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Relatos Ardientes

Naquela noite, os dois irmãos me compartilharam

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Meu nome é Laura e tenho 33 anos. Sou o que as pessoas chamam de «corpo generoso»: quadris largos, cintura marcada, peitos grandes e pesados que sempre complicaram minha vida na hora de comprar roupas. Nunca me senti desconfortável com meu corpo, mas também nunca tinha pensado em usá-lo daquela maneira. Isso mudou numa terça-feira à noite.

Uma mensagem de um desconhecido apareceu na minha caixa de entrada. Era de um rapaz chamado Marcos. Dizia ter 27 anos, produzir conteúdo adulto e que o meu perfil era exatamente o que ele procurava para o próximo projeto. Anexou um valor que me deixou sem resposta. Literalmente: fechei a tela e a deixei sobre a mesa.

Ignorei. Ignorei de novo no dia seguinte. Mas, no terceiro dia, abri o extrato bancário, vi os números vermelhos e li a mensagem até o fim.

A quantia que ele oferecia era o dobro do meu salário mensal. Por uma única sessão.

Respondi com a única condição que estava disposta a impor:

—Só fotos. Nada mais. Para mim, está bom assim, mas não vou além disso.

—Sem problema —escreveu—. Só fotos.

Combinamos de nos encontrar no sábado, num apartamento alugado no bairro de Palermo. Cheguei vinte minutos atrasada porque passei o trajeto inteiro pensando em dar meia-volta. Eu vestia um vestido azul-marinho que marcava minhas curvas mais do que eu gostaria, mas era a única coisa apresentável que eu tinha para uma ocasião daquele tipo.

Marcos abriu a porta para mim. Era mais jovem do que eu esperava: olhos claros, maxilar forte, camiseta branca e jeans. Olhou-me de cima a baixo com uma lentidão que me arrepiou a pele. Não era um exame grosseiro; era algo mais tranquilo e, justamente por isso, mais inquietante.

—Laura —disse ele—. Você é exatamente como nas fotos. Até melhor.

O apartamento era simples, mas limpo. Janelas grandes voltadas para a rua, uma cama de casal encostada na parede do fundo, luzes de estúdio já montadas em tripés. Marcos tinha uma câmera profissional e um ring light aceso. Tudo parecia legítimo.

—Quer tomar alguma coisa antes de começar? —perguntou.

—Não. Prefiro começar e terminar rápido.

Ele sorriu sem dizer nada e começou a preparar o enquadramento.

Os primeiros vinte minutos foram exatamente o combinado. Marcos me pedia para me apoiar na parede, virar o corpo, inclinar a cabeça para um lado. Fotos com o vestido vestido. Fotos ajeitando o decote. Aos poucos, fui relaxando, convencendo-me de que tinha exagerado nos meus medos. Era um trabalho como qualquer outro, eu dizia a mim mesma. Só pagava melhor.

Então ele me pediu para tirar o vestido.

Fiz isso devagar. Quando o tecido caiu no chão e fiquei apenas de lingerie preta, Marcos abaixou a câmera por um instante e murmurou alguma coisa entre os dentes.

—Porra. Esse corpo é uma loucura do caralho.

Fiquei vermelha. Não era o tipo de elogio que eu esperava, e foi exatamente isso que o tornou perigoso. Ele continuou fotografando. Pedia pequenos ajustes: que eu soltasse o sutiã dos ombros, cruzasse os braços sob os seios para realçar a silhueta, sentasse na beirada da cama com as pernas juntas. Cada pedido era um passo além do anterior, e eu os dava sem perceber que estava me afastando do ponto de partida.

Até que ele me pediu para tirar o sutiã.

—Marcos. Nós combinamos fotos com roupa íntima.

—Combinamos fotos —repetiu, calmamente—. Não especificamos quais. O que ofereci é por conteúdo premium. Se você só quer fotos vestida, eu pago, mas seria um terço do combinado. Você decide.

Fiquei olhando para o chão. Pensei no banco. Pensei na carta de cobrança que estava em cima da geladeira havia três semanas.

Soltei o fecho do sutiã. Meus peitos caíram pesados sobre o peito, os mamilos já endurecidos pelo ar frio do apartamento, e percebi a respiração de Marcos falhar atrás do visor.

—Caralho. Olha só para você. Fique de perfil, assim, arqueie um pouco as costas. Deixe esses peitos de puta bem marcados.

Obedeci. Cada palavra suja que ele dizia me humilhava e me excitava na mesma medida, e ele sabia disso. Abaixou a câmera e se aproximou. Passou o polegar por um mamilo, muito devagar, olhando nos meus olhos para ver quando eu mandaria que parasse. Não mandei. Beliscou o outro com dois dedos, puxando-o para cima até que um gemido escapasse de mim, e sorriu com os lábios apertados.

