Cruzei a cidade para me pôr de joelhos
Andei quinze minutos até o hotel dele com o vestido mais curto que eu tinha. Eu sabia exatamente para quê estava indo e não me importava que desse pra perceber.
Andei quinze minutos até o hotel dele com o vestido mais curto que eu tinha. Eu sabia exatamente para quê estava indo e não me importava que desse pra perceber.
Passei horas andando, com o vestido rasgado e sangue nas pernas. Eu não podia parar. Precisava vê-lo, mesmo que tudo o que eu fizesse naquela noite me destruísse.
Eu estava há quatro dias sob o mesmo teto da mulher do meu pai quando ela deixou a porta do quarto entreaberta e me disse, sem palavras, para subir.
Beijei-o pela primeira vez aos dezesseis anos e não conseguimos terminar. Onze anos depois, encontrei-o no clube do meu namorado, de braço dado com outra mulher.
Ajoelhei-me entre as pernas dele naquela quarto de hotel e, com meus lábios, mostrei tudo o que as palavras não conseguiam dizer.
Eu estava dançando sozinha havia horas quando o senti atrás de mim. Virei e lá estava ele. E soube que aquela noite não terminaria na pista.
Sempre que eu entrava no bar dela, os olhos de Lorena procuravam os meus por cima dos óculos. Naquele dia, resolvi que não podia mais fingir que não percebia.
Ficamos sozinhos em casa, com febre e tédio. Na terceira noite, com as luzes apagadas, Marcos me confiou o que ninguém mais sabia sobre ele.
Eu tinha vinte e seis anos e nunca tinha feito nada parecido. Entrei naquela sala com as mãos trêmulas e saí sendo outra pessoa.