Pular para o conteúdo
Relatos Ardientes

A noite em que dois homens realizaram minha fantasia

Meu nome é Elena, tenho cinquenta e cinco anos e pouco mais de um metro e sessenta. Há quem ache que, na minha idade, o desejo se apaga, mas o meu está aceso há anos, esperando apenas a ocasião. Tenho o cabelo castanho cortado na altura dos ombros e os olhos de um verde que fica mais escuro quando me excito. Vivo sozinha há bastante tempo e gosto da minha vida exatamente como ela é, exceto por uma coisa: uma fantasia que me persegue desde jovem e que eu nunca tinha ousado realizar.

Sempre quis que dois homens me fodessem ao mesmo tempo. Não por capricho, mas pela ideia concreta de me sentir cheia pelos dois buracos, com um pau na boceta e outro na boca, desejada em dobro, sem precisar escolher. Só de pensar nisso eu já encharcava a calcinha. Eu imaginava aquilo em tantas noites, sozinha na cama, com dois dedos metidos na boceta e o clitóris ardendo sob a ponta dos dedos, que, no dia em que decidi parar de imaginar e fazer, fiquei surpresa com a tranquilidade que senti.

Publiquei um anúncio breve e discreto em um site de encontros para adultos. Escrevi algo simples: mulher madura, aberta e sem pressa, procura dois cavalheiros para uma experiência compartilhada, discrição absoluta. As respostas chegaram em questão de horas, muitas, quase todas descartáveis. Mas dois perfis chamaram minha atenção desde a primeira mensagem.

Andrés tinha quarenta e nove anos, era alto, magro e tinha um jeito de escrever que me fazia rir. Rafael, de cinquenta e um, era mais corpulento, mais sério, com respostas curtas que pareciam medidas ao milímetro. Gostei do contraste. Um me arrancava um sorriso, o outro me deixava nervosa, e a combinação das duas coisas era exatamente o que eu precisava.

Passamos semanas conversando os três, primeiro por mensagens e depois em uma videochamada que terminou comigo com a mão dentro da calcinha, esfregando a boceta diante da tela enquanto eles tiravam os paus para fora e se masturbavam para mim. Vi Andrés gozar na própria mão e Rafael cerrar os dentes quando se esvaziou, e aquele foi o pacto silencioso: da próxima vez, seria ao vivo. Não tínhamos pressa, e essa foi a parte mais excitante: deixar o desejo crescer devagar, mensagem após mensagem, até pensar nos paus deles virar um hábito. Eu me pegava conferindo o celular no meio da tarde, apertando as coxas sob a mesa, de repente me sentindo como uma adolescente tarada. Quando finalmente combinamos de nos encontrar em uma suíte de hotel no centro de Valência, eu já tinha imaginado aquilo por tanto tempo que quase tinha medo de a realidade não estar à altura.

***

No dia do encontro, arrumei-me devagar, aproveitando cada etapa. Escolhi lingerie nova, passei perfume onde sabia que importava e fiquei me olhando longamente no espelho antes de sair. Eu não estava nervosa por causa do meu corpo; na minha idade, já fiz as pazes com ele. Estava nervosa por causa do que viria depois, pela linha que estava prestes a cruzar e que eu queria cruzar havia metade da vida.

Quando bati à porta e eles abriram, os dois estavam ali, de camisa, com uma taça de vinho servida e um olhar que já não escondia nada.

— Você é mais bonita do que esperávamos — disse Rafael, e sua voz grave percorreu minhas costas.

— E vocês são mais pontuais — respondi, fingindo uma calma que não sentia.

Sentamo-nos no sofá com o vinho, como se precisássemos de uma desculpa. Andrés foi o primeiro a se aproximar. Afastou meu cabelo e beijou meu pescoço, devagar, enquanto Rafael pousava uma mão no meu joelho e a subia sem pressa pela coxa, até roçar minha boceta por cima da calcinha. Eu já estava molhada. Ele percebeu e me olhou nos olhos.

— Você está encharcada, Elena — murmurou. — Nós nem começamos.

— Estou encharcada por vocês há semanas — respondi sem baixar o olhar.

