A noite em que voltei para procurá-lo debaixo da ponte
Havia algo pendente daquela primeira noite sob a ponte. Meu corpo se lembrava. Uma semana depois, meus pés me levaram sozinhos.
Havia algo pendente daquela primeira noite sob a ponte. Meu corpo se lembrava. Uma semana depois, meus pés me levaram sozinhos.
Há anos eu era a fera na cama. Os homens me temiam ou me agradavam. Ninguém tinha me amarrado. Ninguém até eu dar meu e-mail àquele desconhecido do chat.
Aquele armário de homem comia um sanduíche no balcão. Bastou cruzar olhares para saber que naquela noite eu iria procurá-lo na porta da boate.
Faziam três meses que eu não ficava com ninguém, e quando o vi entrar no lobby eu soube que aquela noite seria diferente. Não me enganei.
Eu caminhava sem rumo quando ele ergueu o rosto do segundo andar e sustentou meu olhar como se soubesse, antes de mim, que acabaríamos enroscados nos lençóis dele.
Bruno levaria meus pais para a cidade e eu ficaria sozinha. O que ninguém esperava era que a sobremesa de domingo terminasse assim.