O fim de semana em que minha irmã propôs uma troca
Quando desci nua para pegar um café à meia-noite, não esperava encontrá-la na cozinha, de camisola, com uma confissão que mudaria tudo entre nós.
Quando desci nua para pegar um café à meia-noite, não esperava encontrá-la na cozinha, de camisola, com uma confissão que mudaria tudo entre nós.
Quando Renata abriu as cortinas e me pôs de quatro de frente para o vidro, eu soube que aquela noite seria de todos os que passassem pela rua, não só dela e do meu marido.
Ela estava nua, fazendo ioga em frente à camper, alheia a tudo. Quando abriu os olhos e nos estendeu a mão, eu soube que naquela manhã não voltaríamos os mesmos para casa.
Eu vinha imaginando isso há noites. Nessa madrugada, sentada na poltrona com uma taça na mão, finalmente vi: meu marido entrando no corpo de outra.
Nunca tínhamos entrado em um lugar assim. Quando aquele casal da praia cruzou a porta e se sentou à nossa mesa, soube que a noite já não pertencia só a nós.
Damián me seguiu até a água para ver minha bunda de perto. O que começou como uma brincadeira entre risadas terminou com os dois casais trancados no apartamento dele.
Quando Lucía tirou o biquíni na minha frente no quarto dela, entendi que aquele fim de semana na praia não ia ser só para tomar sol.
Atravessei a cortina convencida de que buscava um homem. A mão que me pegou na penumbra era suave, perfumada e não me soltou até mudar tudo.
Quando Diego me pediu que eu sentasse entre os dois bancos, soube que aquela viagem ainda não tinha acabado e que, naquela noite, nenhum dos dois iria embora cedo.
O plano era perfeito: com a fantasia do meu amigo, minha esposa jamais saberia que o desconhecido que a tirava para dançar entre as máscaras era eu.
Descemos para a sauna sem roupa de banho e entendi que minha mulher e a prima dela já tinham conversado sobre tudo: aquele fim de semana na montanha não seria o que nos contaram.
Nunca imaginei que aquela garota tímida de óculos, que corava ao falar de sexo, acabaria nua e entregue numa tenda perdida no deserto.
O plano era só tomar café e nos conhecer. Mas assim que levaram Lucía para dar uma volta de carro, eu soube que aquela tarde não acabaria em nada.
Eu sabia que queria dar pra ele desde a primeira mensagem. O que eu não sabia era até onde meu marido iria quando os três cruzássemos a porta do reservado.
Lucía nunca teve sua despedida de férias, e bastou um olhar para o auxiliar de voo para decidir cobrar isso antes do pouso de volta para casa.
Escolhi o vestido dela: branco, colado e sem nada por baixo. Queria que fosse a mais desejada do jantar, e ainda não imaginava até onde aquela noite nos levaria.
Aceitei por ele, sem saber que cruzar essa porta mudaria a ideia que eu tinha sobre o prazer. Nessa noite, deixei de ser só dele.
Guardei essa fantasia por anos sem contar nem ao meu marido. Numa madrugada, numa casa que não era a minha, parei de imaginá-la e comecei a vivê-la.
Ela estava nua sobre o colo do namorado, ainda ofegante, quando disse com um meio sorriso: «Já que a gente começou… podíamos continuar». Ninguém esperava isso dela.
Marcos e Nadia só tinham feito isso com a gente. Nessa noite, vendados e com os vizinhos a caminho, descobririam até onde estavam dispostos a ir.