pela primeira vez na vida, o que eu via refletido parecia aquilo que eu sentia por dentro.
Havia semanas que eu guardava aquela roupa no fundo do armário, debaixo dos lençóis velhos, como se fosse um segredo capaz de contaminar o resto da minha vida se eu a deixasse à vista. Mas aquela noite não era uma noite qualquer.
Alisei minha saia lápis de couro, deixando o tecido frio grudar nos meus quadris. Meus dedos tremiam quando roçaram a blusa de cetim branco, macia como água entre as mãos.
A peruca caía em uma cascata castanha e ondulada que emoldurava meu rosto e suavizava meus traços. Olhei para meus lábios, pintados de um carmesim intenso, e os curvei em um sorriso nervoso.
Esta sou eu. Isto é o que sempre quis ser.
Eu me chamava Andrea quando estava sozinha. Era um nome que eu havia repetido em voz baixa tantas vezes que já soava mais meu do que o outro, o que constava nos meus documentos.
Calcei os saltos e cambaleei por um instante antes de encontrar o equilíbrio. Será que Marco gostaria? A pergunta ficou girando na minha cabeça enquanto eu pegava uma bolsa pequena e saía para o corredor.
O caminho até o prédio dele pareceu eterno. Cada passo ressoava com um som novo, aquele repique seco dos saltos contra a calçada que atraía olhares que eu não tinha certeza de querer. Mas já não havia volta.
Quando cheguei à porta dele, hesitei. Levantei a mão para bater, mas ela ficou suspensa no ar, tremendo. Antes que eu pudesse me decidir, a porta se abriu de repente.
Marco estava ali, alto, imponente, com aqueles olhos escuros que percorreram meu corpo inteiro com uma intensidade que me roubou o fôlego.
Meu Deus, pensei, sentindo minhas bochechas queimarem.
Ele usava uma camisa preta justa e calças sociais que se ajustavam ao seu corpo nos lugares certos. Seu olhar parou na minha roupa, no meu rosto, e por um instante nenhum dos dois disse nada. Baixou os olhos até a entreperna da minha saia de couro e, embora ali embaixo eu usasse a trava de renda apertando bem meu pau contra o púbis, senti que ele já sabia de tudo o que havia por baixo — e que gostava.
— Você está... — começou ele, com a voz baixa e áspera. Estendeu a mão e roçou minha bochecha com os dedos. — Incrível.
Meu coração deu um salto com aquele toque.
— Obrigada — sussurrei, e minha voz saiu mais frágil do que eu gostaria.
Entrei sentindo o calor do corpo dele ao passar a seu lado. O apartamento estava mal iluminado; algumas velas tremeluziam sobre uma mesa posta para dois. A luz suave projetava sombras que dançavam pelas paredes e criava uma intimidade que apertava minha garganta.
Marco me conduziu até a mesa e puxou a cadeira para mim com uma cavalheirice que revirou meu estômago.
***
O jantar foi uma mancha indistinta. Alguma coisa deliciosa na qual não consegui me concentrar nem por um segundo. Toda a minha atenção estava absorvida por ele, pela maneira como não tirava os olhos de mim, pelo modo como sua voz parecia acariciar cada palavra antes de soltá-la.
Conversamos sobre tudo e sobre nada. A conversa fluía com uma naturalidade estranha, apesar da tensão que pulsava sob cada frase, à espera.
Quando tiramos os pratos, Marco se recostou na cadeira e cravou os olhos em mim.
— Você confia em mim? — perguntou, com uma voz suave, mas firme.
Engoli em seco. A pergunta acelerou minha mente. Confiar nele? Era uma pergunta capciosa, dessas que abrem portas. Mas olhei nos olhos dele e assenti.
— Sim — respondi em voz baixa.
Ele se levantou e me estendeu a mão.
— Venha.
