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Relatos Ardientes

A piscina onde comecei a fantasiar com o ménage

Tinha vinte e um anos quando aquela viagem mudou tudo. Não de forma dramática, não como uma revelação súbita. Foi mais como quando você empurra uma pedra na beira de uma ladeira e fica olhando ela rolar devagar até o fundo sem poder fazer nada para impedir, mesmo que quisesse.

Minha namorada Sofía e eu estávamos juntos havia quase dois anos. Nos conhecemos no campus durante o primeiro mês da faculdade, ela em Direito, eu em Arquitetura, com um grupo de amigos em comum que em algum momento nos empurrou para o mesmo sofá durante uma festa. Sofía era daquelas mulheres que chamam atenção sem tentar: um metro e setenta de altura, quadris largos, peitos grandes e redondos que quicavam quando ela andava, e um jeito de se mover que fazia todo mundo virar o rosto. Eu era mais comum. Sabia disso e aceitava. Meu ponto forte sempre tinha sido a conversa, não o físico.

Sexualmente, éramos ativos, mas previsíveis. Transávamos duas ou três vezes por semana, quase sempre na mesma posição, quase sempre com as luzes apagadas, e quase sempre ela gozava depois de mim, contra a minha mão. Dois anos de curso, com provas, trabalhos em grupo e noites curtas, tinham fabricado uma rotina que funcionava, mas raramente surpreendia. Quando minha tia nos ofereceu uma semana num resort no litoral como presente de fim de curso, nós dois aceitamos sem pensar duas vezes. Precisávamos daquela desconexão.

No dia da saída, Sofía apareceu com um vestido creme de alcinhas, sem sutiã, as unhas pintadas de bordô escuro e sandálias rasteiras brancas. Os mamilos marcavam por baixo do tecido e ela não usava calcinha: percebi quando se abaixou para colocar a bolsa no porta-malas. Custou para eu dar partida no carro.

***

Estávamos há três horas na estrada quando o indicador de combustível começou a piscar. Parei no primeiro posto de gasolina que encontrei, um prédio cinza entre dois campos de girassóis meio secos. Sofía dormia com o banco reclinado, o vestido subido até a metade da coxa e o braço esquerdo por cima da cabeça. O movimento do tecido deixava ver bem mais do que ela permitiria com os olhos abertos: dava para adivinhar um seio inteiro pelo decote lateral e a barra do vestido revelava o início da boceta depilada.

O frentista, um homem de uns sessenta anos de calça de trabalho e mãos pretas de graxa, demorou um tempo razoável para encher o tanque e um tempo bem menos razoável para limpar o para-brisa do lado do passageiro. Ele se inclinava repetidas vezes sobre o capô e aproveitava para enfiar a cabeça quase encostada no vidro, olhando para dentro. Sofía suspirava dormindo, alheia a tudo.

Entrei para pagar.

—Quarenta e um com oitenta. Quer recibo?

—Não, obrigado.

—De férias? —perguntou, com um sorriso que não me agradou de verdade.

—Sim, para o litoral.

—Boa viagem. —Passou o cartão e me devolveu—. Espero que o senhor tenha energia e equipamento suficientes para o que está levando aí dentro. Se estiver faltando algo, já sabe onde me encontrar. —E agarrou a própria virilha, apertando bem o volume por cima da calça engordurada.

Virei as costas e saí sem responder. Dei partida no carro e engatei a primeira. Sofía continuava dormindo. Minhas bochechas ardiam, mas não era só raiva o que eu sentia. Meu pau tinha ficado meio duro dentro da calça. Era isso que mais me desconcertava.

***

O resort era de primeira. Piscina interna, piscina externa, spa, dois restaurantes e um bar de coquetéis. O estacionamento era enorme. A recepção, de mármore frio. O quarto cheirava a sabonete caro e tinha uma varanda com vista para o jardim.

Quando Sofía começou a desfazer a mala, tirou os maiôs um a um. Eram três: um inteiro preto, um biquíni azul-marinho com zíper na lateral e um que, quando aberto, parecia consistir principalmente de esperança e dois triângulos de tecido bege.

—Isso é um maiô? —perguntei.

—Tecnicamente, sim. —Ela dobrou rápido e enfiou por baixo dos outros—. Comprei com minha prima no mês passado. Ela me convenceu. Mas fica tranquila, é só para usar aqui dentro, com você. Para a praia ou a piscina eu uso o azul. Não quero que esses babacas fiquem me olhando.

