O último presente da minha melhor amiga não foi a pulseira
Achei que a festa tinha acabado quando fechei a porta. Mas ela continuava descalça no meu sofá, com a taça no joelho e outra caixa nas mãos.
Achei que a festa tinha acabado quando fechei a porta. Mas ela continuava descalça no meu sofá, com a taça no joelho e outra caixa nas mãos.
Lucía era a mais recatada do grupo do colégio. Naquela noite, vi-a chegar ao aniversário de minissaia e entendi que a garota da missa de domingo já não era a mesma.
Na curva em que as árvores formavam um túnel de luz, estendi a mão e a pousou sobre a dela. Não houve palavras: não precisavam existir para dizer que sim, que eu queria tentar.
Mateo fez um gesto com a cabeça e subiu as escadas. Eu o segui sem pensar, sabendo que a namorada dele era minha melhor amiga e que nada mais podia nos deter.
Tinha quarenta e sete mensagens dela quando voltei ao jogo, e todas terminavam com a mesma captura: o avatar dela sentada no banco vazio, me esperando em horas diferentes.
Tinham se passado anos desde a última vez que a vi. Quando ela se sentou diante de mim naquele balcão e pousou a mão na minha coxa, soube que aquela noite não terminaria como minha prima imaginava.
Rasguei o vestido, joguei um sapato fora e esfreguei as coxas até ficarem vermelhas. Quando liguei chorando da cabine, soube que ele viria sem pensar.
Valeria me ligou para contar que o marido queria um ménage. Desliguei pensando que era problema dela. Naquela noite, eu estava na sala dela.
Estudávamos havia horas quando o frio ficou insuportável. Sofía me convidou para a cama dela para nos aquecermos. Nenhuma de nós esperava o que veio depois.
Lorena tinha fama de gostar de mulheres. Eu nunca tinha dado importância, até aquela manhã de primavera em que nós duas ficamos presas.
Vinte anos, zero experiência e uma prima que o olhava como se soubesse exatamente o que ele tinha na cabeça. O verão prometia ser longo.
Passamos a manhã brincando entre os cinco, com aquela tensão que ninguém nomeia. Quando começaram a se tocar, ficou claro que a tarde ia durar muito.
Ela tinha namorado. Dizia que era hétero. E ainda assim, naquela tarde na piscina do hotel, o pé dela buscou o meu debaixo d’água e eu não o afastei.
Nos sentamos uma de frente para a outra com um martíni cada. Uma regra: olhar, falar, cheirar. Tocar, proibido. E ela tinha um cubinho de gelo na mão.
Ao abrir a porta do quarto, o último que eu esperava era ver minha namorada debaixo da amiga dela, com as pernas abertas e um olhar que me proibia de entrar ainda.
Diego me mandava mensagens carinhosas enquanto eu, naquela jacuzzi, sentia as mãos de Sergio na minha cintura e empurrava o cu contra ele.
Daniela tinha vinte anos, morava no quarto andar e nunca tinha ficado com uma mulher. Naquele dia, tudo mudou de uma vez.
Nunca tinha pensado nisso até minhas novas amigas mencionarem. Naquela noite, sozinha no meu quarto, a curiosidade foi mais forte que o medo.
Tínhamos combinado para sábado, mas ela ligou na sexta: vem hoje, estou ansiosa. Quando abriu a porta, eu já não conseguia continuar fingindo que isso não era sério.
Estávamos completamente nuas, com as pernas cruzadas e as xícaras na mão, e foi aí que Sofía me perguntou se eu queria morar com ela.