O brinde com minha melhor amiga terminou no meu quarto
Quando ela me serviu o quarto shot e sustentou meu olhar por um segundo a mais do que devia, eu soube que naquela madrugada íamos cruzar a linha que vínhamos evitando havia meses.
Quando ela me serviu o quarto shot e sustentou meu olhar por um segundo a mais do que devia, eu soube que naquela madrugada íamos cruzar a linha que vínhamos evitando havia meses.
Marisol estava sentada na beira da cama com o bebê no peito, completamente nua, quando empurrei a porta. O leite escorria sozinho e ela não me pediu para ir embora.
Descemos à cozinha seguindo uns gemidos e os encontramos. Nessa noite, aprendi olhando o que no dia seguinte me atreveria a tentar.
Quando ela perguntou como era ficar com outra mulher, eu disse que teria de experimentar por si mesma. Não esperava que ela se levantasse e se acomodasse no meu colo.
Quando entrei na sala dos professores, umas mãos me envolveram por trás e uns lábios desceram pelo meu pescoço. Reconheci o perfume dela na hora.
Bruna se ajoelhou no chuveiro diante da prima e nenhuma das mulheres do banheiro conseguiu desviar o olhar. Nem mesmo a mãe, que já tinha a mão debaixo do vestido.
Bastou uma fração de segundo — uma toalha escorregando, a pele dela molhada sob a luz da varanda — para eu entender que nunca mais conseguiria olhá-la como antes.
Quando ela me deu as chaves do apartamento e foi trabalhar, eu já sabia que naquela noite íamos estrear muito mais do que a taça de vinho que levei na mala.
Voltávamos ao hotel às três da manhã, sem ter conseguido nada com os garotos. O que aconteceu ao fechar a porta mudou nossa amizade para sempre.
Às três da manhã, finjo que a manta me cobre os olhos. O que vi na minha própria sala eu nunca deveria ter visto, e mesmo assim não desviei o olhar.
Quando ela tocou a campainha com duas garrafas de vinho e aquele sorriso, soube que a conversa pendente do bar finalmente terminaria no meu sofá.
O espelho do banheiro ficava exatamente diante das beliches. Naquela madrugada, descobri por que minha colega o havia movido sem avisar.
Quando o lenço cobriu meus olhos, pensei que era uma brincadeira inocente. Não era. Mariela tinha outros planos e eu não queria que ela parasse.
Quando ela se sentou no meu sofá com o rímel borrado e a voz trêmula, eu soube que não resolveríamos aquilo com um uísque e duas palavras de consolo.
Diante do espelho do hotel, aquele biquíni não me caía bem. Nada me caía bem desde que decidiram que tipo de corpo eu merecia ter.
Quando tirei o sutiã do biquíni na frente de Carolina, o rosto dela mudou. E então eu soube que aquela tarde eu não sairia da praia sendo só a amiga dela.
Atravessei aquela porta convencida de que mulheres não eram a minha praia. Saí duas horas depois sabendo que aquela frase era a maior mentira que eu já tinha contado.
Começou como uma brincadeira vendo vídeos na cama. Terminou com as duas dobradas sobre o colchão, tentando algo que nunca julgamos possível.
A caixa escondida sob a árvore não era para mim. Era para ela, e quando ela me pediu para ensiná-la a usar, eu soube que a noite já não seria nada parecida com a que havíamos planejado.
Hesitei por uns segundos, mas as taças já tinham falado por mim. Tirei o vestido, sentei no sofá e deixei o resto se acomodar no chão para assistir.