Peguei sua mão e deixei que ele me ajudasse a ficar de pé. Ficamos próximos, quase colados, e senti o calor que irradiava de seu corpo. Minha respiração travou quando a mão livre dele subiu até meu rosto e o polegar roçou meu lábio inferior.
— Você é linda — murmurou, com a voz carregada. — Eu desejei isso desde o primeiro momento em que vi você.
Meu coração batia com força, e meu corpo inteiro tremia de expectativa.
— Desejou... o quê? — perguntei, embora já soubesse a resposta.
Ele não respondeu com palavras. Inclinou-se e encurtou a distância entre nós. Seus lábios encontraram os meus em um beijo que começou suave, hesitante, e se aprofundou depressa.
Ofeguei contra sua boca. Minhas mãos se agarraram por instinto aos seus ombros enquanto nossos lábios se procuravam. O beijo foi tudo o que eu havia imaginado, e mais. Apaixonado, faminto, dominante.
A língua dele roçou a minha e um arrepio percorreu minha coluna. Suas mãos grandes deslizaram pelas minhas costas e me puxaram para perto, até nossos corpos ficarem completamente unidos. Senti o volume duro de seu pau se cravando contra meu quadril através da calça, e aquela pressão sozinha me fez molhar a cabeça do meu pau dentro da renda.
Gemi baixinho, com os joelhos bambos, enquanto seus lábios desciam pelo meu pescoço, deixando uma trilha de fogo.
— Marco — sussurrei, com a voz trêmula.
Ele se afastou apenas um pouco, os olhos escuros fixos nos meus.
— Diga o que você quer — falou, em um tom baixo e autoritário.
Hesitei por um instante, com a mente disparada. Será que eu realmente conseguiria dizer? Conseguiria colocar em palavras os desejos que haviam me perseguido por tanto tempo?
— Eu quero... quero que você me beije outra vez — sussurrei, com as bochechas em chamas.
Marco sorriu, um sorriso lento e cúmplice que acelerou meu coração.
— Muito bem — murmurou, antes de capturar minha boca novamente.
***
Esse segundo beijo foi mais intenso que o primeiro. Suas mãos percorreram meu corpo, explorando cada curva através do tecido. Uma delas deslizou por baixo da barra da blusa e roçou com as pontas dos dedos a pele sensível da minha barriga. Ofeguei e arqueei as costas contra o toque.
— Porra — murmurou contra meus lábios, com a voz áspera de necessidade. — Você não faz ideia do que provoca em mim.
Minha cabeça girava, meu corpo inteiro vibrava. Nunca havia me sentido assim, tão desejada, tão vista.
A maneira como suas mãos se moviam sobre mim, possessivas e ao mesmo tempo cuidadosas, lançava correntes pelas minhas veias. Deixei escapar um gemido suave quando sua mão subiu um pouco mais e roçou a borda da renda do sutiã, um gesto provocante e deliberado ao mesmo tempo.
Minha respiração ficou entrecortada, a meio caminho entre o medo e a entrega.
Isso é de verdade, pensei, com o coração batendo tão forte que eu tinha certeza de que ele podia ouvi-lo. É isso que sonhei em tantas noites.
A saia de couro apertava meus quadris, fresca contra a pele quente, mas era a proximidade dele que me fazia sentir realmente exposta. Cada roçar de seus dedos, cada movimento de nossos corpos apertados um contra o outro, lançava ondas de desejo que eu não sabia conter. O pau, apertado sob a trava, pulsava contra o tecido e umedecia a renda com fios de pré-gozo.
Separei os lábios, uma súplica muda por mais, e me inclinei na direção dele.
Sua boca voltou à minha garganta, deixando uma trilha de beijos úmidos até a cavidade do pescoço.
— Você é linda — murmurou. — Tão linda.
As palavras foram um bálsamo sobre todas as minhas inseguranças, uma confirmação da mulher que havia me custado tanto deixar sair. Senti-me vista não como um homem usando roupas emprestadas, mas como alguém novo, alguém que merecia ser desejada.
