A noite em que aprendi a gostar de sexo anal
Eu já tinha tentado antes e só sentira dor. Numa noite de hotel com um desconhecido, descobri o quanto eu estava enganada.
Eu já tinha tentado antes e só sentira dor. Numa noite de hotel com um desconhecido, descobri o quanto eu estava enganada.
Eu gostava de me sentir olhada, desejada, escolhida entre todas. Nessa noite um homem do campo me tirou da pista e me levou a um lugar sem volta.
Eu a observava dobrar lençóis com aquelas leggings clarinhas e rezava para que ela não percebesse o volume no meu short. Até que um dia ela virou a cabeça e perguntou por que eu a olhava assim.
A persiana estava meio abaixada e a chave girou duas vezes atrás de mim. Vim sem a aliança e com doze anos de silêncio na língua.
Segui a moça para a rua convencido de que seria só mais uma noite. Não imaginava o que ela escondia sob aquele vestido colado nem até onde iria me levar.
Subi ao quinto andar esperando um café e uma explicação. Ela ainda tinha um relatório pendente. Eu não sabia que o amante dela estava vendo tudo da sala ao lado.
Quarenta minutos antes minhas mãos tremiam. Agora eu seguro o arnês e, pela primeira vez em dezoito anos, sou eu quem decide o que acontece neste quarto.
Mostrei-lhe o vídeo e ela desabou no chão da sala. Mas, quando voltou a se erguer, já não era a mulher que o marido humilhara por vinte anos.
Ele me ligou no fim da tarde para avisar que chegaria tarde. Naquela altura, eu já tinha começado a me preparar: a peruca, a maquiagem, o plug. Só faltava ele.
Rubén encheu a cafeteira enquanto, do outro lado da janela, nossas mulheres paravam de disfarçar. Nenhum de nós desviou o olhar, e então a mão dele encontrou a minha.
No carro, com a mão dele no volante e a minha entre suas pernas, entendi que naquela noite as regras seriam minhas. E ele obedeceria a cada uma.
Ela sempre fora quem empunhava a coleira. Naquela noite, acorrentada ao potro, descobriu que até as rainhas acabam ajoelhadas diante de uma ama mais cruel.
Só queria sol e silêncio. Não procurava ninguém, muito menos um homem que me esperou na beira do mar só para dizer que não pretendia me deixar ir.
Eu sonhava com os dois quando senti o peso de um corpo subir na cama. Uma mão quente percorreu minhas costas e eu soube, antes de abrir os olhos, que não era Mateo quem tinha voltado.
Fechei os olhos sob a água quente sem imaginar que, naquela tarde, sozinha no banheiro, descobriria algo sobre mim que não conseguiria mais deixar de buscar.
Abaixei-me entre os pinheiros e vi Bruno se ajoelhar diante de um desconhecido. Naquele instante entendi por que ele vinha me evitando há semanas.
Quando desci suas malas e ela se abaixou diante de mim sem o menor pudor, soube que aqueles dias sob meu teto não terminariam como eu imaginava.
Eu estava de quatro, tremendo, com o cu empinado e meu próprio pau pingando sozinho. Ele mal tinha enfiado a ponta e eu já implorava para ele me arrebentar inteira.
Entrei no carro pensando no meu voo. Três dias depois, ao descer do avião, ele já me esperava com uma proposta que me deixou suando antes de fechar a porta.
Éramos novatos e estávamos nervosos, mas aquele casal sentado ao fundo do local nos olhava como se soubesse exatamente o que viemos procurar.