Três casais, uma cabana e um jogo que foi longe demais
O jogo dos casais começou como uma aposta inocente à beira da piscina. Ao anoitecer, ninguém lembrava com exatidão onde um terminava e o outro começava.
O jogo dos casais começou como uma aposta inocente à beira da piscina. Ao anoitecer, ninguém lembrava com exatidão onde um terminava e o outro começava.
Andrés abriu a porta com aquele sorriso que me desmontava. Sofia não estava. Eu também não tinha ido por ela.
Sofía pesava noventa quilos de pura autoridade. Renata entendeu isso na noite em que uma pasta velha mudou para sempre o equilíbrio de poder entre as duas.
Natalia e eu dividíamos o quarto. Só isso. Mas quando apagamos a luz e nossos corpos ficaram a centímetros, os planos mudaram.
Eu estava sozinho no sofá quando a porta se abriu. Era Marina, a amiga da minha irmã, e o que ela viu a fez sorrir. O que aconteceu depois eu não esperava.
A aposta era simples: a fantasia mais ousada vence. O que Sonia não esperava era que Vera saísse do quarto sem nada além de um arco e um sorriso.
Nadia me apertou a mão antes de entrar. Eu pensei: ou nos demitem ou nos casamos. Saímos com data de casamento e com uma vontade urgente de comemorar.
O carro de Roberto desapareceu na curva e Sofía olhou para Raquel. Elas tinham três horas, dois homens esperando e um plano que parecia infalível.
Quando Carla tirou a camisa e se sentou sobre meu marido, eu soube que o jogo tinha cruzado uma linha da qual nenhum dos quatro queria voltar.
A quarta rodada de daiquiri baixou as defesas, mas ninguém esperava que a confissão de Daniela terminasse com todas nós enredadas no tapete da sala.
A voz de Daniela narrava o episódio do vestiário enquanto, ao redor, os corpos das amigas se enlaçavam sem vergonha nem limites.
Quando Bruno puxou as cartas sobre a mesa de centro, eu não imaginava que aquela partida ia terminar com nós quatro largados no tapete da sala.
Ela entrou na sala andando devagar, com o rosto pálido e um gesto de dor ao se sentar que não dava para disfarçar. Levei dias para arrancar a verdade.
Quando Sofía apoiou o corpo na cadeira e vi como seu rosto se retorceu de dor, soube que a gripe era mentira e que o ocorrido era muito pior do que eu imaginava.
Era o namorado da minha melhor amiga: gato, tímido, religioso. Perfeito demais para eu não fazer alguma coisa a respeito.
Eu tinha quinze anos quando as surpreendi pela primeira vez. Hoje, com vinte e dois, já não consigo olhar aquelas lembranças da mesma maneira.
Eu vinha fantasiando com ela havia meses. Quando ela desceu do palco e pôs a boca na minha, entendi que aquela fantasia nunca ia desaparecer.
A villa era perfeita para uma aventura: quatro quartos, maridos pescando em alto-mar e dois homens chegando às sete. Até que às seis tocou o portão.
Quando minha colega de casa me disse «me leva com você», eu soube que aquela noite ia me fazer perder mais do que a timidez. O que eu não imaginei foi que ele apareceria.
Eu passava um mês sonhando em reencontrá-lo quando minha colega de quarto confessou que me invejava. Naquela mesma noite a levei comigo para a rave.