—Eu acho que na praia você estaria espetacular. Menos marca de biquíni, além disso.

—Você só quer que olhem para você por me levar com você. —Ela disse isso com um meio sorriso, sem maldade, apontando para o volume que já marcava na minha calça depois de eu vê-la se despir.

Ela ficou parada na minha frente, de calcinha e mais nada, com os peitos ao ar e os mamilos já um pouco eriçados pelo ar-condicionado. Eu me aproximei, peguei um seio em cada mão, apertei com força e chupei um mamilo até arrancar um gemido dela. Ela me afastou rindo e me empurrou de leve em direção à porta.

—Nem pense. Estão nos esperando lá embaixo. Se você me foder agora, eu não desço o resto da tarde.

Não respondi. Mas também não neguei.

***

A área da piscina externa tinha espreguiçadeiras de teca, guarda-sóis brancos e música ambiente num volume que não incomodava, mas também não permitia conversa fluida. A média de idade no local rondava os cinquenta anos. Sofía e eu éramos, disparado, os mais jovens de todo o hotel.

Quando ela tirou a canga e se deitou de bruços na espreguiçadeira, notei várias cabeças se virando na nossa direção. Ela passou protetor solar nos ombros, nos braços, na parte baixa das costas, devagar, com aquela naturalidade inconsciente de quem não sabe quanta atenção desperta. O biquíni azul entrava entre as nádegas e deixava metade da bunda à mostra. Eu olhava para quem olhava. Um careca de charuto tinha levantado os óculos escuros para enxergá-la melhor. Outro, a três espreguiçadeiras de distância, tinha colocado a toalha sobre o colo com discrição demais.

Fui buscar bebidas no bar. Enquanto esperava, um homem parou ao meu lado. Sessenta e poucos anos, cabeça completamente raspada, barriga de cerveja pronunciada, pele branca com os ombros já avermelhados pelo sol daquela mesma manhã.

—Primeira vez aqui, né? —disse, sem tirar os olhos do balcão.

—Está tão na cara assim?

—Quem vem sempre traz seu próprio fator cinquenta. —Ele riu—. Héctor. Minha mulher é Carmen, a do chapéu de palha.

Olhei para onde ele apontava. Carmen devia ter uns cinquenta e cinco anos. Morena de pele, com o tipo de bronzeado que leva anos para conseguir, corpo curvilíneo que o tempo tratou com generosidade. Estava deitada de topless, lendo algo num tablet, com uma calma absoluta. Tinha seios redondos e caídos de leve, com os mamilos escuros e largos pelo sol, auréolas do tamanho de uma moeda de dois euros que já chamavam atenção de longe. Os mamilos se marcavam duros, como se estivesse acostumada a ser olhada assim.

—Andrés —disse eu, apertando sua mão. Era grande e áspera—. Minha namorada é a Sofía.

—Eu tinha percebido. —Uma pausa—. Ela tem um corpo muito bonito, sua namorada. Esse bumbum sai do biquíni de um jeito gostoso.

Não soube muito bem como responder. Peguei as bebidas e voltei para as espreguiçadeiras com o pau outra vez meio duro, sentindo o olhar daquele velho grudado nas minhas costas como se ele estivesse me dando permissão para algo que eu ainda nem sabia o que era.

***

A tarde avançou lenta e estranha. Héctor e Carmen tinham se instalado nas espreguiçadeiras vizinhas e a conversa surgiu de maneira natural. Ele tinha sido gerente de uma empresa de transportes e se aposentara cedo. Ela, professora de cerâmica. Vinham ao resort algumas vezes por ano, conheciam o pessoal pelo nome e sabiam quais mesas evitar no restaurante. Pareciam um casal funcional e relaxado, com a comodidade de quem está junto há muito tempo e já não precisa disfarçar nada.

Eu pedi mais algumas rodadas. Sofía aceitava os copos sem perguntar o que havia dentro. No terceiro drinque ela começou a rir mais do que o normal, a apoiar a mão no meu joelho quando falava, a soltar comentários com um toque de safadeza que em condições normais não saíam tão facilmente. Em dado momento ela se virou na espreguiçadeira e um seio escapou do biquíni azul, com o mamilo aparecendo por alguns segundos longos antes de ela se ajeitar de novo. Héctor viu. Eu vi que Héctor viu. Ninguém disse nada.

