Fantasias com a colega de hospital do meu namorado
Quando desligou o vídeo e me mostrou a mulher com quem havia me traído, eu já estava molhada demais para fingir que queria ir embora.
Quando desligou o vídeo e me mostrou a mulher com quem havia me traído, eu já estava molhada demais para fingir que queria ir embora.
A porta estava entreaberta, as velas acesas e um bilhete sobre a cama. Mesmo assim, entrei, tirei a roupa e obedeci.
Passaram-se anos, Mariana, e ainda penso em você enquanto me toco no escuro. Esta é a confissão que você nunca vai ler e a fantasia que não consigo parar de repetir.
Entediada diante da televisão, sozinha numa cama grande demais, fechou os olhos e deixou que sua mão fizesse o que não se permitia havia dois anos.
Quando o sol começou a cair, nenhuma das duas mulheres mandava com palavras: bastava um olhar para que cada mão soubesse onde devia pousar.
Marcela me olhava pelo retrovisor com um sorriso que não era de uma mãe tranquila. Eu não sabia que aquela tarde mudaria tudo entre nós.
Tomás me deu de presente uma massagem, mas não contou que aprenderia a fazê-la junto com a massagista. O que aconteceu naquela sala superou qualquer fantasia.
Ninguém sabia por que eu sempre estacionava no mesmo trecho deserto. Naquela tarde, um corredor virou o rosto para minha janela e percebeu tudo.
Só queria descansar um pouco na maca. Não imaginei que terminaria com a mão dentro da roupa, mordendo o lábio para ninguém no corredor me ouvir.
Nunca tinha me tocado. Mas naquela noite, com a tela do celular iluminando meu rosto, meus dedos desceram sozinhos e eu não quis que parassem.
O sibilar vinha do quarto dos meus pais, e quando espreitei na escuridão já não consegui me mover. Então minha irmã apareceu do outro lado do corredor.
Ela esperava um único brinquedo. Dentro da caixa havia uma coleção inteira, e Lucía soube que naquela tarde, sozinha no apartamento, ninguém iria interrompê-la.
Eu sabia que ninguém me via naquele depósito escuro. Só o manequim nu no canto testemunhou o que eu fazia pensando nela, a costureira da saia mais curta.
Ele vinha pensando nisso havia semanas. A caixa chegou numa terça qualquer, sem remetente, e Adrián a escondeu no armário até a casa ficar em silêncio.
Há dez anos ninguém me tocava com aquelas intenções. Naquela tarde, de bruços na maca, descobri que meu corpo ainda sabia exatamente o que queria.
Entrou na caverna pensando na guerra. A adivinha o esperava com o rosto de sua rainha, a túnica mal cobrindo o corpo, e uma promessa nos olhos que não era só uma visão.
Quando o andor passou à minha frente, nossos olhares se cruzaram por um segundo. Foi o suficiente para que aquela noite terminasse de um jeito que eu jamais teria imaginado.
Caminhei sozinha por ruas escuras, com a raiva de quem acabara de ver o namorado com outra. Não procurava nada. E, ainda assim, encontrei algo.
A lua iluminava o riacho, os vagalumes esvoaçavam ao meu redor e eu estava sozinha na floresta, com tesão e um brinquedo que não planejava usar.