O vinho foi esquecido sobre a mesa. Fiquei de pé e comecei a me despir sozinha, olhando para eles, porque queria ver seus rostos enquanto fazia isso. A blusa caiu primeiro, depois a saia. Tenho o corpo de uma mulher da minha idade e o carrego com orgulho: seios cheios e pesados, mamilos grandes e já duros, quadris largos, uma boceta depilada com cuidado que brilhava de umidade. Vi o volume se marcar na calça de Rafael e Andrés apertá-lo com a mão por cima do tecido, e aquilo me deu mais poder do que qualquer outra coisa.

— Tirem para fora — disse. — Quero vê-los.

Eles se desabotoaram ao mesmo tempo. Rafael tinha um pau grosso, largo, com veias marcadas, do tipo que se sente mais do que se vê. O de Andrés era mais comprido, fino, curvado para cima, com a glande brilhante e já soltando uma gota de líquido pré-seminal. Fiquei imóvel por um instante, comparando-os, sabendo que dali a pouco teria os dois dentro de mim.

— Sentem-se — disse, com a voz mais rouca do que esperava. — Olhem.

Fiquei de lingerie por mais um momento do que o necessário, apenas para prolongar a tensão. Meti uma mão dentro da calcinha e acariciei o clitóris diante deles, devagar, mordendo o lábio. Depois tirei os dedos brilhantes e os ofereci a Andrés, que os chupou sem desviar os olhos do meu rosto. Quando finalmente me livrei de tudo, Andrés se ajoelhou diante de mim antes que eu precisasse pedir.

— Passei dias pensando na sua boceta — murmurou, e abriu minhas pernas de uma vez.

A língua dele subiu pela parte interna da minha coxa, primeiro sondando, depois lambendo-me de baixo para cima, em uma única passada que me arrancou um gemido. Abriu meus lábios com dois dedos e chupou meu clitóris com a boca inteira, sugando, movendo a língua em círculos, enfiando-a em mim e voltando a subir. Precisei me apoiar no ombro de Rafael para não perder o equilíbrio. Andrés comia minha boceta sem pressa, atento a cada tremor, parando justo quando eu ia gozar e descendo novamente para prolongar a tortura. Enfiou dois dedos no buraco e curvou as pontas à procura do ponto, enquanto continuava chupando meu clitóris, e comecei a me mover contra o rosto dele sem controle.

Enquanto isso, Rafael tinha se despido completamente e se masturbava devagar sem tirar os olhos do meu rosto. Quando baixei a mão e a fechei em volta do pau dele, senti-o duro como uma pedra, tão grosso que mal conseguia abrangê-lo com os dedos, quente e pulsando. Inclinei-me sem tirar o rosto de Andrés de entre minhas pernas e levei-o à boca. Cuspi sobre a glande, lubrifiquei-o com saliva e comecei a chupá-lo até o fundo, ajudando com a mão na base. Rafael soltou um grunhido e segurou minha nuca com cuidado, impondo um ritmo lento, mas firme. Por um instante, nós três ficamos assim, conectados: a língua de Andrés dentro da minha boceta, o pau de Rafael dentro da minha boca, e eu pingando saliva pelo queixo e gozo pelas coxas.

— Assim, sua safada — sussurrou Rafael. — Chupa tudo.

O insulto me atravessou como um chicote de prazer. Engoli-o mais fundo, até me engasgar, e, quando o tirei, ele estava coberto de saliva espessa que caía em fios. Andrés escolheu aquele momento para enfiar a língua inteira na minha boceta enquanto apertava meu clitóris com o polegar, e gozei de repente, tremendo entre os dois, com o pau de Rafael ainda batendo nos meus lábios.

***

Fomos para a cama. Eles me colocaram exatamente como eu tinha sonhado tantas vezes: eu de quatro, Andrés atrás e Rafael na frente. Andrés me fez esperar, esfregando a glande contra os lábios da minha boceta, roçando-a para cima e para baixo sobre o clitóris, brincando, até empurrar de uma vez e enfiá-lo inteiro. Arrancou-me um gemido que não consegui conter. Senti cada centímetro daquele pau comprido abrindo caminho, o calor, a pressão, o roçar contra as paredes.

— Como você é apertada para a sua idade — arfou Andrés, e começou a bombear com força, segurando meus quadris com as duas mãos e batendo contra minha bunda a cada estocada.