Minhas mãos, ainda trêmulas, agarraram seus ombros e me apoiei nele enquanto meus joelhos falhavam. Desci uma mão pelo peito dele até a braguilha e apertei seu pau por cima da calça. Era grosso, duro, comprido. Minha boca se encheu de água só de senti-lo.
— Deus — murmurou ele, com um grunhido que nasceu no peito. — Continue tocando assim.
Apertei-o de novo, acompanhando o contorno da cabeça através do tecido, e senti uma pulsação percorrer todo o seu comprimento. Ele levou a mão à minha nuca e colou minha boca à dele com mais urgência, mordendo meu lábio, enquanto eu abria seu cinto com dedos desajeitados.
A maneira como seus dedos brincavam com a borda da renda, mal roçando nela, era enlouquecedora. Eu queria — não, precisava — de mais.
— Por favor — sussurrei, e a palavra escapou antes que eu pudesse me conter. Soou crua, vulnerável, sem filtro, e fez Marco se afastar um pouco para procurar meu olhar.
Seus olhos escuros estavam cheios de um anseio que era o reflexo do meu.
— Diga o que você quer — repetiu, com um grunhido grave que eriçou minhas costas. A ordem foi suave, mas firme, sem deixar espaço para dúvidas.
Hesitei por um instante, com as bochechas ardendo, mas seu olhar me deu coragem.
— Quero chupar você — soltei, com a voz rouca, quase estranha para mim. — Quero chupar seu pau até você gozar na minha boca.
Foi tudo o que consegui dizer, tudo o que consegui pensar. O resto deixei no silêncio, confiando que ele entenderia. E, pelo jeito como seus lábios se curvaram, soube que ele havia entendido.
— De joelhos — pediu, com a voz espessa.
Ajoelhei-me devagar, cuidando para que a saia de couro não subisse de repente, e terminei de abrir sua braguilha. Puxei o elástico da cueca e seu pau saltou para fora, duro, grosso, com a veia marcada correndo por baixo e a cabeça já brilhante. Um gemido escapou de mim assim que o vi. Era lindo. Era exatamente o que eu vinha imaginando havia meses, trancada no meu quarto, me tocando com o travesseiro entre as coxas.
Agarrei-o com as duas mãos, avaliando seu peso, e passei a língua por toda a veia, da base até a cabeça. Marco jogou a cabeça para trás e soltou um “porra” prolongado. Encorajada, fechei os lábios ao redor da cabeça e desci devagar, deixando que ele entrasse em mim até onde consegui, sentindo a pulsação dele bater contra meu palato.
— Assim, Andrea — disse ele, e ouvir meu nome me fez estremecer inteira. — Assim, linda. Chupe tudo.
Comecei a mover a cabeça, chupando primeiro suavemente, depois com mais vontade, deixando a saliva escorrer pelo canto da boca e molhar suas bolas. Quando descia, apertava a base com a mão; quando subia, enrolava a língua ao redor da cabeça até ele cravar os dedos no cabelo da peruca e me empurrar de volta para baixo.
— Olhe para mim — ofegou.
Levantei os olhos sem tirar o pau da boca. Vê-lo dali de baixo, olhando para mim como se eu fosse a coisa mais excitante que ele já havia visto na vida, terminou de me desfazer. Meu pau endureceu contra a renda de maneira dolorosa. Chupei com mais fome, engolindo-o fundo, engasgando cada vez que ele o enterrava até minha garganta.
— Chega — gemeu de repente, agarrando meu queixo para me tirar dali. — Chega, ou vou gozar agora, e ainda não quero gozar.
Fiquei ajoelhada, ofegante, com os lábios inchados e um fio de saliva pendendo até a cabeça do meu pau. Ele me encarou por um longo segundo e então se abaixou, levantando-me pelas axilas como se eu não pesasse nada.
— Está tudo bem? — perguntou, afastando-se o suficiente para olhar nos meus olhos.
