A ruiva do vestiário me deu uma lição
Achei que estava olhando sem que ninguém percebesse. Quando entrei no vestiário para esconder minha ereção, ela já me esperava com duas amigas.
Achei que estava olhando sem que ninguém percebesse. Quando entrei no vestiário para esconder minha ereção, ela já me esperava com duas amigas.
Da janela, ele a observava há semanas; na noite em que pulou a cerca, entendeu que seria ela quem decidiria tudo o que aconteceria entre os dois.
Quando a coleira vermelha apertou meu pescoço, entendi que era a única coisa que me separava de todas as presas que me observavam da penumbra daquele galpão.
Fazia meses que eu não sabia dela. Sua ligação foi uma ordem, não um convite: naquela noite, eu deixaria de ser uma pessoa para me tornar propriedade dela.
Acreditou que seria o trabalho mais fácil de sua vida: um homem sozinho, indefeso, de costas. Não contava que essas mesmas mãos decidiriam sua ruína.
Os pés dela na borda da minha poltrona foram apenas o começo. Naquela noite, descobri até onde estava disposto a ir para satisfazê-la.
Aprendi a contar as horas até ela dormir. Só então, na escuridão do beliche, as sandálias eram minhas e ninguém podia ver o que eu fazia com elas.
Ele me disse que aquela espera não se pagava com dinheiro. E eu, em vez de descer do táxi, fiquei para descobrir com o que ele queria que eu pagasse.
A adrenalina subia só de pensar: sair à noite para uma área afastada e deixar que homens que eu não conhecia me usassem como quisessem. Eu sabia dos riscos.
Assim que ele assumiu o volante, Carmen soube quem mandava: nenhum beijo ou carinho viria quando ela quisesse, mas quando ele decidisse.
Tinha as pinças mordendo meus mamilos e a corrente tensa entre os dedos de Adrián. Bastava uma palavra para tudo parar. Eu não disse.
Ela se repetia que era uma mulher decente, mas naquela noite, no quarto do hotel, descobriu o quanto desejava obedecer a cada uma das minhas ordens.
Fazíamos apenas duas semanas de casados quando descobri do que era capaz o gênio dela, e o primeiro tapa foi só o começo daquela tarde.
Fico vermelha só de pensar que vocês vão ler isto, mas ele me ordenou: devo contar, sem esconder nada, como aprendi a me ajoelhar e agradecer.
Ela passava anos decidindo quem obedecia e quem implorava. Nenhum cliente sabia que, atrás do espelho, alguém estudava o jeito de destroná-la.
Eu não amarrei as mãos dela para imobilizá-la. Amarrei para que entendesse, antes que qualquer coisa acontecesse, que naquela noite o corpo dela já não era dela.
Nunca consegui distingui-las. Uma me beijava com ternura; a outra me amarrava e me usava. Só depois entendi que nunca houve erro: as duas tinham planejado tudo.
Duas amigas saem do trabalho, trocam de roupa e se perdem na noite. Desta vez a presa é um rapaz bêbado na saída da boate, e a enseada deserta verá tudo.
A vareta de bambu assobiou no ar e Clara não piscou. Éramos amigas. Agora ela segurava o cronômetro e eu estava de joelhos sobre a grade gelada.
Não lhe davam água num copo. Derramavam sobre o pé dele, e ele tinha que lambê-la das tiras de couro se quisesse sobreviver.