Nunca contei o que aconteceu na segunda noite com eles
Quando Carla me perguntou se eu queria repetir, eu já sabia a resposta antes de ela terminar a frase. O que eu não sabia era até onde estava disposta a ir naquela noite.
Quando Carla me perguntou se eu queria repetir, eu já sabia a resposta antes de ela terminar a frase. O que eu não sabia era até onde estava disposta a ir naquela noite.
Tinha curiosidade e um pouco de nojo, mas ela insistiu até eu me ouvir dizer que sim. O que aconteceu naquela tarde na casa dela ainda me faz sorrir.
Quando abriu a pasta oculta do celular e virou a tela para mim, entendi que a tímida de sempre tinha se atrevido, enfim, a contar tudo.
Quando ela entrou no banheiro para me deixar uma toalha limpa, eu soube que alguma coisa ia acontecer. O que eu não esperava era ser eu a dar o primeiro passo naquela noite.
Descemos da festa às quatro da manhã achando que a noite tinha acabado. Na verdade, naquela casa enorme, ela estava só começando.
Eu vinha escondendo há meses o que sentia por ela. E de repente ela me pedia um beijo para excitar o noivo, sem saber que ia acender algo muito mais perigoso entre nós.
Na adolescência, eu me trancava para imaginar seus seios e seu cabelo negro-azeviche. Trinta anos depois, sua voz ao telefone me acendeu igualzinho.
Pensei que seria um beijinho inocente, só para rir. Mas a boca dela ficou na minha tempo demais e eu soube que, naquela noite, não íamos dormir como amigas.
Ela chegou para o jantar achando que seria uma noite tranquila entre amigas. Não imaginava que, nos braços de uma desconhecida, aprenderia tudo o que seu corpo havia calado por anos.
Nunca tinha pensado em como seria estar com uma mulher. Nessa tarde, com a blusa meio aberta, ela parou de se perguntar.
Bayron me colocou o colar sobre a pele nua e eu soube que aquela visita de trabalho não terminaria no escritório, mas no quarto dele.
A gente se reunia há seis anos para a mesma coisa: conversar e nos tocar sem pudor. Numa noite, Camila prometeu uma surpresa e abriu a porta do quarto ao lado.
Quando a campainha tocou, pensei que minhas amigas tinham pedido sobremesa. Quatro homens entraram na minha sala e, pela primeira vez em anos, parei de pensar no meu ex.
Na penumbra, ele deixou a cena se formar: ele no centro do sofá, a mulher de um lado, a amiga do outro, um beijo impossível.
Quando mexi no mouse do notebook de Sebastián e vi o nome da minha melhor amiga na tela, soube que nada voltaria a ser como antes.
Liguei a câmera numa madrugada qualquer e, sem saber, abri a porta para a única mulher que aprendeu a me fazer tremer a seiscentos quilômetros de distância.
Quando a anestesia passou e ele abriu os olhos, já estava nu, algemado a uma cadeira e cercado por quatro mulheres que esperavam por esse momento havia um mês.
Sempre fui eu quem deixava que ele olhasse. Naquela tarde, virei o jogo: coloquei-o na poltrona e deixei minha melhor amiga fazer com ele o que ele imaginava.
Naquela tarde, enquanto Sofía experimentava lingerie diante do espelho, meu marido e eu descobrimos que fazíamos meses sem nos olhar assim.
Havíamos passado meses compartilhando cafés e confidências. Naquela tarde, com a xícara ainda quente entre as mãos, ela me fez uma pergunta que nenhuma amiga ousa fazer.