Me animei a provar sozinha o que tanto imaginava
Tranquei a porta, respirei fundo e me disse que naquela tarde finalmente ia descobrir do que meu corpo era capaz quando ninguém me olhava.
Tranquei a porta, respirei fundo e me disse que naquela tarde finalmente ia descobrir do que meu corpo era capaz quando ninguém me olhava.
Eu procurava algo diferente naquela tarde, algo que me tirasse do tédio. Encontrei um desconhecido disposto a me olhar enquanto eu me deixava ser vista.
«Feche a porta com chave e tire a roupa», foi a primeira coisa que você ouviu da minha voz naquela noite. O resto dependia de quanto você quisesse obedecer.
Chegaram numa caixa sem remetente. Não imaginei que naquela mesma noite eu acabaria trancada no meu quarto, mordendo o travesseiro para ninguém me ouvir.
Fazia semanas que eu não pisava no apartamento dela, mas naquela noite, com duas cervejas pela metade e a mão dela subindo pela minha coxa, soube que as férias começariam muito bem.
Vivíamos quinze anos de rotina até que um brinquedo esquecido numa gaveta acendeu algo que nenhum dos dois sabia controlar. E isso era só o começo.
Não quero que você me respeite à distância. Quero ser aquilo que você abre em segredo, às duas da manhã, com a mão já enfiada sob o lençol e meu nome preso na garganta.
Quando ela fez um gesto para mim no corredor central, soube que a lista de livros emprestados em meu nome era apenas a primeira das armadilhas que abriria para mim naquela noite.
Faziam duas semanas que eu revivia na cabeça aquele ménage com minha irmã e meu marido. Nessa manhã, liguei para ela para sairmos, sem imaginar como o dia terminaria.
A lareira acesa, o champanhe perdendo o frio e eu de calcinha diante do fogo. Esperava Helena, recém-saída do banho, cheirando a perfume e promessas.
Ela entrou no escritório com um olhar que não admitia perguntas. Mandou que eu tirasse a roupa. Tinha reunião em vinte minutos e eu seria seu entretenimento.
Segui ele no Instagram por curiosidade e acabei lendo seus textos de madrugada, com o coração disparado. Só texto. Só palavras. Só ele.
Entrei no quarto dela com uma bandeja e saí sendo outra pessoa. Sofía tinha vinte anos e já sabia mais sobre mim do que eu mesma sabia.
Meio bêbada junto ao riacho, procurei os lenços na minha pochete e tirei algo que não deveria estar ali. As más decisões sempre são lembradas melhor.
Eu guardava seus textos em uma pasta privada e os relia à noite com a luz apagada. Passei meses assim antes de me atrever a escrever para ele.
Eu tinha comprado o brinquedo semanas atrás e o deixado na gaveta por medo. Nessa noite, decidi que já era hora de parar de esperar que outra pessoa fizesse isso por mim.
Pagou em dinheiro, pegou a chave sem trocar uma palavra e subiu. O quarto estava escuro e a tela piscava, esperando. Diego sabia exatamente por que tinha vindo.
Era apenas um nome em uma longa lista. Quando ela ligou a câmera, tudo o que eu acreditava sobre o desejo mudou para sempre.