O homem que me pediu para eu quebrá-lo
Meia-noite na rádio vazia. Iván se inclinou para me beijar e, por um segundo, o mundo ficou simples — até o fantasma da outra voz voltar a interferir.
Meia-noite na rádio vazia. Iván se inclinou para me beijar e, por um segundo, o mundo ficou simples — até o fantasma da outra voz voltar a interferir.
Gosto do instante exato em que um homem entende que só vai tocar meus pés se obedecer. Naquela tarde, Mateo entendeu isso de joelhos e com a respiração entrecortada.
“Quero ver algo novo”, ele disse do sofá. E eu já sabia exatamente com o que iria surpreendê-lo, mesmo que isso significasse arrastar Vera comigo.
Ela foi à minha casa com duas cervejas e uma história que precisava tirar de dentro: a noite em que entendeu que gostava de perder o controle por completo.
Eu a observava dobrar lençóis com aquelas leggings clarinhas e rezava para que ela não percebesse o volume no meu short. Até que um dia ela virou a cabeça e perguntou por que eu a olhava assim.
Ela calçava 36, tinha pés brancos e perfeitos, e naquela tarde de sangria decidi que precisava levá-los à boca, mesmo na frente de todo mundo.
Abaixei-me entre os pinheiros e vi Bruno se ajoelhar diante de um desconhecido. Naquele instante entendi por que ele vinha me evitando há semanas.
Ele passou o verão inteiro passando a mão onde não devia. Naquela tarde, à beira da piscina, descobriu que alguém o observava e que sua sorte tinha acabado.
Chegou ao apartamento do homem com a promessa de não se conter. Ainda não sabia o tamanho da rola que iria desvirgá-lo nem até onde ia cair aquela pá.
Motoristas de remis que chegavam como ativos e acabavam me pedindo para eu penetrá-los. Funcionários que beijavam como loucos. Cada ofício era um mundo diferente.
Éramos amigos desde a adolescência, os dois casados, os dois certos de quem éramos. Até que ele me mandou aquele vídeo e algo em mim deixou de ser tão certo.
Me deixaram de joelhos no cercado, algemada e sem poder me mover, enquanto elas riam e os cachorros rondavam cada vez mais perto.
Tomás fazia um ano que não tocava numa mulher. Meu marido sabia disso quando o convidou para jantar. E eu vesti a calcinha vermelha sabendo o que ia acontecer.
Quando me pegou no quarto dela com a pantufa na mão, o olhar misturou surpresa e algo mais sombrio. Naquele dia, tudo mudou entre nós.
Havíamos armado a cilada perfeita. Mas quando Diego me segurou pela cintura com aquela segurança brutal, entendi que já não era eu quem conduzia as rédeas.
Naquela semana eu não devia ter reparado nele. Mas quando ele me abraçou por trás na piscina, eu soube que naquela noite não ia conseguir me controlar.
Subimos para o quarto sem saber muito bem como começar. Fui eu quem deu o primeiro passo, e a partir daquele momento não houve mais volta.
Meus amigos não entendiam por que eu passava três meses num povoado sem vida. Nunca contei a verdade: meu avô me esperava com mais do que o jantar.
Eu vinha há semanas sem plano e uma tarde entediante mudou tudo. A foto dele era honesta: era exatamente o que apareceu na minha porta duas horas depois.
Me prometeram uma transformação. O que encontrei foi um inferno de submissão, castigo e humilhação onde meu corpo deixou de ser meu.