Assenti sem dizer uma palavra, abalada demais para falar. Seus dedos deslizaram por baixo da renda e seguraram meu peito com uma suavidade que me desarmou. Meus mamilos estavam tão duros que doíam, e ele os apertou de leve, arrancando de mim um grito abafado.
Estremeci inteira, respirando aos solavancos.
— Você é incrível — murmurou, roçando meu mamilo com o polegar em um movimento lento, pausado, que me arrancou um tremor.
Sua voz era baixa e possessiva, e cada palavra destilava uma intensidade que amolecia minhas pernas.
Seus dedos permaneceram ali, percorrendo minha pele sensível com um toque terno e elétrico ao mesmo tempo. Mordi o lábio para sufocar um gemido, mas ele escapou assim mesmo, um som suave que pareceu ressoar no silêncio do apartamento.
A outra mão desceu pelas minhas costas, agarrou minha bunda por cima do couro e me puxou contra ele. O calor entre nós era palpável, e eu podia sentir seu pau, ainda para fora, molhado com minha saliva, cravando-se contra minha barriga.
Uma fisgada me percorreu e me deixou sem ar.
Isto já não é uma fantasia, pensei, enquanto meu pulso esvoaçava como um pássaro preso no peito.
— Você gosta? — perguntou Marco, com a voz rouca, enquanto me acariciava com a pressão exata para me fazer ofegar.
Seus olhos escuros procuravam a verdade no meu rosto. Assenti, incapaz de articular qualquer coisa, com os lábios entreabertos em uma súplica silenciosa.
Ele sorriu com satisfação, aquela curva lenta e cúmplice que me incendiou por dentro.
— Ótimo — murmurou, com o hálito quente contra minha orelha. — Porque não me canso de você. E ainda nem enfiei em você.
***
Seus lábios voltaram ao meu pescoço, deixando uma trilha de beijos úmidos ao longo da garganta, cada um deles uma faísca de prazer que me percorria. Ele me levou de costas até o sofá sem parar de morder meu ombro e, em dois movimentos, ergueu minha saia de couro até a cintura. Por baixo eu usava a tanga de renda vermelha combinando com o sutiã, e a trava com o pau escondido contra o púbis; ele a viu e soltou um gemido baixo.
— Olhe só para isso — murmurou, passando um dedo sobre o tecido encharcado de pré-gozo. — Veja como você está.
Minhas pernas tremeram. Ele me sentou no encosto do sofá e abriu minhas coxas com as duas mãos, sem pressa, como quem ajeita algo que lhe pertence. Tirou a trava e libertou meu pau, que saltou para fora, duro e pingando. Segurou-o com a mão quente e começou a me masturbar devagar, com o polegar circulando a cabeça, enquanto a outra mão procurava mais abaixo.
— Vou fazer de tudo com você — avisou, com a voz espessa. — Você deixa?
— Sim — ofeguei. — Sim, tudo.
Suas mãos continuaram explorando: uma segurava meu peito por cima da renda, enquanto a outra descia, passava por trás e acariciava minha bunda, encontrando minha entrada por cima da tanga. Ele a roçou com a ponta do dedo, pressionando apenas um pouco, e eu arqueei o corpo em sua direção. Sentir como ele era firme, tão seguro do que fazia, fazia minha cabeça girar.
Senti-me possuída, querida e completamente perdida no momento.
— Você é linda — repetiu contra minha pele, com a voz carregada de desejo. E, mais uma vez, as palavras caíram sobre meus medos como um bálsamo, confirmando aquela parte de mim que eu havia escondido por tanto tempo.
Cravei as unhas suavemente na camisa dele, agarrando-me a ele, enquanto ele se abaixava, afastava minha tanga para o lado e enfiava meu pau inteiro na boca. O grito que escapou de mim não foi humano. Marco chupava com fome, fazendo barulho, olhando para mim lá de baixo como se estivesse comendo a melhor coisa do mundo, enquanto um dedo molhado de saliva começava a rondar meu cu.