Ao mesmo tempo, abri a boca para Rafael, e ele segurou meu cabelo com uma mão firme, afundando até a garganta. Eu me transformei em um corpo atravessado por dois paus, no ritmo que eles quisessem, e nunca tinha imaginado que gostaria tanto daquilo. Cada empurrão de Andrés por trás enfiava ainda mais fundo o pau de Rafael pela frente, e vice-versa. Eu babava inteira. As lágrimas escorriam pelo esforço de engoli-lo, e, mesmo assim, eu queria mais.

Mudamos de posição várias vezes. Eles me deitaram de costas e Andrés se colocou entre minhas pernas enquanto eu envolvia sua cintura com os tornozelos, obrigando-o a me foder mais fundo. Rafael se inclinou sobre mim e prendeu um dos meus mamilos entre os lábios, mordendo-o de leve, puxando-o com os dentes, enquanto beliscava o outro com os dedos. A combinação me fez arquear contra o colchão. Com a mão livre, procurei meu clitóris e esfreguei-o sozinha, enquanto Andrés me penetrava cada vez mais rápido e Rafael me enfiava o pau na boca pelo lado. Eu não me lembrava da última vez que meu corpo tinha estado tão desperto, tão desejado, tão fodido por todos os lados.

Foi então que descobrimos que Andrés era o indicado para algo mais. Ele não era o mais grosso dos dois, mas tinha um formato perfeito, bem definido, ideal para o que eu queria pedir e não ousava. Rafael percebeu antes de mim.

— Acho que ela quer os dois paus ao mesmo tempo — disse, meio brincando, meio lendo minha mente. — Um na boceta e outro no cu.

Fiquei corada, e isso já é difícil na minha idade. Assenti sem dizer nada. Com paciência e cuidado, eles me prepararam. Andrés pegou um frasco de lubrificante e besuntou bem meu cu, enfiando primeiro um dedo, depois dois, movendo-os em tesoura e me dilatando devagar, enquanto Rafael lambia meus seios e mordiscava meu pescoço para me distrair. Sentei-me montada sobre Rafael, devagar, sentindo aquele pau grosso abrir minha boceta e me encher até o fundo. Comecei a me mexer sobre ele, subindo e descendo, e ele cravava as mãos na minha bunda, separando minhas nádegas para Andrés.

Andrés se posicionou atrás. Encostou a ponta no outro buraco e empurrou centímetro a centímetro, atento a cada respiração minha, parando quando eu precisava e avançando quando eu pedia com um movimento dos quadris. Ardia, queimava, mas era exatamente o tipo de ardor que eu tinha fantasiado durante anos. Quando ele entrou por completo e tive os dois dentro de mim, fiquei imóvel por um segundo, de boca aberta, assombrada com o quanto estava cheia. Sentia a pulsação dos dois paus contra a parede finíssima que os separava dentro de mim. Era exatamente o que eu tinha imaginado durante anos e, ao mesmo tempo, nada parecido, porque nenhuma fantasia tinha sido tão intensa quanto aquilo.

— Fodam-me — sussurrei. — Os dois. Agora.

Movi-me entre os dois como se fizesse aquilo a vida inteira. Eles encontraram um ritmo comum, uma coordenação que não precisou de palavras: quando Rafael empurrava para cima, Andrés recuava, e vice-versa, de modo que sempre havia um pau entrando e outro saindo. Eu me deixei levar, gemendo alto, agarrada aos ombros de Rafael, sentindo Andrés marcar o compasso por trás, com as mãos nos meus quadris. Cada vez que um empurrava, o outro respondia, e eu me tornei o centro de algo que parecia não ter fim. Gozei outra vez, com um grito, apertando os dois buracos ao mesmo tempo, e ouvi os dois grunhirem porque eu os estava espremendo.

Em certo momento, pediram que eu parasse, apenas para me olhar. Fiquei de joelhos na cama, entre os dois, com a boceta e o cu pingando lubrificante e gozo, e segurei um pau em cada mão. Comecei a masturbá-los ao mesmo tempo, olhando-os nos olhos, alternando a boca entre um e outro, chupando a ponta do pau de Rafael enquanto lambia as bolas de Andrés, trocando, brincando. Havia algo de poderoso naquilo, em saber que os dois estavam atentos a mim, a qual pau eu escolheria, em qual boca a próxima gota acabaria. Inclinei-me para um lado e depois para o outro, alternando, prolongando a espera, até que nenhum dos três aguentou mais.