Héctor não tirava os olhos dela quando achava que eu não estava olhando. Mas eu estava sempre olhando. E o pior era que nele se marcava um pau enorme contra o biquíni cada vez que Sofía se movia. Um volume longo, grosso, desenhado de cima a baixo pela perna esquerda da sunga, tão claro que não havia como olhar naquela direção sem ver. Ela também tinha visto. Sei que tinha visto porque, depois, cada vez que Héctor mudava de postura, Sofía deixava o olhar parado meio segundo a mais do que o necessário.

O que eu sentia quando via os olhos dele pousarem no decote de Sofía não era exatamente raiva. Era uma mistura mais complicada, algo que deixava meu corpo tenso de um jeito que não era totalmente desagradável. Uma espécie de orgulho sujo misturado com outra coisa mais escura que eu não soube nomear naquele momento. Meu pau estava endurecendo só de pensar nele olhando os peitos da minha namorada.

Carmen se mexeu na espreguiçadeira e ficou de lado. Tive a impressão de que ela fez isso de propósito, calculando o ângulo. Os seios ficaram suavemente pressionados contra a espreguiçadeira e o mamilo escuro bem visível. Desviei o olhar. Tornei a olhar um segundo depois. Desviei de novo. Ela não disse nada, mas passou a língua pelo lábio inferior com uma lentidão que não deixava dúvidas.

—Amor, Héctor e Carmen estão nos convidando para jantar juntos hoje à noite, tem música ao vivo perto da piscina —me contou Sofía, com um sorriso um pouco embriagado.

—Achei perfeito —disse eu.

Enquanto falava, olhei para Héctor. Ele me devolveu o olhar com um sorriso de bonachão que não revelava nada, mas por baixo da toalha que tinha jogado sobre as pernas o volume duro ainda se desenhava contra o tecido.

***

Subimos para o quarto antes da hora do jantar. Mal fechei a porta, Sofía me enlaçou o pescoço com os braços e me beijou com a língua inteira dentro da minha boca. O álcool tinha acendido nela algo que, em condições normais, demorava mais para aparecer. Sua pele cheirava a protetor solar e a buceta molhada.

Desatei a parte de cima do biquíni e arranquei de uma vez. Os seios caíram soltos, pesados, com os mamilos já duros e avermelhados. Chupei um com a boca aberta, sugando a auréola inteira, mordiscando com cuidado até ela soltar um gemido rouco. Passei a língua no outro e apertei os peitos juntos para chupar os dois mamilos ao mesmo tempo, com saliva escorrendo pelo meu queixo.

—Me fode logo, porra —ela sussurrou—. Passei a tarde inteira molhada.

Puxei a parte de baixo do biquíni até o tecido descer pelos muslos, e me ajoelhei na frente dela. Ela estava depilada, com os lábios inchados e brilhando de tão molhada que estava. Empurrei-a de costas contra a cama e levantei as pernas por cima dos meus ombros. Enterrei o rosto na buceta dela e passei a língua inteira de baixo para cima, entre os lábios, pressionando o clitóris com a ponta.

—Ahhh… assim, continua assim, não para —gemia ela, agarrando meu cabelo com as duas mãos e me apertando contra a boceta.

Chupei o clitóris entre os lábios, puxando-o de leve, e enfiei dois dedos até o fundo. Sentia as paredes da boceta se fechando em volta dos meus dedos, tão molhada que a cama estava encharcada sob a bunda dela. Entrei e saí com os dedos enquanto mordiscava o clitóris, e ela começou a se mover contra meu rosto com a respiração cortada.

—Vou… vou… ai meu Deus, vou gozar… —gemia, apertando as coxas contra as minhas orelhas.

Ela gozou contra a minha boca com um tremor longo, abafando o grito contra o travesseiro, com os quadris erguidos da cama e minha língua ainda dentro dela. Senti a boceta pulsando ao redor dos meus dedos durante o que pareceu meio minuto.

Sem lhe dar trégua, subi em cima dela, arranquei a sunga de um puxão e enfiei meu pau com uma estocada. Ela estava tão molhada que entrei até o fundo na primeira. Ela soltou um gemido gutural e cravou as unhas nas minhas costas.

—Forte, me fode forte —pediu no meu ouvido—, me fode como se fosse a primeira vez.

