O casamento em que trocamos de parceiros pela primeira vez
Pedi que ela não usasse nada por baixo do vestido verde. Eu não imaginava que aquela travessura abriria a porta para o casal da mesa ao lado.
Pedi que ela não usasse nada por baixo do vestido verde. Eu não imaginava que aquela travessura abriria a porta para o casal da mesa ao lado.
Deixei as cortinas abertas de propósito e fingi não vê-lo. Ele, parado na sua laje, não perdia um só detalhe do meu corpo nu.
Naquela manhã, abri as cortinas pensando em observar as camareiras. Não imaginei que uma desconhecida na janela em frente não tiraria os olhos de mim.
Publiquei um anúncio procurando dois cavalheiros discretos. Quando abri a porta da suíte e os vi à minha espera, soube que naquela noite não haveria limites.
Atrás de cada um dos três buracos podia haver qualquer um. Eu não via nada. Só sentia mãos, bocas e um olhar conhecido me observando do outro lado.
Ela escolheu a saia mais curta e saiu sem roupa íntima. Naquela hora, o desconhecido da plataforma sempre estava lá, e desta vez ela não pretendia se afastar.
Ela saiu da água devagar, sabendo que o tecido transparente já não escondia nada, e jogou o cabelo para o nosso lado como se tivesse todo o tempo do mundo.
Voltei ao reencontro por causa de um beijo pendente do colégio. Não imaginei que naquela noite, com a garrafa girando, acabaríamos sendo três na mesma cama.
Apaguei as luzes do jardim com um botão e, quando a água quente ficou como única testemunha, desatei o laço do biquíni dela diante do outro casal.
Quando segui o som da música até o velho armário do meu escritório, não esperava encontrar frestas apontando direto para o vestiário onde ela se despia.
Três dias na praia, cinco amigas e um celular que nunca desligou. Eu achava que estava entre risadas inocentes; outros viam um espetáculo.
Usava minissaia, meias pretas e óculos de sol que me impediam de saber quando ela me flagrava. Até que parou de disfarçar e começou a brincar comigo.
Eram onze da manhã e a enseada estava vazia, salvo por um rapaz que fingia não me olhar. Meu marido nadava e eu sentia os olhos dele cravados em cada centímetro da minha pele.
Às duas da manhã, naquela sala com luzes vermelhas, parei de fingir que tinha ido só acompanhar meu marido. Eu estava olhando. E estava gostando demais.
Quando me agachei para pegar uma revista na prateleira mais baixa, senti o ar frio entrar inteiro entre minhas pernas. Três pares de olhos se ergueram ao mesmo tempo. Não baixei a saia.
Foi a noite em que fui mais longe sozinha e sem uma peça de roupa. Cães, homens, motos e o parque central: vi tudo com a pele nua.
Quando apontou a câmera pela primeira vez, disse a si mesmo que era a última. Seis semanas depois, ainda gravava. E Laura ainda sorria do outro lado da lente.
O dono da academia pediu que ela tirasse toda a roupa. Eu assenti com calma e esperei. O que aconteceu depois foi melhor que qualquer fantasia.
Mateo me prometeu que observaria tudo da mesa, mas quando dois desconhecidos começaram a me acariciar ao mesmo tempo, o silêncio dele me assustou tanto quanto as mãos deles.
Naquele cubículo apertado, com os passos do desconhecido ecoando bem do outro lado da divisória, descobri que o silêncio também pode ser uma forma desesperada de orgasmo.