***

Quando achei que já tinha vivido tudo, algo me impeliu a ir mais longe. Talvez tenha sido o vinho, talvez a confiança que se instalara entre nós três. Sentei-me, ainda ofegante, e olhei Rafael nos olhos.

— Rafael — disse com a voz entrecortada —, alguma vez alguém já fodeu você?

Ele entendeu imediatamente a que eu me referia. Hesitou por um instante, apenas um. A curiosidade em seu olhar pesou mais do que qualquer receio.

— Quero ver — continuei. — Andrés enfiando o pau em você enquanto eu chupo o seu. Quero que nós três gozemos ao mesmo tempo.

Rafael respirou fundo e, devagar, ficou de quatro sobre a cama. Deitei-me embaixo dele, de modo que seu rosto ficou entre minhas pernas e seu pau ao alcance da minha boca. Andrés se posicionou atrás e besuntou bem o cu dele com lubrificante, enfiando primeiro um dedo, depois dois, com a mesma paciência que tivera comigo. Vi o rosto de Rafael mudar ao sentir aquilo, como apertava os lábios contra minha boceta, como seu próprio pau ficava mais duro sobre minha língua. Andrés apoiou a glande contra seu cu e empurrou, pouco a pouco, atento a cada sinal, até enfiá-lo inteiro.

— Porra — grunhiu Rafael contra minha boceta. — Porra, porra.

Enfiei o pau dele na boca até o fundo e senti seu corpo inteiro se retesar com a nova sensação, senti o pau vibrar entre meus lábios cada vez que Andrés o penetrava por trás. Cada empurrão de Andrés fazia Rafael avançar e enfiava o pau mais fundo na minha garganta. Ao mesmo tempo, Rafael afundou o rosto entre minhas coxas e retribuiu cada carícia com a língua, chupando meu clitóris desesperadamente, com a intensidade que só é possível quando se está à beira do abismo. Nós três nos movíamos acorrentados, cada prazer alimentando o seguinte, sem saber mais onde um começava e o outro terminava.

Meu orgasmo chegou primeiro. Foi longo, profundo, daqueles que sacodem dos pés à cabeça e deixam o corpo tremendo, com as pernas apertadas ao redor da cabeça de Rafael. Ele não parou de lamber minha boceta nem por um segundo, e isso o arrastou também: gozou com um gemido abafado, esvaziando na minha boca um jorro espesso de sêmen quente que encheu minha língua e escorreu pelo canto dos lábios. Engoli tudo. Quase ao mesmo tempo, Andrés grunhiu atrás dele, deu mais duas estocadas e gozou dentro do cu de Rafael, empurrando até o fundo e apertando seus quadris com os dedos até deixar marcas. Ficamos os três unidos, tremendo, com a respiração falha, durante alguns segundos que pareceram muito mais longos.

***

Depois tomamos banho juntos, entre risadas e carícias que já não buscavam nada, apenas prolongar a noite. Ensaboamos uns aos outros e, mesmo assim, aproveitei para voltar a agarrar os paus deles, pesados e satisfeitos, e deixei que enfiassem os dedos entre minhas nádegas enquanto a água caía. A tensão tinha se transformado em uma calma estranha, quase terna. Antes de dormir, repetimos mais uma vez, dessa vez sem urgência: eu por cima de Andrés, cavalgando-o devagar, com o pau dele novamente duro e cravado na minha boceta, enquanto Rafael beijava minhas costas, acariciava meus seios por trás e enfiava dois dedos no meu cu no ritmo lento dos meus quadris. Gozamos quase sem fazer barulho, exaustos, e adormeci entre os dois, ainda com sêmen escorrendo entre minhas coxas.

Foi uma noite sem tabus, sem culpa, em que meu corpo se sentiu mais fodido e mais vivo do que em anos. Dois homens completamente entregues ao meu prazer, dois paus à minha disposição, e eu finalmente realizando a fantasia que tinha adiado por tanto tempo. Desde então, sempre que me lembro, enfio a mão debaixo dos lençóis e volto a gozar pensando naquela noite. E sei que, mais cedo ou mais tarde, voltarei a bater àquela porta.

Ver todos os contos de Trios e Orgias

Avalie este conto

Comentários

Seja o primeiro a comentar.

Deixe um comentário

Entrar ou criar conta

Escolha como quer continuar.