Eu a fodi com toda a força que tinha, com os peitos quicando na minha cara cada vez que eu a cravava no colchão. Agarrei um seio com uma mão, a outra perna com a outra, e a abri bem para entrar mais fundo. A boceta fazia um barulho úmido cada vez que meu pau saía e entrava de novo, um respingo obsceno que enchia o quarto.

—Me diz… me diz sacanagem —ofegou ela, me olhando de olhos semicerrados—, me diz alguma coisa.

—Você está ensopada, porra —sussurrei com a voz rouca—, sua boceta está encharcada, está escorrendo pelo seu cu, sabia disso?

—Continua, continua, continua…

Coloquei-a de quatro, com a bunda levantada e o rosto enterrado no travesseiro, e voltei a enfiar meu pau por trás. Agarrei seus quadris e comecei a fodê-la com estocadas longas e profundas, vendo a bunda dela sacudir contra minhas coxas a cada golpe. Dei uma palmada leve na nádega direita e ela gemeu pedindo mais. Dei outra mais forte, e outra, e outra, até deixar a marca vermelha dos meus dedos na pele.

—Mmm, sim, assim, mais forte, me dá mais —gemia contra o travesseiro.

Enfiei um polegar molhado no cu dela e ela soltou um grito de prazer, se apertando contra mim. Nunca tinha deixado eu fazer isso nela. Nunca tinha pedido. Agora empurrava a bunda contra meu dedo enquanto eu continuava fodendo a buceta dela.

—Vou gozar, amor, dentro —ofeguei.

—Sim, goza dentro, me enche —ela pediu—, dentro, dentro, quero sentir tudo lá dentro.

Cravei as mãos em seus quadris e descarreguei com estocadas curtas e rápidas, gozando em jatos longos dentro dela, sentindo o sêmen transbordar e começar a escorrer entre suas coxas antes mesmo de eu tirá-la. Ela gozou ao mesmo tempo, apertando a boceta ao redor do meu pau com um tremor que percorreu suas costas inteiras.

Depois, deitados de costas recuperando o fôlego, com os lençóis imundos de sêmen e saliva, Sofía falou.

—Você gostou da Carmen? —perguntou com a voz pastosa e os olhos semicerrados.

—Tem um corpo incrível para a idade dela. E uns peitos que não saíam da minha cabeça.

—E você olhou bastante. Não te culpo. Eu também olhei para Héctor. —Uma pausa—. A você, Pablo... a você, Héctor não tira os olhos, mas o que ele olha de verdade sou eu.

—Eu sei.

—E isso não te incomoda?

Pensei na forma como Héctor tinha pousado os olhos no decote de Sofía durante toda a tarde. Na lentidão com que fazia isso, sem nenhum pudor. No volume visível que se marcava em sua sunga quando achava que ninguém estava prestando atenção, um pau daqueles que se notam de longe.

—Não —disse eu—. Não me incomoda.

—Você viu o pau dele? —perguntou, com a voz muito baixa, como se lhe custasse sair.

—É impossível não ver.

—É enorme.

—É.

Ela ficou em silêncio por um bom tempo, com a mão baixa sobre a própria boceta, brincando distraída com o sêmen que continuava escorrendo.

—Eu imaginei —disse por fim—. Dançando com ele, antes, enquanto ele me olhava os peitos pelo decote. Eu imaginei ele me puxando por cima do biquíni.

Meu pau endureceu de novo só de ouvi-la dizer isso. Ela sorriu de um jeito que eu nunca tinha visto antes. E naquele momento comecei a entender que aquela viagem ia ser diferente.

***

O jantar no restaurante do hotel foi longo e agradável. Héctor conhecia o cardápio melhor do que o garçom e pediu um vinho tinto que acabou sendo muito bom. Ele se certificava de que a taça de Sofía estivesse sempre cheia. Fazia brincadeiras que a faziam rir com a cabeça jogada para trás, oferecendo o pescoço e meio decote à vista. Carmen e eu falávamos de outras coisas: arquitetura, cerâmica, cidades que tínhamos visitado ou queríamos visitar. Debaixo da mesa, senti Carmen apoiar o pé descalço sobre o meu peito do pé e deixá-lo ali. Nenhuma palavra, nenhum olhar. Só o pé quente dela contra o meu durante todo o segundo prato.

Enquanto comíamos a sobremesa, Carmen propôs um plano para o dia seguinte.