— Deus, Marco — ofeguei, agarrando seu cabelo. — Assim eu não aguento, assim eu gozo.
Ele tirou meu pau da boca com um estalo e sorriu para mim, com o queixo brilhante.
— Ainda não — disse. — Você ainda não terminou.
Ele me virou contra o encosto do sofá, empurrando-me com a palma aberta no meio das costas até que eu ficasse apoiada de frente. Puxou minha tanga para o lado e senti sua língua descer pelo rego da minha bunda, quente, úmida, insistente. Soltei um gemido longo e agônico enquanto ele me abria com os polegares e comia meu cu com uma paciência que me fez chorar.
— Por favor — balbuciei. — Marco, por favor...
— O que você quer? — perguntou, mordendo minha nádega. — Diga.
— Quero que você enfie — ofeguei. — Foda-me, Marco, por favor, foda-me.
Ouvi o barulho do sachê, o estalo do gel entre seus dedos e, depois, dois dedos entrando em mim aos poucos, abrindo-me, girando lá dentro até encontrar aquele ponto que me fez ver branco. Quando ele me virou outra vez e encostou a cabeça do pau na minha entrada, eu já tremia inteira.
Empurrou devagar, centímetro por centímetro, olhando nos meus olhos o tempo todo. Fui preenchida por ele como se meu corpo tivesse esperado aquilo a vida inteira. Ardeu um pouco, e depois o ardor se transformou em uma pressão grossa e plena que me roubava o ar.
— Andrea — ofegou, quando finalmente ficou dentro até o fundo. — Você está incrível.
Ele começou a se mover. Saídas longas, entradas duras, um ritmo que me fazia bater contra o encosto do sofá a cada estocada. A cada empurrão, meu pau ricocheteava contra minha barriga e derramava pré-gozo sobre meu ventre. Marco agarrou minha cintura com as duas mãos e me penetrou mais fundo, mordendo meu ombro, procurando minha boca.
— Toque-se — ordenou, sem parar de me foder. — Toque-se para mim.
Obedeci. Agarrei meu pau e comecei a me masturbar no ritmo de suas estocadas, tremendo inteira. A combinação de tê-lo dentro de mim e me tocar por fora me levou ao limite em segundos.
— Marco, eu vou gozar — gemi. — Eu vou gozar, vou gozar...
— Goze — grunhiu ele, acelerando. — Goze com meu pau dentro de você.
O orgasmo me atingiu como uma onda. Senti minhas entranhas se apertarem ao redor do pau dele, senti minha própria porra saltar quente e espessa contra minha barriga, contra minha mão, contra a blusa de cetim branco, que já começava a ficar manchada de branco. Marco ofegou alto ao sentir meu corpo se fechar ao redor dele e acelerou ainda mais, penetrando-me duas, três, quatro vezes mais fundo, até se enterrar até a raiz e permanecer ali, tremendo, esvaziando-se dentro de mim com um gemido rouco colado ao meu ouvido.
Ficamos assim por um longo tempo, colados, suados, respirando entrecortadamente.
Quando finalmente nos separamos, nós dois respirávamos com dificuldade. Ele encostou a testa na minha e examinou meu rosto com aqueles olhos escuros que já não me assustavam.
— Você é perfeita — disse em voz baixa. — Tudo o que eu imaginava.
Minhas bochechas queimaram ao ouvi-lo. Não de vergonha, dessa vez, mas por algo mais puro, mais novo. Pela primeira vez na vida, alguém havia olhado para mim e visto exatamente a pessoa que eu precisava ser.
Antes que eu pudesse responder, Marco voltou a se inclinar, e deixei que a noite continuasse se escrevendo sozinha, entre as velas e a renda vermelha que, daquela vez, eu não precisei esconder no fundo de armário nenhum.