—Sensíveis. Muito sensíveis. Isso vai ficar bom pra caralho na câmera.

Voltou para o tripé. Pediu que eu me deitasse de costas, acariciasse os seios sozinha, levasse os mamilos à boca. Fiz isso. Chupei um mamilo enquanto beliscava o outro e o ouvi soltar o ar de repente. Já não era uma sessão de fotos. Era uma preliminar.

Quando voltou a se aproximar, ajoelhou-se na beirada da cama e abocanhou um dos meus mamilos. Chupou com força, usando a língua e os dentes, alternando entre um e outro, e eu fiquei olhando fixamente para o teto, tentando não gemer. Não consegui. Meu corpo estava respondendo de maneiras que eu não queria reconhecer.

—Você está nervosa —disse contra a minha pele.

—Estou.

—É normal. Mas sua boceta não mente. Dá para ver daqui que você está molhada.

Ele tinha razão. Meu rosto ardia. Meus joelhos tremiam. Quando suas mãos desceram pela minha cintura e chegaram ao cós da calcinha, levantei os olhos para a câmera. Ele a tinha tirado do tripé e a segurava com uma mão, gravando.

—Espera —disse—. Isso não foi combinado.

—Laura. Você está aqui há meia hora. Já passamos das fotos faz tempo. Se quiser o dinheiro completo, isso precisa continuar.

Fiquei sem palavras. Naquele silêncio, ele terminou de baixar minha calcinha. Ela estava encharcada, e ele a ergueu na altura da lente para que ficasse gravado, com um sorrisinho de canalha que me fez fechar os olhos.

—Olha só para você. Olha como está escorrendo e ainda não tem ninguém tocando aí.

Ele abriu minhas pernas com as duas mãos e se acomodou entre elas. Primeiro vieram os dedos: dois, deslizando dentro de mim sem esforço algum, curvando-se em busca do ponto que me fez erguer os quadris de repente. Tirou-os brilhantes, mostrou-os em close diante da câmera e enfiou-os na boca.

—Você tem um gosto bom pra caralho. Agora quero provar direito.

Abaixou a cabeça e abriu minha boceta com os polegares. Começou devagar, com a ponta da língua rodeando meu clitóris sem chegar a tocá-lo, subindo e descendo pelos lábios inchados, entrando e saindo, até que eu me contorcia sobre os lençóis e implorava baixinho sem perceber. —Por favor.

Ele sorriu contra a minha boceta e obedeceu. Fechou os lábios ao redor do clitóris e sugou num ritmo constante, enfiando dois dedos em mim outra vez enquanto fazia isso, e gozei em menos de um minuto, apertando as coxas contra a cabeça dele, com as costas arqueadas e um som animal que não reconheci como meu. O orgasmo sacudiu meus peitos e senti meu corpo inteiro se contraindo ao redor dos dedos dele.

Pensei que terminaria ali.

Mas, quando levantei a cabeça, Marcos já estava de pé diante de mim, tirando a roupa. Quando puxou o jeans e a cueca de uma vez, o pau saltou duro contra a barriga. Era grosso, mais comprido do que eu esperava, com a glande brilhante e uma veia marcada por toda a extensão. Ele o segurou pela base e o aproximou do meu rosto.

—Marcos —comecei.

—Pensa no dinheiro —disse—. Só nisso. Abre a boca.

Abri. Ele enfiou o pau devagar, segurando minha nuca com uma mão, e começou a se mover dentro da minha boca com estocadas curtas. Eu o chupava como conseguia, com a língua pressionada contra a parte de baixo, sentindo meus olhos se encherem de lágrimas cada vez que ele chegava ao fundo da garganta. Com a outra mão, ele segurava a câmera, filmando-me de cima, gemendo entre os dentes.

—Porra, como você chupa bem. Olha para mim. Olha para a câmera enquanto eu enfio em você.

Cravei os olhos nele e ele soltou um gemido rouco. Tirou o pau brilhando de saliva, esfregou-o nos meus peitos e voltou a enfiá-lo até o fundo. Uma ânsia escapou de mim e ele sorriu.

—Isso, isso. De novo.

Quando se afastou, meu queixo estava molhado e meus peitos vermelhos do atrito. Fiquei de quatro sobre a cama porque era a postura que a lógica do momento pedia, não porque tivesse tomado uma decisão de verdade. Quando ele entrou em mim com uma única estocada, gritei. Era maior do que eu esperava e muito mais grosso ali dentro do que na minha boca. Agarrei os lençóis e deixei meu corpo encontrar o ritmo, odiando-me um pouco por encontrá-lo tão depressa.