—Tem uma enseada a uns vinte minutos daqui. Não aparece em nenhum guia, a água é limpa e há sombra natural. O único inconveniente é que não tem quiosque, então tem que levar tudo daqui. Nós temos barraca dobrável e espaço no carro para as caixas térmicas.

—Não lotam essas enseadas no verão? —perguntei.

—Se você chegar cedo, não. E vocês levam fator cinquenta, então quanto antes melhor —disse Carmen com um sorriso, apontando para meus ombros sem bronzeado. O pé dela subiu alguns centímetros pelo meu tornozelo.

Sofía me olhou buscando minha aprovação com aquela expressão embriagada que fazia quando o vinho começava a dominá-la.

—Claro, estamos dentro —disse eu.

***

Depois do jantar fomos para o bar de coquetéis, onde um grupo ao vivo tocava algo entre jazz e pop com uma falta de entusiasmo moderada. Não havia muito clima, mas o bar estava bem abastecido.

Héctor ofereceu a mão a Sofía para dançar. Ela me olhou por um segundo e eu assenti com um gesto mínimo. Carmen se levantou e me olhou.

—Sabe dançar?

—Mal.

—Melhor. Quem dança bem já não aprende nada novo.

Ela me puxou para a pequena pista. Cheirava a protetor solar e a alguma coisa amadeirada. Colou-se em mim com uma naturalidade que não deixava opção de recusa: o quadril dela contra o meu, a mão nas minhas costas baixas, o rosto bem perto do meu ombro. Era uma mulher que sabia exatamente o que fazia e quando fazer. Passou a mão pela minha nuca, bem devagar, e cravou os peitos contra meu peito. Através do tecido fino da minha calça, sentiu o que o corpo dela estava me provocando: meu pau tinha endurecido de novo e marcava contra o ventre baixo dela.

—Calma —disse ela no meu ouvido, com uma tranquilidade que piorava tudo—. Para mim é um elogio, de verdade. Quando a gente vai envelhecendo, acredita que já não produz mais esse efeito nas pessoas.

Ela desceu um pouco mais minha mão, até apoiá-la no começo da bunda, e apertou de leve para que eu a mantivesse ali. Senti a carne firme da bunda sob a saia, sem linha de calcinha.

—Você não está usando nada por baixo —murmurei antes de conseguir me conter.

—Hoje não —sussurrou ela—. Com esse calor, eu não aguento.

Ela roçou meu pau duro por cima da calça com um movimento calculado do quadril, tão discreto que um observador de fora não teria percebido, mas eu senti perfeitamente como ela se apertava contra mim através do tecido.

—Como você está duro —ela sussurrou no meu ouvido, com a voz um tom mais rouca—. E que pau bom você tem, amor. Dá para notar muito.

Do outro lado da pista, Héctor tinha a mão na parte de trás da cintura de Sofía, exatamente no limite onde termina as costas e começa outra coisa. Ela não tirou. Sofía tinha os peitos pressionados contra o peito de Héctor, e notei como Héctor desceu uma mão um centímetro por minuto até acabar tocando a nádega dela por cima do vestido. Ela também não tirou. Dançavam bem juntos, com aquela facilidade que às vezes pessoas que não se conhecem têm no corpo desde o primeiro momento. Héctor era mais ágil do que o físico dele prometia. E de onde eu dançava dava para ver perfeitamente o volume duro contra o quadril de Sofía. Ela sentia. Estava sentindo bem contra o osso da pélvis.

Dançamos por um bom tempo sem falar muito. Olhei para a pista várias vezes. Sofía tinha uma expressão que eu não conhecia: os lábios entreabertos, os olhos brilhando, a respiração um pouco mais rápida do que a música pedia.

***

De volta ao quarto, Sofía se despiu no escuro e entrou na cama. Estava calor. Deitou de costas e ficou olhando para o teto em silêncio por um momento.

—Héctor ficou de pau duro dançando comigo —disse por fim—. Dava para notar bastante.

Fiquei quieto.

—Sério?

—Era... notável. Grande. Bem grande. —Uma pausa—. Ele me cutucava o quadril, amor. E era grosso. Você sabe como é isso, dá para notar quando é só comprido ou quando é também grosso. O pau do Héctor é as duas coisas.