Meus peitos balançavam a cada estocada, batendo um contra o outro, e Marcos estendeu uma mão para segurá-los por baixo, puxando meus mamilos enquanto me fodia por trás. Com a outra mão, segurava meus quadris e grunhia baixinho, impondo um ritmo brutal que fazia o choque dos nossos corpos ressoar pelo apartamento inteiro.

—Que bunda você tem. Que boceta apertada, porra. Dá para ver meu pau inteiro entrando e saindo.

Ele deu um tapa seco na minha nádega e gozei de novo, sem aviso, com um espasmo que me fez dobrar os cotovelos e afundar o rosto no lençol. Ele não parou. Agarrou meu cabelo, levantou minha cabeça e continuou estocando, mais rápido, enquanto a câmera sobre o tripé gravava tudo do ângulo perfeito que ele havia escolhido antes de começar.

Gozei mais uma vez antes que ele terminasse. Quando terminou, tirou o pau e gozou nas minhas costas e nas minhas nádegas com dois gemidos longos, o esperma quente escorrendo pela curva da cintura até cair no lençol. Foi buscar uma toalha no banheiro. Fiquei deitada de bruços, olhando para a parede, ouvindo o som do trânsito na rua. Meu corpo estava úmido, o esperma secando na pele e a mente vazia.

***

A porta do apartamento soou.

Não a campainha. A porta diretamente, com uma chave.

Entrou um homem que eu nunca tinha visto. Era mais velho que Marcos, tinha as costas largas, barba de alguns dias e uma presença que preenchia o espaço de um jeito diferente. Olhou para mim da soleira sem nenhum disfarce, sem pressa, com a mesma calma das pessoas acostumadas a conseguir o que querem. Seus olhos foram direto para o esperma que Marcos havia deixado nas minhas costas, e ele sorriu.

—Esta é a Laura? —perguntou.

—Ela mesma —respondeu Marcos do banheiro.

O homem se chamava Rodrigo. Era o irmão mais velho de Marcos, tinha 39 anos e, ao se sentar na beirada da cama, fez isso como se estivesse em casa, porque, suponho, de certa forma estava.

—Não —disse eu, erguendo-me e puxando o lençol para me cobrir—. Isso não fazia parte do acordo.

Marcos saiu do banheiro, secando as mãos.

—Laura. Rodrigo produz metade do canal comigo. Sempre foi assim. O vídeo de hoje precisa dos dois. Com ele, nós pagamos o dobro do que combinamos esta manhã.

—Você me disse que era uma sessão de fotos.

—E foi. Até deixar de ser. —Deu de ombros com uma indiferença que me irritou—. É assim que isso funciona.

Rodrigo ainda não havia dito nada. Apenas me observava, esperando.

Fiquei calada por tempo demais. E, naquele silêncio, algo dentro de mim tomou uma decisão que minha cabeça ainda estava debatendo. Soltei o lençol.

Rodrigo o afastou completamente com uma mão e me examinou de cima a baixo com os olhos, detendo-se nos peitos ainda marcados pelos dedos do irmão.

—Muito boa escolha, Marcos.

Levantou-se e começou a se despir sem parar de me olhar. Era mais largo que o irmão, tinha mais pelos no peito e, quando baixou as calças, o pau que surgiu era ainda mais grosso que o de Marcos, mais curto, mas com uma espessura que me fez engolir em seco. Aproximou-se devagar, sentou-se na beirada da cama e segurou minha nuca com uma firmeza que não admitia negociação, mas que também não era violenta.

—Vem aqui. Começa chupando.

Ajoelhei-me entre as pernas dele e coloquei o pau na boca. Ele não cabia inteiro. Rodrigo guiava minha cabeça com a mão na nuca, marcando o ritmo, forçando um pouco mais fundo a cada vez, e eu deixava que ele fizesse isso, respirando entrecortadamente. Marcos havia pegado a câmera e filmava em close como o pau do irmão esticava meus lábios, como a saliva escorria pelo meu queixo, como meus peitos se apertavam contra as coxas peludas dele.

—Boa garota —murmurou Rodrigo—. Olha para você. Olha como engole o pau de um desconhecido depois de cinco minutos.

Ele me tirou dali de repente, deitou-me sobre a cama e abriu minhas pernas com os joelhos. Quando entrou em mim, nós dois gememos ao mesmo tempo. Eu estava mais apertada por dentro do que com Marcos e senti cada centímetro abrindo caminho até o fundo. Ele ficou assim por alguns segundos, imóvel, deixando que eu o sentisse, olhando para o meu rosto para ver como minha expressão se deformava.