Não respondi. Me aproximei dela por baixo dos lençóis. Passei a mão entre as pernas e ela estava completamente encharcada, mais do que eu esperava, mais até do que tinha estado antes do jantar. Escorria. Enfiei dois dedos e eles saíram brilhantes e pegajosos, e ela soltou um gemido longo.

—Você ficou assim por causa dele? —perguntei ao ouvido dela, com a voz um pouco tomada.

—Sim.

—Diz.

—Fiquei assim por causa do Héctor —sussurrou ela, apertando as coxas contra a minha mão—. Pelo pau dele, pelo jeito como marcava, pelo jeito como ficou me cutucando o quadril por meia hora.

Meu pau endureceu como uma pedra. Ela subiu em cima de mim sem que eu pedisse, com os peitos pendendo sobre o meu rosto, e se empalou no meu pau, se deixando descer de uma vez até o fundo. Gemeu de boca aberta contra meu pescoço.

—Continua me contando —pedi, agarrando seus quadris e guiando-a para cima e para baixo.

—Eu imaginei ele me tirando isso enquanto a gente dançava —ofegou ela, se movendo em círculos sobre meu pau—. Eu imaginei ele me pegando pelo pescoço e me enfiando na boca ali mesmo, na frente de todo mundo, na frente da Carmen, na sua frente...

Segurei sua bunda com as duas mãos e comecei a levantá-la e abaixá-la mais rápido, me enterrando até o fundo. A boceta fazia um barulho obsceno de respingo cada vez que ela descia.

—Ele teria gozado na minha boca —ela continuou gemendo, com os olhos fechados—, teria gozado na minha boca e eu teria engolido tudo na frente da Carmen.

—Porra, Sofía...

—E a Carmen teria chupado seu pau enquanto isso. Você viu, né? Como ela olhava para você. Ela teria se enfiado debaixo da mesa. Teria chupado seu pau com aqueles peitos caídos roçando suas pernas.

Ela mudou o ritmo, indo e vindo, esfregando o clitóris contra meu púbis a cada impulso. Eu apertava os seios dela, amassava, beliscava os mamilos tão duros que quase brilhavam de tão inchados.

—Vou gozar de novo, amor, vou gozar pensando nele —gemeu, com a voz quebrada.

—Goza, goza pensando no pau dele —falei bem claro no ouvido dela.

Ela gozou com um tremor que percorreu o corpo inteiro, apertando a boceta em volta do meu pau, mordendo meu ombro para não gritar. Aguentei mais um pouco, até virá-la e colocá-la de bruços, com a bunda erguida sobre dois travesseiros. Afastei as nádegas com os polegares. Vi a boceta inchada, encharcada, e o cu apertado, brilhando com os próprios fluidos que tinham escorrido para trás.

—Enfia de novo —ela ofegou com o rosto no travesseiro—. Como hoje à tarde, assim, forte.

Enfiei meu pau na boceta de uma vez e comecei a fodê-la por trás com toda a força que tinha, com os quadris batendo na bunda dela, segurando seu cabelo para puxá-lo a cada golpe. Ela gemia coisas contra o travesseiro, palavras entrecortadas.

—Imagina ela chupando seu pau —rosnei no ouvido dela, me inclinando sobre suas costas—. Imagina a Carmen com a boca cheia do meu pau enquanto Héctor fode você, na minha frente.

—Sim... ai meu Deus, sim, assim... de novo, goza de novo dentro...

Gozei pela segunda vez naquela noite, com estocadas espasmódicas até o fundo, sentindo o sêmen transbordar e escorrer pelo interior das coxas dela. Ela gozou ao mesmo tempo, com um gemido abafado contra o travesseiro.

Ficamos assim um tempo, eu deitado sobre suas costas, ela com a bunda ainda erguida, meu pau dentro dela até amolecer de vez e sair sozinho, seguido por um fio de sêmen que desceu devagar pela boceta.

Quando terminamos, deitados em silêncio e no escuro, entendi que alguma coisa tinha mudado entre nós. Não de forma sinistra, não com medo. Mais como a sensação de ter aberto uma porta que estava fechada havia tempo demais sem que nenhum dos dois soubesse que ela existia. Nenhum de nós tinha gozado nunca daquele jeito, com nomes de outras pessoas na boca. E nenhum dos dois fez gesto de se desculpar.

No dia seguinte iríamos a uma enseada isolada. Sem quiosque. Sem turistas. Sem ninguém além de nós conhecidos.

Só nós quatro.

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