—Porra, que boceta apertada você tem, para quem já foi tão fodida.

Começou a se mover. As estocadas dele eram diferentes das do irmão: mais lentas no começo, mais profundas, procurando o fundo de cada impulso. Marcos subiu na cama pelo outro lado e aproximou o pau novamente da minha boca. Os dois irmãos ditavam o ritmo em perfeita coordenação, como se já tivessem feito aquilo muitas vezes, como se eu fosse o elemento intercambiável de uma fórmula que eles já dominavam antes mesmo de eu chegar.

Agarrei os lençóis com uma mão e o pau de Marcos com a outra. Quando fechava os olhos, um dos dois ordenava que eu os abrisse. Quando tentava me distanciar mentalmente, uma nova sensação me trazia de volta: a língua de Rodrigo em um mamilo enquanto me penetrava, os dedos de Marcos apertando minha garganta para enfiar o pau mais fundo, a palma aberta de Rodrigo estalando contra meu quadril.

Eles mudaram minha posição sem parar de gravar. Puseram-me montada sobre Rodrigo, cavalgando-o com os peitos balançando diante do meu rosto, e Marcos se posicionou atrás. Senti os dedos dele me abrindo, molhados com a minha própria lubrificação, e fiquei tensa.

—Calma. Devagar.

Ele se apoiou contra a minha entrada traseira e começou a empurrar. Gritei contra o ombro de Rodrigo. Nunca tinham me penetrado pelos dois lados ao mesmo tempo, e a sensação de estar cheia dos dois lados me cortou a respiração. Marcos avançava aos poucos, parando, deixando-me respirar, até estar completamente dentro.

—Pronto. Pronto, está todo dentro.

Começaram a se mover alternadamente: um subia quando o outro descia, e parei de tentar pensar. Meus quadris se moviam sozinhos. Minhas pernas se abriam quando eu tentava fechá-las. Eu não reconhecia os gemidos que saíam da minha boca. Rodrigo chupava meus peitos enquanto Marcos sussurrava obscenidades no meu ouvido por trás, descrevendo exatamente o que estavam fazendo, como aquilo aparecia na câmera, como me mantinham aberta pelos dois buracos.

—Olha para você. Puta. Olha como está gostando.

Gozei com os dois dentro de mim, com um grito que saiu do centro do meu corpo, e senti os dois apertarem ao mesmo tempo. Ouvi-os rir baixinho entre si, com uma cumplicidade que me pareceu mais íntima do que qualquer outra coisa que havia acontecido naquele quarto.

No fim, eles me puseram de joelhos entre os dois. Rodrigo segurou meu cabelo com cuidado, quase com ternura, e Marcos ligou a câmera uma última vez. Os dois se masturbaram ao mesmo tempo diante do meu rosto, respirando pesadamente, e gozaram um depois do outro sobre meus lábios, minhas bochechas, minha língua e meus peitos. Mantive a boca aberta e a língua para fora, como me instruíram, engolindo o que caía dentro dela, sentindo o esperma quente e espesso escorrer pelo meu queixo até o decote. Marcos fez um último close do meu rosto lambuzado antes de desligar a câmera.

Quando terminaram, deixaram-me no banheiro com uma toalha limpa e a quantia prometida em dinheiro vivo sobre a pia. O dobro do que havia sido combinado pela manhã, exatamente como tinham dito.

***

Saí do apartamento quarenta minutos depois. Era noite e começara a chover. Fiquei um instante no saguão, olhando para a rua molhada, sem conseguir reconhecer completamente a sensação que me acompanhava. Não era exatamente vergonha. Não era exatamente arrependimento. Era algo mais complicado do que isso, algo que não tinha um nome simples.

Marcos me escreveu naquela semana. Depois, na seguinte. O dinheiro sempre chegava quando ele dizia que chegaria, pontual como um salário. Comecei a esperar primeiro pela mensagem, depois pelo apartamento, depois pelo som daquela chave na fechadura.

Há coisas que fazemos uma vez, convencendo-nos de que não vão se repetir, e então elas se repetem, e em algum momento deixam de ser uma exceção e se transformam em rotina. Não sei exatamente quando essa mudança aconteceu. Só sei que minhas mãos já não tremem quando subo as escadas de Palermo e que o vestido azul-marinho está há meses sem sair do armário, porque, para que eu precisaria dele?

O que eu sei é que a Laura de antes daquele sábado jamais teria imaginado nada disso. E que a de agora já não consegue imaginar muitas coisas sem os dois paus dos irmãos no centro da cena.

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